PL em pé de guerra: cúpula se irrita com Eduardo Bolsonaro após polêmica do tarifaço em 2025
em 29 de julho de 2025 às 17:01O clima esquentou nos bastidores do Partido Liberal (PL) após a atuação de Eduardo Bolsonaro na crise do tarifaço, uma das manchetes mais comentadas de 2025. O deputado federal licenciado assumiu o protagonismo ao defender publicamente retaliações contra autoridades brasileiras, após a decisão da Casa Branca de impor uma tarifa de 50% sobre produtos nacionais. O posicionamento ríspido de Eduardo não caiu nada bem entre os caciques do PL, que veem a estratégia como prejudicial ao partido e aos interesses do agronegócio, tradicional aliado da legenda.
Fontes próximas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apontam que as recentes atitudes do ‘filho 03’ de Jair Bolsonaro têm provocado irritação e desgaste interno. Entre seus pares, há a percepção de que a ofensiva liderada por Eduardo é imprudente, podendo rifar setores essenciais da economia, afastar aliados políticos e criar ambiente de isolamento para o próprio parlamentar.
O que você vai ler neste artigo:
Cúpula do partido teme prejuízos eleitorais e econômicos
Entre os membros mais influentes do PL, cresce a preocupação de que as ações impetuosas de Eduardo Bolsonaro possam afastar o partido do eleitorado moderado e minar negociações importantes no Congresso. A pressão por sanções contra autoridades brasileiras rebocou a legenda para o centro de uma crise internacional, com potencial para afetar o agro e outros setores exportadores, braço forte do bolsonarismo na política.
Segundo interlocutores do núcleo duro do partido, “o problema do Eduardo é que ele não joga xadrez, só sabe jogar jogo da velha”. Para eles, falta ao deputado uma visão estratégica capaz de equilibrar pragmatismo político e defesa dos próprios interesses, o que dificultaria aprovações relevantes como o projeto de lei da anistia, atualmente em xeque após o estremecimento das relações com o Legislativo.
Declarações polêmicas de Eduardo elevam tensão com Congresso
A última sexta-feira (25) marcou mais um capítulo de tensão: Eduardo Bolsonaro sugeriu que Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, novo comandante da Câmara, poderiam ser alvo de sanções e suspensões de vistos pelo governo Trump, seu principal aliado internacional. A fala foi mal recebida dentro e fora do PL, com o receio de que a ofensiva tema respingar sobre o próprio futuro político do parlamentar – e até em sua própria cassação.
Integrantes mais pragmáticos do partido não escondem o temor de ver Eduardo transformar aliados em adversários, e observam que essa linha de confronto direto tem limitado as chances de recompor pontes no Congresso. Se para a ala mais radical esse pulso firme é virtude, para os articuladores do partido, virou abacaxi de difícil descascada.
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Tarifaço isola Eduardo, mas fortalece Flávio Bolsonaro
Se de um lado Eduardo segue em alta entre o núcleo bolsonarista, o episódio do tarifaço abriu brecha para o fortalecimento de Flávio Bolsonaro nos bastidores do PL. O senador do Rio de Janeiro já desponta como nome de consenso entre expoentes do Centrão e da própria sigla para a disputa presidencial de 2026.
Com uma postura tida como mais flexível e habilidade de negociação, Flávio ganha pontos ao se afastar das polêmicas que envolvem o irmão. O cenário ganhou ainda mais força após a divulgação de pesquisas recentes, mostrando crescimento de Flávio entre eleitores conservadores, enquanto Eduardo mantém prestígio apenas dentro da própria bolha bolsonarista.
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Números do levantamento da Genial/Quaest, divulgado em 17 de julho, reforçam a tendência: Eduardo alcançou 22% de preferência entre seguidores de Jair Bolsonaro, um salto de 12 pontos percentuais desde maio. Apesar disso, o racha no partido indica que o caminho para a unidade ainda está longe de ser pacificado.
A crise do tarifaço explicitou um racha notório dentro do PL, colocando Eduardo Bolsonaro no centro da discórdia. Enquanto a base radical aplaude sua postura combativa, a cúpula da legenda se vê obrigada a repensar estratégias rumo ao pleito de 2026 para não perder espaço tanto no Congresso quanto nas urnas. Se você gostou desta notícia e quer ficar por dentro dos bastidores da política, inscreva-se agora mesmo em nossa newsletter para receber fofocas quentinhas direto no seu e-mail.
Perguntas frequentes
Qual foi a reação da cúpula do PL às declarações de Eduardo Bolsonaro sobre o tarifaço?
Os líderes do PL criticaram o posicionamento ríspido de Eduardo, apontando imprudência e temendo prejuízos ao agronegócio e ao isolamento político devido às propostas de retaliação.
Como a tarifa de 50% imposta pelos EUA pode afetar o agronegócio brasileiro?
A sobretaxa encarece produtos nacionais, reduz a competitividade no mercado internacional, prejudica exportadores e pode diminuir a receita do setor, base de apoio histórica do PL.
De que forma o conflito interno no PL pode influenciar as eleições de 2026?
O racha enfraquece a unidade do partido, dificulta a construção de alianças, afasta eleitores moderados e tende a beneficiar nomes alternativos na disputa presidencial.
Por que Flávio Bolsonaro ganhou força após a crise do tarifaço?
Ao adotar postura mais conciliadora e evitar polêmicas, Flávio conquistou o apoio de caciques do Centrão e de setores do agronegócio, tornando-se opção de consenso para 2026.
Que riscos o PL enfrenta com as estratégias beligerantes de Eduardo Bolsonaro?
O partido pode perder aliados no Congresso, sofrer desgaste junto ao agronegócio, ver projetos legislativos barrados e ter sua imagem perante o eleitorado moderado comprometida.