Lula dispara: Congresso irá decidir futuro de taxação dos bilionários em 2025
em 8 de outubro de 2025 às 20:01A votação que pode mudar o jogo do Imposto sobre fortunas, bancos e apostas esportivas está pegando fogo em Brasília. Nesta quarta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe o assunto à tona durante a sanção do programa Luz de Todos, cobrando atitude do Congresso para aprovar a Medida Provisória 1303. O texto prevê taxação inédita sobre os chamados “3 Bs”: bets, bancos e bilionários — setores que, segundo Lula, sempre escaparam do peso tributário enfrentado pelo trabalhador comum.
Com a medida próxima do vencimento, a movimentação de bastidores se intensificou entre parlamentares, especialmente do centro-direita, que tentam barrar ou pelo menos suavizar o impacto da proposta. O presidente não poupou críticas e alertou: “Quando alguém vota contra essa medida, não está votando contra mim. Está votando contra o povo brasileiro”. Quer saber o que está levando a esse embate e quais as consequências? Siga acompanhando.
O que você vai ler neste artigo:
Taxação dos ‘3 Bs’: o divisor de águas no Congresso
A Medida Provisória 1303 surgiu com o objetivo de corrigir uma distorção histórica no sistema tributário nacional. Enquanto a maioria dos trabalhadores desembolsa até 27,5% do salário em Imposto de Renda, os grandes bancos, casas de apostas e bilionários permanecem, na avaliação de Lula, sendo pouco afetados pela cobrança fiscal. O presidente argumentou que, além de justiça social, a aprovação garante uma fonte de recursos mais estável para o país investir em áreas essenciais.
De acordo com ele, misturar o debate com questões eleitorais dá margem a um raciocínio enfraquecido. “Isso não é pauta de eleição. Já deveria ter sido votado há meses, mas ficou para agora. O Congresso é quem define o calendário, não o presidente”, afirmou Lula, reforçando que o parlamento já foi favorável ao governo em outras ocasiões importantes.
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Pressão nos bastidores e estratégia do governo
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No esforço para garantir votos no plenário, o Palácio do Planalto lançou mão de uma estratégia conhecida nos corredores de Brasília: a exoneração temporária de ministros com mandato parlamentar. André Fufuca, Celso Sabino e Silvio Costa Filho foram liberados de seus postos para comparecer à Câmara e fortalecer o quórum a favor da proposta. Depois da votação, retornam imediatamente às funções.
A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, engrossou o coro do presidente. Ela destacou a diferença entre os impostos aplicados aos mais ricos e aos trabalhadores, lembrando que, mesmo quando bancos e bilionários são taxados, a alíquota dificilmente passa de 18%. “Não é justo um país onde quem ganha muito paga menos imposto do que quem sua camisa todo mês”, disparou Gleisi, prometendo que a votação revelará quem realmente está do lado do povo.
De olho nos próximos passos
O cenário continua indefinido, com acordos de última hora e possível troca de favores, tão característicos do ritmo do Congresso brasileiro. O governo aposta em uma
Perguntas frequentes
Como funciona a taxação dos ‘3 Bs’?
A taxação dos ‘3 Bs’ prevê impostos sobre grandes bancos, bilionários e casas de apostas, setores que historicamente são pouco tributados no Brasil, buscando maior justiça fiscal.
Por que alguns parlamentares tentam barrar a Medida Provisória 1303?
Parlamentares, especialmente do centro-direita, buscam barrar ou suavizar a taxação para proteger interesses desses setores e evitar impactos econômicos que consideram negativos.
Quais são os benefícios esperados com a aprovação dessa medida no Brasil?
A medida busca corrigir distorções no sistema tributário e aumentar a arrecadação para financiar serviços públicos essenciais, promovendo maior justiça social.
Qual é a estratégia do governo para garantir a aprovação da MP 1303?
O governo usa a exoneração temporária de ministros parlamentares para garantir quórum favorável e intensifica negociações nos bastidores para aprovar a medida.
O que significa ‘júri popular contra o povo’ nas declarações do presidente Lula?
O presidente Lula alerta que votar contra a MP não é uma questão pessoal contra ele, mas contra os interesses da população, buscando ressaltar a importância da aprovação para a sociedade.