Andreas Pereira na mira do STJD após polêmica com marca do pênalti em clássico paulista
em 10 de fevereiro de 2026 às 10:46O futebol brasileiro foi sacudido neste domingo com um lance bem inusitado envolvendo Andreas Pereira, meio-campista do Palmeiras. Durante a decisão por pênaltis, Andreas decidiu fazer um “agrado” a mais no gramado, cavando buracos intencionais na marca do pênalti para tentar prejudicar o adversário Memphis, do Corinthians. O ato, flagrado em transmissões e rapidamente viralizado nas redes sociais, gerou críticas e dividiu opiniões: para uns, malandragem; para outros, antidesportividade.
O fato é que a jogada, vista por muita gente como esperteza tipicamente brasileira, agora vai custar caro. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já se mobilizou e deve denunciar Andreas Pereira por conduta antidesportiva, arriscando uma punição de até três jogos de suspensão, conforme prevê o artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
Continue lendo para entender os bastidores dessa polêmica que não para de render treta entre dirigentes, torcedores e comentaristas.
O que você vai ler neste artigo:
STJD entra em campo: fora dos gramados, o jogo é outro
O clima esquentou nos bastidores após a partida. Não demorou nada para que as imagens do meio-campista do Palmeiras “arando” o gramado corressem grupos de WhatsApp, perfis de torcedores e chegassem aos ouvidos das autoridades esportivas. O curioso é que Andreas Pereira, em toda sua carreira na Europa, nunca surgiu em situações desse tipo. Por aqui, no Paulistão, decidiu apostar em uma velha máxima: vale tudo para ganhar?
O artigo 258 do CBJD é bastante claro e não dá margem para malandragem: atitudes antidesportivas, mesmo aquelas sem agressão direta a outro atleta, podem render suspensão. Segundo pessoas próximas ao STJD, não deve haver margem para “perdão”, até mesmo para que se crie um precedente e outros jogadores pensem duas vezes antes de reproduzirem a atitude.
Palmeiras tenta blindar Andreas, enquanto árbitros são contestados
A diretoria do Palmeiras já se mexe nos bastidores, tentando suavizar qualquer possível punição. O argumento apresentado é que nem o árbitro Raphael Klaus, nem os profissionais do VAR relataram o comportamento de Andreas na súmula ou durante a partida. O detalhe pode ser crucial para reduzir ou até evitar uma punição pesada.
No entanto, nos corredores da Federação Paulista de Futebol, o clima é de insatisfação com a omissão da arbitragem. Especialmente do VAR, comandado por Thiago Luis Scarascati, que deixou escapar uma atitude clara e potencialmente com influência direta no resultado da disputa de pênaltis.
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Memphis, escorregões e humildade
Do outro lado, Memphis, atacante do Corinthians, se viu diante de uma situação constrangedora. Depois de errar um pênalti de forma bizarra em maio de 2025, contra o Mirassol, neste domingo não se intimidou ao pegar a bola para bater novamente, mesmo sendo o reserva no quesito cobranças. O resultado? Escorregou no momento da batida. Nas entrevistas, fugiu de polêmicas e foi direto ao ponto: assumiu o erro, deixou de lado desculpas e mostrou maturidade.
“O lance do pênalti deixa um gosto amargo porque nunca escorreguei em toda a minha carreira. Todos viram o que aconteceu, mas tudo bem. Assumo a responsabilidade. Estou de cabeça erguida, acredito no meu time. Com a Fiel nos apoiando, em breve conquistaremos mais troféus. Vamos em frente,” declarou Memphis, preferindo focar no coletivo e descartar qualquer desculpa sobre o estado do campo.
Enquanto isso, Andreas Pereira permanece em silêncio sobre a polêmica atitude, deixando o mistério sobre sua motivação no ar. Fica o questionamento: por que ele nunca protagonizou cena parecida nos gramados europeus ao longo de uma dúzia de anos?
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O caso Andreas Pereira sacode o cenário esportivo ao expor os limites entre malandragem e ética no futebol brasileiro. O STJD promete rigor, enquanto o Palmeiras articula para blindar o atleta e os rivais exigem punição, tudo isso cercado do tempero especial que só um clássico pode proporcionar.
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Perguntas frequentes
O que caracteriza uma conduta antidesportiva no futebol brasileiro?
É qualquer atitude que fira os princípios da ética esportiva, incluindo truques para prejudicar adversários, como cavar buracos propositalmente no gramado.
Qual é a punição prevista para ações antidesportivas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva?
O artigo 258 prevê punição que pode chegar a até três jogos de suspensão para jogadores que praticam conduta antidesportiva.
Como o STJD age diante de denúncias de conduta antidesportiva?
O STJD investiga as denúncias, podendo aplicar suspensões ou outras sanções para garantir o respeito às regras e evitar precedentes negativos.
A arbitragem pode ser responsabilizada por não relatar atos antidesportivos durante a partida?
Sim, a omissão da arbitragem, especialmente do VAR, pode gerar críticas e insatisfação de entidades e torcedores, pois afeta a justiça no resultado.
Como clubes tentam proteger jogadores envolvidos em polêmicas esportivas?
Clubs frequentemente apelam para detalhes técnicos, como ausência de relatos na súmula, para minimizar punições e defender seus atletas nos bastidores.