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Déficit bate recorde em 2026 sob Lula e chega a R$ 1,086 trilhão, aponta BC

Minha Fofoca em 28 de fevereiro de 2026 às 08:58

O governo Lula enfrenta um novo marco nos números fiscais do Brasil: o déficit nominal anualizado do setor público alcançou a impressionante marca de R$ 1,086 trilhão nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026. Esse valor representa 8,49% do Produto Interno Bruto, de acordo com dados fresquinhos do Banco Central divulgados nesta sexta-feira, 27 de fevereiro. O número supera o registrado no fechamento de 2025 e liga alerta tanto no mercado quanto dentro do próprio governo.

O relatório Estatísticas Fiscais do Banco Central mostra que, apesar de alguns alívios pontuais, o saldo das contas públicas segue pressionado. Entenda, em detalhes, o que está por trás desses números bilionários e o que pode mudar na economia brasileira nos próximos meses. Continue lendo para conferir o retrato completo da situação fiscal no país.

Déficit cresce e bate recorde em 2026

O rombo nas contas públicas disparou neste início de ano. O resultado de R$ 1,086 trilhão não apenas é o maior da série histórica recente, como também supera o déficit acumulado em 2025, que ficou em R$ 1,062 trilhão. A proporção em relação ao PIB também subiu: saltou de 8,34% para 8,49% em apenas um mês.

Especialistas apontam que o déficit nominal considera não só o resultado primário das contas, mas também os juros pagos pela dívida pública. E é justamente o custo dessa dívida que tem pesado: entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, foram desembolsados R$ 1,019 trilhão somente com encargos de juros. Com taxas elevadas, o peso dos juros aciona um efeito cascata e dificulta ainda mais o equilíbrio das contas.

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Superávit em janeiro: efeito temporário?

Apesar do drama fiscal, o relatório do BC traz uma notícia positiva: em janeiro de 2026 houve superávit primário expressivo, de R$ 103,7 bilhões. Mas os analistas são cautelosos ao comentar esse resultado. Janeiro, tradicionalmente, é um mês de forte arrecadação devido ao pagamento de tributos como IPVA e IPTU, além do tradicional ajuste de receitas no início do ano.

Dívida bruta se mantém acima de 78% do PIB

Outro dado de peso é o tamanho da Dívida Bruta do Governo Geral, que ficou estável em 78,7% do PIB brasileiro e somou R$ 10,1 trilhões ao fim de janeiro. Esse patamar liga o sinal de alerta para o risco fiscal do país. Embora a proporção tenha se mantido estável em relação ao final de 2025, o valor absoluto revela que o governo segue sem margem de manobra para grandes investimentos ou reduções de impostos.

O Banco Central destaca que essa estabilidade depende muito de resultados positivos nos próximos meses. Qualquer desvio ou aumento no gasto público pode causar nova elevação tanto da dívida quanto do déficit.

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Com o déficit nominal batendo recorde e a pressão da dívida pública, o cenário aponta para um 2026 desafiador para o governo Lula. O equilíbrio das contas segue como o maior desafio do momento e pode afetar desde os juros até as expectativas dos investidores e da população.

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Perguntas frequentes

O que é déficit nominal e como é calculado?

Déficit nominal é o saldo negativo das contas públicas que inclui o resultado primário mais os juros pagos da dívida pública.

Por que o déficit nominal cresceu tanto em 2026?

O aumento se deve ao alto custo dos encargos com juros da dívida pública, que ultrapassaram R$ 1 trilhão, pressionando as contas do governo.

O superávit primário registrado em janeiro de 2026 indica melhora fiscal?

O superávit de janeiro é considerado temporário, influenciado por tributos sazonais como IPVA e IPTU, sem garantir melhora estrutural das contas.

Como o tamanho da dívida bruta impacta a economia do Brasil?

A dívida bruta alta limita a capacidade do governo para investimentos e redução de impostos, além de aumentar riscos fiscais e pressão sobre juros.

Quais são os possíveis riscos para a economia brasileira com esse déficit recorde?

Os riscos incluem aumento das taxas de juros, dificuldade para equilibrar as contas públicas, menor confiança dos investidores e restrições a políticas fiscais.

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