Líder do bando Tren de Aragua é morto em ataque aéreo dos EUA, confirma Trump
em 13 de junho de 2026 às 10:43O cenário internacional foi abalado na manhã deste domingo, quando o presidente Donald Trump anunciou que o líder do temido grupo criminoso venezuelano, Tren de Aragua, caiu em um ataque aéreo coordenado pelo Comando Sul dos Estados Unidos. Niño Guerrero, identificado como Héctor Rusthenford Guerrero Flores, era uma das figuras mais procuradas das Américas e comandava uma das facções de maior influência na América Latina.
Segundo Trump, a decisão partiu diretamente dele: “Sob minha direção, os Estados Unidos promoveram uma ação rápida e letal para eliminar Niño Guerrero.” Imagens divulgadas pelo próprio presidente mostram prédios sendo reduzidos a destroços, deixando claro o poder do ataque.
O que você vai ler neste artigo:
O poder e a trajetória de Niño Guerrero
O nome de Niño Guerrero é sinônimo de violência, ousadia e expansão do crime organizado sul-americano. Sua carreira começou nos sistemas prisionais da Venezuela, mas logo evoluiu. Ele transformou a prisão de Tocorón em um verdadeiro quartel-general do crime, com estruturas dignas de um resort – incluindo piscinas, restaurantes, casas de apostas e até um zoológico.
Mas não parou por aí. Sob sua liderança, o Tren de Aragua se converteu numa potência transnacional, atuando na extorsão de migrantes, tráfico de pessoas, assassinatos por encomenda, sequestros e até mineração ilegal de ouro. A atuação da gangue ultrapassou rapidamente as fronteiras da Venezuela, se estabelecendo em países como Colômbia, Peru, Chile e, segundo autoridades, inclusive nos Estados Unidos.
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Alianças perigosas e ascensão internacional
A estrutura do Tren de Aragua não se limita à Venezuela. Para ampliar sua influência, a gangue formou estratégias em conjunto com grupos locais e até cartéis internacionais. Em países como Equador, investigadores apontam ligações com organizações afiliadas ao cartel mexicano de Sinaloa. Já na Colômbia, alianças foram estabelecidas com facções como o Exército de Libertação Nacional (ELN).
A espiral criminosa do grupo teve início com a crise humanitária e econômica venezuelana a partir de 2014. Isso abriu espaço não só para novos negócios ilegais, mas também para parcerias rentáveis, multiplicando os tentáculos do grupo por oito países – e fazendo crescer sua fama e seu perigo.
Operações e polêmicas envolvendo autoridades americanas
O combate ao Tren de Aragua ganhou contornos ainda mais intensos com o governo de Donald Trump, que elevou a facção ao status de organização terrorista. A administração americana passou a conduzir operações militares contra rotas de tráfico ligadas à gangue, resultando em centenas de mortos desde 2023. No entanto, tais ações enfrentam críticas de especialistas em direito internacional, que questionam a legalidade dos ataques e sua eficácia real contra o crime organizado.
Em janeiro deste ano, a parceria entre Estados Unidos e Venezuela se intensificou após captura e extradição do então presidente Nicolás Maduro, acusado de envolvimento com a facção. Com Delcy Rodríguez assumindo o governo venezuelano, os laços diplomáticos foram reatados e até sanções começaram a ser suspensas, refletindo o novo momento na geopolítica sul-americana.
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O desfecho trágico na vida de Niño Guerrero representa não só um golpe para o Tren de Aragua, mas um sinal claro do quanto a cooperação internacional pode redefinir o combate ao crime. Caso tenha achado essa notícia reveladora, aproveite para se inscrever em nossa newsletter e fique por dentro de mais bastidores e fofocas exclusivas do noticiário internacional.
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