Deputados acionam CNJ após polêmica absolvição em caso de estupro de vulnerável
em 21 de fevereiro de 2026 às 17:40Uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) causou polêmica nacional ao absolver um homem de 35 anos acusado de manter relação com uma menina de apenas 12. O caso, julgado pela 9ª Câmara Criminal Especializada, entendeu que não se tratou de um crime, mas sim de um alegado “vínculo afetivo”, gerando revolta entre parlamentares, ativistas e a opinião pública.
Os deputados federais Erika Hilton (Psol-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) começaram um movimento imediato e formalizaram uma denúncia junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra os desembargadores envolvidos. As críticas à decisão tomaram conta das redes sociais e acenderam o debate sobre proteção à infância no Brasil. Fique por dentro dos principais pontos do caso e seus desdobramentos.
O que você vai ler neste artigo:
Decisão do TJMG expõe falhas no sistema de proteção infantil
A justificativa da maioria dos desembargadores do TJMG em absolver o acusado teve como base o entendimento de que havia uma “formação de família” e não estupro de vulnerável. Para os magistrados, a adolescente estaria envolvida por vontade própria e teria, com isso, consentido com o relacionamento.
O posicionamento do TJMG contrasta com o Código Penal brasileiro, que define claramente: menores de 14 anos são considerados incapazes de consentir em situações de ato sexual, não cabendo ao tribunal relativizar essa proteção. A sociedade civil, entidades de defesa dos direitos humanos e especialistas criticaram fortemente a decisão, responsabilizando o Judiciário pela fragilização das garantias à infância e adolescência.
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Reação imediata: denúncia ao CNJ e repercussão nacional
Ao tomar conhecimento do caso, Erika Hilton foi contundente: “É nojento que, frente a um homem de 35 anos que se ‘relacionou’ com uma menina de 12, a Justiça diga que não há crime, e sim formação de família. Não há família aí. Há pedófilo e vítima.” A deputada cobrou responsabilidade do Estado e pediu o afastamento imediato dos magistrados envolvidos.
Nikolas Ferreira também foi ao ataque, publicando vídeos e posts com duras críticas ao tribunal, classificando a absolvição como “absurdo, nojento e desumano”. Para o parlamentar, qualquer exceção aberta por juízes só contribui para o aumento da impunidade e coloca em risco crianças em todo país. Ambos os deputados apresentaram a denúncia ao CNJ pedindo rigor na apuração e providências junto à magistratura mineira.
O que vem pela frente: desdobramentos judiciais e pressão da sociedade
O Ministério Público de Minas Gerais informou que avaliará a decisão e garante que tomará todas as medidas cabíveis, inclusive recursos aos tribunais superiores. O caso será acompanhado de perto tanto pelo poder legislativo quanto por entidades que atuam na defesa dos direitos da criança e do adolescente.
A mobilização em torno deste episódio elevou o debate público sobre a necessidade de blindagem absoluta de menores em situações de vulnerabilidade, bem como a importância do direito se manter firme na proteção da infância. O CNJ, agora, é aguardado para dar uma resposta que reforce a confiança nas instituições e nos direitos básicos das crianças brasileiras.
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Com a repercussão cada vez maior, o caso se tornou um marco importante para o debate sobre justiça, responsabilidade do Judiciário e prioridade absoluta da infância. Parlamentares e comunidade civil demandam ações firmes para evitar novas decisões controversas como essa.
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Perguntas frequentes
Qual é a idade mínima para consentimento sexual no Brasil?
No Brasil, menores de 14 anos são considerados incapazes de consentir para atos sexuais, conforme o Código Penal.
O que é pedofilia segundo a legislação brasileira?
Pedofilia é a atração sexual por crianças pré-púberes, e manter relações sexuais com menores de 14 anos é crime, tipificado como estupro de vulnerável.
Quais são as consequências legais para um magistrado que desrespeita o Código Penal?
Magistrados podem sofrer investigação disciplinar, recomendações, suspensões e até aposentadoria compulsória dependendo da gravidade do ato.
Como a sociedade pode atuar para proteger os direitos da infância?
A sociedade pode denunciar abusos, apoiar entidades de defesa dos direitos da criança, participar de mobilizações e cobrar ações legais rigorosas.
O que é o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e qual seu papel neste caso?
O CNJ fiscaliza a conduta de magistrados e administra a justiça; ele analisa denúncias contra juízes para garantir cumprimento da lei e ética.