Prorrogação do tratado nuclear entre EUA e Rússia agita cenário internacional em 2025
em 11 de outubro de 2025 às 19:04O clima entre Estados Unidos e Rússia voltou a esquentar nos bastidores da diplomacia global. O presidente Donald Trump declarou nesta semana que a proposta de Vladimir Putin para estender o último acordo de controle de armas nucleares dos dois países “parece uma boa ideia”. Esse posicionamento reacende o debate sobre o futuro do tratado New START, um dos pilares mais importantes para limitar as ogivas nucleares estratégicas dos gigantes e garantir certa estabilidade ao planeta.
Assinado pela primeira vez em 2010 e renovado por cinco anos em 2021, o New START tem data marcada para expirar: 5 de fevereiro de 2026. Diante desse prazo apertado e dos atritos agudos, principalmente após a guerra na Ucrânia, a oferta russa trouxe muitas dúvidas — e um pouco de esperança — aos especialistas em segurança internacional. A seguir, entenda os bastidores dessa movimentação política e os desafios que cercam um dos acordos mais impactantes do cenário geopolítico.
O que você vai ler neste artigo:
O que está em jogo com o New START?
Para quem acompanha o noticiário internacional, não resta dúvida: Estados Unidos e Rússia detêm nada menos que 87% do arsenal nuclear mundial. Ou seja, qualquer decisão envolvendo a limitação ou expansão dessas ogivas têm potencial para mudar os rumos da segurança global.
O New START surgiu para trazer previsibilidade e controle a esse setor sensível, reduzindo o risco de uma nova corrida armamentista e incentivando a transparência entre as superpotências. Dados da Federação de Cientistas Americanos apontam os números: Rússia conta com 5.459 ogivas, enquanto os EUA mantêm 5.177. Com a maioria dos acordos de controle de armas desmantelados nos últimos anos, esse tratado se transformou no último elo formal entre Moscou e Washington para evitar um possível confronto nuclear.
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Principais obstáculos para a extensão do tratado
Parecia improvável que Putin, após tanto tempo evitando se comprometer publicamente, retornasse ao jogo. Porém, a proposta de uma prorrogação de mais um ano não é suficiente para dissipar todas as desconfianças. O líder russo deixou claro que a continuidade dependerá diretamente das movimentações dos Estados Unidos — principalmente com os planos espaciais do governo Trump para instalação de interceptadores de mísseis. Uma verdadeira queda de braço tecnológica e militar.
Washington, por sua vez, aposta pesado em inovação. O projeto Golden Dome, anunciado ainda em maio, prevê uma rede caríssima, avaliada em 175 bilhões de dólares, composta de centenas de satélites para rastrear e, se preciso, interceptar mísseis nucleares. A Rússia reclama que esses avanços ameaçam o próprio sentido do tratado e desafia os estadunidenses a dialogarem com transparência.
Novas armas em desenvolvimento e a sombra dos testes nucleares
Outro entrave relevante são sistemas estratégicos recentemente desenvolvidos. O míssil balístico Oreshnik, por exemplo, é classificado pelos EUA como ameaça direta, enquanto o arsenal russo, com as armas Kinzhal e Avangard — ambas com capacidade nuclear e alta mobilidade — servem de argumentos para Moscou manter suas preocupações acesas.
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O temor de uma retomada dos testes nucleares também paira no ar. Putin afirmou que só fará novos testes caso outra potência nuclear tome a dianteira, insinuando que há indícios de movimentação nesse sentido. Esse jogo de ameaças e provocações mantém a tensão elevada, num cenário já marcado por decisões imprevisíveis e pressão intensa de ambos os lados.
Com a discussão sobre o futuro do tratado nuclear entre Estados Unidos e Rússia ganhando força em 2025, a expectativa é alta. O destino desse acordo pode selar não apenas a postura das duas maiores potências do planeta, mas também influenciar a segurança de todos. Se você curte se inteirar das maiores polêmicas e bastidores do poder, aproveite para se inscrever em nossa newsletter e não perder nenhum detalhe sobre esse tema — e, claro, outras fofocas quentes do cenário internacional.
Perguntas frequentes
Quais são os principais benefícios do tratado New START para a segurança global?
O New START oferece previsibilidade e transparência entre EUA e Rússia, reduzindo o risco de uma corrida armamentista nuclear e fortalecendo a estabilidade internacional.
Por que a proposta de extensão do tratado enfrenta resistência?
A resistência ocorre devido a desconfianças mútuas, especialmente relacionadas aos planos estadunidenses de defesa antimísseis no espaço, que a Rússia vê como ameaça estratégica.
Como os avanços tecnológicos impactam o tratado New START?
Novas armas e sistemas de defesa, como satélites interceptadores e mísseis hipersônicos, complicam as negociações ao criar desequilíbrios e aumentar a desconfiança entre as potências.
O que aconteceria se o New START não fosse renovado?
Sem o tratado, haveria maior liberdade para expansão dos arsenais nucleares, elevando riscos de tensões e confrontos armados entre as superpotências nucleares.
Qual o papel dos testes nucleares nas negociações do tratado?
Testes nucleares são um ponto sensível, pois seu retorno indicaria uma possível escalada armamentista, aumentando a instabilidade e desconfiança entre as nações envolvidas.