Lula aposta na abertura do feijão e derrubada das tarifas do frango em passagem pela Índia em 2026
em 16 de fevereiro de 2026 às 09:01O presidente Lula está prestes a embarcar em uma das viagens mais aguardadas pelo setor agropecuário: com a Índia no roteiro, a missão é pavimentar novos caminhos para o Brasil exportar feijão guandu e pressionar pela redução das taxas sobre cortes de frango, que atualmente assustam qualquer exportador com cifras próximas a 100%. O agronegócio brasileiro segura o fôlego, já que as negociações prometem fortalecer parcerias e transformar a balança comercial.
Nesta visita, o Brasil mira em dois alvos estratégicos: abrir de vez a porta para o feijão brasileiro entrar na Índia, maior consumidora mundial do grão, e convencer as autoridades locais a aliviar as tarifas salgadas aplicadas ao frango verde-amarelo. Itens como DDG, farinhas de origem animal, madeira e erva-mate também começam a surgir na pauta, ampliando ainda mais o cardápio de possibilidades. Fique por dentro dos bastidores dessa disputa e veja como o governo quer conquistar um mercado com mais de 1,4 bilhão de consumidores.
O que você vai ler neste artigo:
Feijão brasileiro busca espaço na dieta indiana
Quem entende de agronegócio sabe que a Índia é referência quando o assunto é consumo de feijão. Só que, mesmo sendo grande produtora, o país asiático sofre com quebras de safra e, em situações assim, apela para importações. É nesse cenário que o Brasil aparece como alternativa robusta e competitiva, com lavouras no Centro-Oeste e Nordeste prontas para abastecer clientes exigentes.
A negociação envolve destravar barreiras sanitárias e garantir previsibilidade comercial. O governo brasileiro quer condicionar volumes exportados a cotas, dando segurança para nossos produtores e previsibilidade ao comércio bilateral. Especialistas do Ministério da Agricultura afirmam que as tratativas técnicas estão em estágio avançado e, caso recebam o sinal verde dos indianos, podem revolucionar o portfólio nacional de exportação agrícola.
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Tarifas sobre frango: impasse e expectativa
Enquanto o feijão acena para novos acordos, o frango brasileiro patina nas altas tarifas indianas. Atualmente, cada corte do produto enfrenta taxas de importação próximas aos 100%, travando o apetite do consumidor indiano e limitando as oportunidades do nosso agronegócio. O Ministério da Agricultura trabalha na elaboração de um mecanismo mais transparente, possivelmente uma cota tarifária.
As conversas ainda estão em ebulição e o governo indiano diz que precisa analisar melhor a proposta. Nesse jogo de paciência diplomática, a presença de Lula pode servir como trunfo, emprestando capital político às negociações e mostrando que o Brasil leva a sério o plano de conquistar o paladar asiático.
Produtos promissores no radar bilateral
Além do feijão e do frango, o cardápio das negociações inclui DDG (resíduo de milho usado como ração), farinhas de origem animal, madeira e a tradicional erva-mate. Esses produtos estão no estágio inicial de conversas, mas demonstram o interesse em diversificar e aumentar as apostas brasileiras na região.
Agenda badalada e próximos passos na Ásia
A programação de Lula inclui encontros com empresários, participação na cobiçada Cúpula de Inteligência Artificial e a inauguração do escritório da ApexBrasil em Nova Déli. O clima é de otimismo: a expectativa do governo é que esses movimentos destravem negócios e reforcem a presença brasileira no estratégico mercado asiático. Na sequência, a comitiva presidencial embarca para a Coreia do Sul, retomando negociações sobre carne bovina, outro mercado com enorme potencial.
Os olhos do agronegócio seguem atentos: este é o tipo de viagem que pode mudar a história do setor para os próximos anos.
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Com o avanço nas negociações do feijão guandu e as esperanças renovadas sobre a redução das tarifas do frango, o agronegócio brasileiro se prepara para colher frutos de uma articulação que vai muito além dos bastidores diplomáticos. Em 2026, a busca por mercados asiáticos sólidos se mostra ainda mais essencial para sustentar o crescimento das exportações e garantir novas fatias desse mercado bilionário.
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Perguntas frequentes
Por que a Índia é um mercado importante para o feijão brasileiro?
A Índia, apesar de grande produtora, enfrenta quebras de safra e depende de importações, o que torna o país um comprador estratégico para o feijão brasileiro.
Quais produtos além do feijão e frango estão na pauta das negociações entre Brasil e Índia?
Produtos como DDG, farinhas de origem animal, madeira e erva-mate também fazem parte das discussões para ampliar o comércio bilateral.
Como as altas tarifas indianas afetam as exportações de frango brasileiro?
As taxas próximas a 100% encarecem o produto, limitando a competitividade e o volume de frango brasileiro exportado para a Índia.
Que estratégias o governo brasileiro utiliza nas negociações com a Índia?
O governo aposta em cota tarifária para o frango e busca destravar barreiras sanitárias para o feijão, garantindo segurança e previsibilidade comercial.
Qual é o impacto esperado da viagem de Lula para o agronegócio brasileiro?
A missão pode abrir novos mercados, fortalecer parcerias estratégicas com a Índia e a Ásia, e impulsionar o crescimento das exportações agrícolas brasileiras.