Bolsonaro e Eduardo entram em rota de colisão por anistia após tarifaço de Trump
em 11 de julho de 2025 às 17:04A tensão entre Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, ganhou novos contornos diante da recente investida de Donald Trump contra o Brasil. A imposição de tarifas pelo ex-presidente americano elevou a temperatura tanto no núcleo familiar quanto no cenário político nacional, forçando os Bolsonaro a traçarem caminhos distintos na estratégia de sobrevivência política e proteção de aliados.
Em pleno 2025, a palavra-chave é anistia. Enquanto o Congresso costura alternativas para aliviar as penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, pai e filho mostram que não falam a mesma língua quanto ao melhor caminho. O embate ganhou ainda mais visibilidade com a pressão do centrão, que vê a decisão como termômetro para as próximas eleições e para a blindagem do grupo diante de uma oposição sedenta por movimentações políticas negativas. Vale a pena entender como essa disputa pode redefinir os rumos da direita brasileira.
O que você vai ler neste artigo:
Tarifaço de Trump esfria entusiasmo no PL e acirra disputa interna
Em resposta dura às políticas comerciais brasileiras, Donald Trump impôs um tarifaço ao Brasil, mirando em setores estratégicos da economia. A medida caiu como uma bomba na base do Partido Liberal (PL), dificultando a construção de uma agenda positiva em ano pré-eleitoral.
Enquanto aliados alertam que a tensão internacional pode atrapalhar os planos de Eduardo Bolsonaro, há rumores de que parte do PL pediu ao ex-presidente para intervir diretamente junto a Trump, em uma tentativa quase diplomática de conter os impactos do tarifaço e poupar a imagem dos Bolsonaro.
O clima entre os parlamentares não é dos melhores. Muitos enxergam o episódio como um revés inesperado e pressionam para que a agenda da anistia avance como forma de compensação política e apaziguamento das bases. A decisão, contudo, virou motivo de desentendimento familiar, refletindo nos bastidores da bancada e nos corredores de Brasília.
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Caminhos opostos: Bolsonaro e Eduardo discordam sobre projeto de anistia
Nos bastidores, Eduardo Bolsonaro se posiciona de forma rígida: quer uma anistia ampla, irrestrita e que inclua seu pai na lista de beneficiários. Fontes próximas ao deputado afirmam que ele enxerga qualquer solução ‘alternativa’ como insuficiente e arriscada, especialmente frente aos possíveis desdobramentos internacionais envolvendo o Judiciário brasileiro e o governo americano.
Postura de Jair Bolsonaro surpreende aliados e fortalece Centrão
Ao contrário do filho, Jair Bolsonaro resolveu dar aval a um projeto de anistia mais restrito, destinado somente às pessoas presas em função dos protestos de 8 de janeiro. Sua decisão soou como um aceno ao centrão, grupo que hoje banca grande parte da estabilidade de seu campo político.
Nos corredores do Congresso, não faltam relatos de que a divergência está longe de ser apenas uma diferença de opinião. Com o PL dividido e pressionado pelo avanço lento das negociações, o senador Rogério Marinho foi escalado para tentar sensibilizar Davi Alcolumbre, presidente do Senado, figura central para destravar a pauta da anistia.
O futuro da anistia segue indefinido e o PL à flor da pele
O grande entrave agora é conseguir o aval do presidente do Senado. Até lá, os movimentos de Jair e Eduardo Bolsonaro seguem dando o que falar, alimentando a especulação política e deixando a base em estado de alerta permanente.
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Para quem acompanha o desenrolar desse drama político, resta ficar de olho nos próximos capítulos. Afinal, o destino da anistia no Congresso pode ser também o destino da coesão interna do PL e, quem sabe, da sobrevivência de Bolsonaro no jogo político nacional.
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Perguntas frequentes
O que é anistia política?
Anistia política é um perdão legal que extingue ou reduz penas de pessoas envolvidas em crimes de natureza política, como os protestos de 8 de janeiro de 2023.
Como a anistia ampla difere da proposta restrita?
A anistia ampla, defendida por Eduardo Bolsonaro, incluiria todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, enquanto a restrita, apoiada por Jair Bolsonaro, atinge apenas detidos diretamente relacionados aos protestos.
Quais setores da economia sofrem com o tarifaço de Trump?
O tarifaço atinge principalmente agroindústria, siderurgia e produtos agrícolas, prejudicando exportações brasileiras e aumentando custos de produção.
Por que o Centrão apoia uma anistia mais restrita?
O Centrão vê na anistia restrita uma forma de apaziguar as bases e manter acordos de apoio sem expor toda a base de aliados a riscos judiciais aprofundados.
Qual o papel de Davi Alcolumbre na aprovação da anistia?
Como presidente do Senado, Davi Alcolumbre tem poder de pautar e acelerar a votação do projeto de anistia, sendo peça-chave para seu avanço ou bloqueio.
Como a divergência entre pai e filho impacta o PL?
A disputa expõe rachas internos, enfraquece a coesão do partido e pode influenciar negociações de apoio político e composição de alianças para 2025.