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JBS reforça investimentos nos EUA mesmo sob crise do gado e pressão de Trump em 2026

Wilson em 6 de junho de 2026 às 08:04

A JBS, maior processadora de carnes do mundo, não se intimida diante da crise no mercado de gado americano e das investidas do presidente Donald Trump contra frigoríficos estrangeiros. Com meio bilhão de dólares em aportes já previstos para este ano e reforma em uma de suas principais plantas no Texas, a gigante brasileira deixa claro que o futuro da empresa está cada vez mais atrelado aos Estados Unidos. Enquanto rivais fecham fábricas e recuam diante da escassez de gado, a JBS segue no contrafluxo, apostando alto no maior mercado de carne bovina do planeta.

O cenário é turbulento: acusações políticas, investigações antitruste e um dos mais graves déficits no rebanho americano em 75 anos. Ainda assim, a postura ambiciosa da JBS mostra que a empresa vê, no longo prazo, oportunidades únicas para consolidar sua presença e ampliar resultados. Entenda o que está por trás dessa forte ofensiva da JBS nos EUA e como o grupo precifica os riscos — e as possíveis recompensas — que rondam esse mercado.

Investimento bilionário em meio à crise do gado

Mesmo com o mercado americano de gado bovino encolhido para o menor volume desde 1951, a JBS decidiu dobrar a aposta. O carro-chefe é a reforma industrial da planta de Cactus, no Texas, que sozinha movimenta US$ 3,3 bilhões com pecuaristas locais e sustenta mais de 3.600 empregos. O projeto, orçado em US$ 150 milhões, busca modernizar a unidade para os próximos 40 anos, com um novo setor de desossa e ampliação da área de carne moída.

A decisão contrasta com a estratégia da Tyson Foods, que optou pelo fechamento de sua unidade em Nebraska diante da maré baixa da oferta de gado. Segundo Wesley Batista Filho, CEO da JBS nos EUA, os investimentos não param por aí: metade das receitas globais do grupo já vem dos Estados Unidos e novos aportes na casa de US$ 800 milhões estão programados ainda para 2026, incluindo duas fábricas novas em Iowa e na Geórgia. O objetivo é claro: fortalecer a posição diante da concorrência, mesmo com margens comprimidas e prejuízo no primeiro trimestre da divisão de bovinos americana.

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Cerco do governo americano e investigações abalam cenário

A aposta ousada da JBS nos Estados Unidos acontece em meio a uma pressão inédita do governo Trump. O Departamento de Justiça reabriu em 2025 uma grande investigação antitruste sobre suspeita de cartel entre as quatro gigantes do setor — entre elas, a própria JBS. A ofensiva política ganhou força após a queixa de produtores e consumidores, que acusam as empresas de combinarem a compra de gado e manterem os preços elevados no varejo.

O histórico é marcado por uma sucessão de acordos milionários: só a JBS fechou um entendimento de US$ 83,5 milhões com pecuaristas no ano passado, comprometendo-se a colaborar com as autoridades. As empresas, contudo, rebatem as alegações e destacam que a crise do gado é estrutural, não resultado de cartel. As margens derreteram e até mesmo concorrentes como Tyson e National Beef projetam mais prejuízos no setor, reforçando o argumento dos frigoríficos de que a conjuntura não favorece nenhum pacto de preços.

JBS mira o futuro em solo americano

Para a JBS, o mercado dos EUA é estratégico como nunca. A recente migração da listagem das ações para a Bolsa de Nova York, que completa um ano agora em 2026, simboliza o foco da empresa em solo americano. Lideranças do grupo afirmam que a decisão de investir vai além do momento atual do ciclo pecuário e mira o potencial de médio e longo prazo do país, que mantém uma das cadeias mais estáveis de proteína animal do mundo.

Em sua visão, a oscilação de oferta de gado faz parte do jogo e tende a se ajustar nos próximos anos, enquanto os aportes de agora colocam a JBS vários passos à frente dos rivais. O grupo, inclusive, se beneficia da atuação global: quando os EUA sofrem com a falta de boi, Brasil e Austrália aparecem como mercados capazes de compensar as perdas e sustentar os resultados.

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Enquanto a discussão sobre concentração e abusos segue quente, a JBS mostra que não pretende recuar. “Se existisse mesmo um cartel, seria o cartel mais burro do mundo… só perde dinheiro”, ironizou um executivo do setor. O recado está dado: a gigante brasileira vai manter, e até ampliar, sua presença no cada vez mais disputado mercado americano de carnes.

Com a JBS apostando alto e resistindo à pressão política e econômica nos Estados Unidos, o desfecho dessa história segue imprevisível. O cenário do setor bovino em 2026 promete muitos capítulos, e você pode acompanhar cada um deles com a gente. Se ficou por dentro e gosta desses bastidores de poder e negócios, não deixe de se inscrever em nossa newsletter para receber mais notícias e fofocas quentinhas do mundo dos negócios!

Perguntas frequentes

Por que a JBS está investindo mais nos Estados Unidos apesar da crise do gado?

A JBS vê oportunidades de médio e longo prazo nos EUA e aposta em modernização para fortalecer sua posição no maior mercado mundial de carne bovina.

Quais projetos a JBS está realizando no Texas?

A JBS investe US$ 150 milhões na modernização da planta de Cactus, com nova área de desossa e ampliação da produção de carne moída.

Como a JBS reage às investigações antitruste nos EUA?

A JBS rebatem as acusações, afirmando que a atual crise do gado é estrutural e que não existe cartel entre as grandes empresas.

Quais vantagens a JBS tem com sua atuação global?

Com operações no Brasil e Austrália, a JBS pode compensar eventuais escassezes no mercado americano com fornecimentos dessas regiões.

Qual é a estratégia futura da JBS no mercado americano de carnes?

A empresa pretende expandir sua presença investindo em novas fábricas e manter seu crescimento mesmo diante dos desafios políticos e econômicos.

Wilson

Apaixonado por tudo o que acontece no mundo das celebridades, Wilson é aquele amigo que sempre sabe de um babado antes de sair na mídia. Com um olhar afiado para as últimas tendências da moda e um radar ligado nos bastidores das estrelas, ele mistura informação com entretenimento como ninguém.

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