Selic Alta e ‘Fator Trump’ Mantêm Dólar Controlado Mesmo com Crises em 2026
em 5 de abril de 2026 às 08:01Mesmo diante de mais uma crise no Oriente Médio, o dólar segue controlado frente ao real em 2026, contrariando a lógica do mercado internacional que costuma buscar refúgio na moeda norte-americana em tempos turbulentos. Segundo analistas de peso, como José Alfaix, economista-chefe da Rio Bravo Investimentos, dois grandes motivos explicam essa resistência: os juros altos da Selic e o chamado ‘fator Trump’. Curioso para entender por que o dólar não dispara mesmo com tanta incerteza no radar? Continue lendo.
Além do impacto das guerras e tensões globais sobre os preços das commodities, o Brasil navega num cenário peculiar, no qual o investidor estrangeiro ainda encontra motivos de sobra para apostar no real. As engrenagens dessa estabilidade merecem um zoom especial, trazendo à tona questões de política internacional, taxa básica de juros e percepção de risco. Vale conferir cada detalhe para entender o presente momento cambial do país.
O que você vai ler neste artigo:
Selic nas Alturas: O escudo brasileiro contra a disparada do dólar
A taxa básica de juros está em 14,75% ao ano, um patamar que faz brilhar os olhos de investidores do mundo inteiro. Quando o risco externo aperta, ativos de países emergentes costumam sofrer fuga de capital. Só que, no caso brasileiro, o diferencial de juros é tão grande em relação aos EUA que segurar posições vendidas no real ficou caro demais. Assim, mesmo com o dólar se valorizando diante de outras moedas, aqui o movimento é mais contido. Para quem olha para arbitragem, faz mais sentido apostar no real, reforçando a entrada de capital estrangeiro e ajudando a manter o câmbio sob controle.
Leia também: Galaxy S26 por menos de R$ 3.500 na TIM: oferta agita festa do BBB 26
Leia também: Três Graças: virada surpreende fãs e muda o rumo da novela em abril de 2026
‘Fator Trump’: Como a política dos EUA mexe com o câmbio no Brasil
José Alfaix coloca na balança um ingrediente curioso, batizado de ‘fator Trump’. As decisões do governo dos Estados Unidos em pautas comerciais e fiscais estão tornando o dólar menos previsível e, consequentemente, mais fraco no cenário global. Isso não significa desvalorização generalizada, mas gera espaço para emergentes, como o Brasil, respirarem aliviados.
Quais as consequências desse fenômeno?
Num efeito dominó, a postura mais protecionista de Washington corrói parte da confiança no dólar, desviando os holofotes para outras moedas e ativos. O Brasil surfa nesse momento, sobretudo porque sua matriz exportadora se fortalece com uma taxa de câmbio estável. Mesmo assim, o alerta de Alfaix é claro: essa estabilidade pode ser passageira, já que tudo depende das novas orientações fiscais e monitárias do Federal Reserve e do desenrolar dos conflitos externos.
O impacto do Oriente Médio e do petróleo na economia brasileira
Conflitos em regiões estratégicas, como o Estreito de Ormuz, trazem volatilidade imediata para as cotações do petróleo. O Brasil sente de forma ambígua: de um lado, eleva receitas das exportações e melhora o saldo comercial; de outro, pressiona os custos produtivos internos e pode bagunçar o cenário inflacionário. Os mercados aqui seguem atentos, já que uma escalada maior ou interrupção do comércio internacional de petróleo representa risco direto para a tão estimada estabilidade cambial do real.
Leia também: Alberto Cowboy se Enrola com Nome Polêmico do Fã-Clube e Gera Onda de Risos no BBB 26
Com o mundo tão imprevisível neste 2026, brasileiros e estrangeiros seguem de olho nos próximos passos do Federal Reserve e nas notícias vindas do Golfo. Qualquer sinal de mudança pode virar o jogo praticamente da noite para o dia.
Para você que quer ficar por dentro dos bastidores do mercado financeiro e das novidades mais quentes do cenário político internacional, inscreva-se em nossa newsletter. Toda semana, trazemos informações apuradas e dicas exclusivas para quem não abre mão de entendimento profundo — e, claro, de uma boa fofoca dos bastidores do poder!
Perguntas frequentes
Por que a alta da Selic ajuda a conter a valorização do dólar no Brasil?
A alta Selic torna investimentos em reais mais atraentes, desestimulando a fuga de capital e ajudando a manter o dólar estável.
O que é o ‘fator Trump’ e como ele impacta o câmbio brasileiro?
O ‘fator Trump’ refere-se às políticas econômicas dos EUA que tornam o dólar menos previsível, criando espaço para moedas emergentes como o real se valorizarem.
Como os conflitos no Oriente Médio afetam o preço do petróleo e a economia brasileira?
Tensões no Oriente Médio aumentam a volatilidade do petróleo, beneficiando receitas de exportação no Brasil, mas pressionam custos e a inflação interna.
Por que o dólar não dispara diante das crises internacionais em 2026?
Apesar de crises globais, fatores internos como juros altos e políticas externas americanas mantêm o real atrativo, segurando a valorização do dólar.
Qual o papel do Federal Reserve nas perspectivas do câmbio brasileiro?
As decisões do Federal Reserve sobre política fiscal e monetária afetam a força do dólar e, consequentemente, a estabilidade do real.