Maioria dos latino-americanos aprova ação dos EUA na Venezuela em 2026
em 14 de janeiro de 2026 às 09:07Uma nova pesquisa mostrou que o continente latino-americano está bastante dividido, mas a maioria dos entrevistados apoiou a operação dos Estados Unidos que resultou na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. A ação militar, realizada no início de janeiro de 2026, dominou os noticiários de toda a região e gerou intensa discussão sobre democracia, soberania e influência internacional. O levantamento, conduzido pela Atlas/Intel, entrevistou mais de 11 mil pessoas e revelou que o episódio ainda repercute fortemente nas conversas políticas e no imaginário popular latino-americano.
Esses números levantam pontos importantes sobre como a sociedade enxerga a liderança norte-americana no cenário global, além de escancarar as fissuras existentes dentro e fora da Venezuela. Continue a leitura e confira o que pensam brasileiros, venezuelanos e outros latino-americanos sobre um dos episódios mais polêmicos de 2026.
O que você vai ler neste artigo:
Aprovação majoritária à operação dos EUA
O grande destaque do levantamento é a aprovação substancial da ação americana. Segundo os dados, 60,1% dos latino-americanos afirmaram concordar com a captura de Maduro, enquanto 34,9% desaprovaram e 5% preferiram não opinar. Quando afunilamos para o recorte dos próprios venezuelanos, o apoio geral se mantém relevante, mas varia de acordo com a experiência de quem responde.
Entre os venezuelanos que ainda residem no país, 46,7% aprovam a intervenção, enquanto esse número salta para impressionantes 90,8% entre os que deixaram a Venezuela. Isso revela o peso do exílio na visão sobre o regime e a esperança de mudanças a partir de uma intervenção internacional. Já entre os que vivem fora da Venezuela, apenas 6,3% desaprovam a ação, indicando ressentimento e desejo por transformação política no antigo lar.
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Panorama brasileiro: divergências entre o povo e o governo
No Brasil, a ação também dividiu as opiniões, mas a maioria se mostra favorável à ofensiva norte-americana. Entre os entrevistados brasileiros, 58% aprovam e 41% reprovam a operação. O dado curioso é que o posicionamento oficial do Brasil, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segue por outro caminho. O governo brasileiro condenou publicamente a operação, classificando o ataque como uma violação da soberania venezuelana. Ainda assim, 57% dos entrevistados discordaram da postura oficial do país, enquanto 42% apoiaram a fala de Lula.
Esse desacordo entre opinião pública e governo revela, mais uma vez, o quanto a política externa pauta discussões acaloradas no Brasil e como os acontecimentos externos impactam diretamente o cenário doméstico.
Democracia, soberania e o futuro da Venezuela
A pesquisa também trouxe à tona o eterno dilema entre democracia e soberania nacional. Quando questionados se acreditam que a ação dos EUA vai contribuir para restabelecer a democracia na Venezuela, a maioria respondeu positivamente: 54,9% acreditam na efetividade da intervenção. Outros 29,2% discordam, achando que não trará mudanças, enquanto uma pequena parcela (8,3%) defende que o país já é, sim, uma democracia, e 7,6% se dizem indecisos sobre o tema.
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Sobre a discussão em torno da violação da soberania, quase metade dos entrevistados latino-americanos (45,4%) afirmou que, na situação da Venezuela, a ruptura era necessária devido ao regime autoritário instalado. Por outro lado, 37,8% acham que qualquer tipo de intervenção externa deve ser condenada – mostrando que o debate não tem resposta simples e segue longe do consenso.
A operação dos EUA na Venezuela em 2026 segue dividindo opiniões, mas a aprovação majoritária revela uma sociedade sedenta por mudanças e ansiando novos rumos para a política da região. Esses resultados evidenciam tanto as expectativas quanto as tensões que envolvem a política externa norte-americana no continente. Se você quer continuar por dentro das principais notícias, análises e fofocas do cenário latino-americano, inscreva-se em nossa newsletter e receba conteúdo exclusivo em primeira mão. Não perca nenhum detalhe do que está movimentando o noticiário neste ano decisivo para a América Latina!
Perguntas frequentes
Quem foi Nicolás Maduro e qual seu papel na Venezuela?
Nicolás Maduro é o ex-presidente da Venezuela, figura central em controvérsias políticas e econômicas no país, cujo governo tem sido alvo de críticas internas e internacionais.
Por que a operação militar dos EUA gerou tanta controvérsia na América Latina?
A operação gerou debates sobre respeito à soberania nacional, intervenção estrangeira e o impacto das ações militares na democracia venezuelana e na estabilidade regional.
Quais são as principais diferenças entre a opinião pública e o governo brasileiro sobre a operação?
Embora 58% dos brasileiros aprovem a operação, o governo liderado pelo presidente Lula condenou a ação, classificando-a como violação da soberania venezuelana.
Como o exílio influencia a opinião dos venezuelanos sobre a intervenção dos EUA?
Venezuelanos no exterior manifestam apoio muito maior (90,8%) à intervenção, indicando que a distância e a vivência do regime impactam significativamente suas perspectivas políticas.
Quais são as implicações para a democracia na Venezuela após a intervenção internacional?
Mais da metade dos entrevistados acreditam que a intervenção dos EUA pode restabelecer a democracia no país, embora haja uma parcela significativa que discorda ou se considera indecisa sobre o futuro político venezuelano.