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Proposta de Lula para Conselho do Clima na ONU encontra resistência em 2025

Wilson em 11 de novembro de 2025 às 16:40

A polêmica está servida nos bastidores da COP30. A proposta encabeçada pelo presidente Lula para criar um Conselho do Clima ligado diretamente à Assembleia Geral das Nações Unidas não está encontrando o terreno fértil que o Brasil esperava. Países de diferentes blocos diplomáticos já deixaram claro que têm dificuldade em engolir a ideia, citando detalhes vagos e dúvidas práticas sobre implementação. O assunto virou um dos tópicos mais comentados dos corredores no evento deste ano e promete esquentar o debate climático internacional em 2025.

Com as discussões acaloradas e muita expectativa em torno do protagonismo brasileiro nas pautas ambientais, o projeto se vê em meio ao fogo cruzado. A falta de um documento oficial detalhando a proposta e os efeitos práticos desse novo conselho foi motivo de questionamentos incisivos por parte das delegações e amplia o clima de incerteza no cenário global. No atual desenho da governança climática, qualquer mexida gera cautela — e esse pode ser o calcanhar de Aquiles da iniciativa brasileira.

Por que a ideia do Conselho do Clima divide os países?

Pela proposta de Lula, o Conselho seria um espaço permanente de debates sobre mudanças climáticas, um foro institucional onde outros setores dos governos poderiam atuar além dos tradicionais ministérios ambientais. O objetivo — segundo diplomatas que apoiam a iniciativa — é sair da lógica das negociações pontuais das COPs, que acontecem só algumas semanas por ano, para um sistema de conversas e ações contínuas.

O porém é grande: a proposta precisaria alterar as estruturas já muito bem consolidadas da Convenção do Clima da ONU, cujos acordos são assinados em Bonn e funcionam estritamente pelo consenso de todos os participantes. Já a Assembleia Geral da ONU, por outro lado, adota decisões por maioria, o que desperta preocupações sobre democracia e representatividade nas resoluções que viriam deste novo órgão.

Brasil tenta mostrar diferencial, mas enfrenta resistência

Fontes ligadas à diplomacia brasileira garantem que o objetivo não é esvaziar a Convenção do Clima, tampouco atropelar o que foi acertado no Acordo de Paris. A ideia seria complementar, agregando setores de maior peso nos governos, como economia e infraestrutura, no processo de implementação dos compromissos ambientais.

O próprio presidente da COP30, André Corrêa do Lago, esclareceu recentemente que esse novo Conselho seria funcional para tirar do papel decisões já tomadas, envolvendo de fato áreas decisórias estratégicas, normalmente afastadas das negociações. O Brasil até já sai na frente nesse quesito, com atuação direta do Ministério da Fazenda nas discussões climáticas, sinalizando como outros países poderiam tornar seus processos mais transversais.

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Futuro da proposta e o clima político na COP30

Apesar da boa vontade dos articuladores, a resistência é grande. Delegações de peso reclamam da ausência de regras claras, do receio de perder autonomia e do risco de engessar o modelo participativo do Acordo de Paris. Em resumo: ninguém quer entregar o ouro tão cedo. Essa insegurança coletiva faz com que o governo brasileiro veja pouco espaço para avançar a proposta durante a COP30.

Mesmo assim, especialistas apostam que o debate só deve ficar mais quente após a conferência desse ano. O tema ganhou evidência e promete ser pauta constante em reuniões futuras. O Brasil segue de olho em sua liderança climática, mas sabe que para convencer o resto do mundo precisará apresentar mais do que promessas: será preciso detalhar, dialogar e, principalmente, dar segurança a todos envolvidos.

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O cenário para o Conselho do Clima continua em aberto, com muitos capítulos pela frente. Se você gosta de acompanhar todo esse burburinho dos bastidores diplomáticos e novidades no mundo das celebridades políticas, vale assinar nossa newsletter e ficar por dentro das próximas reviravoltas dessa história que ainda promete dar o que falar.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre a proposta do Conselho do Clima e as atuais COPs?

Enquanto as COPs são reuniões pontuais que ocorrem algumas semanas por ano para negociar temas climáticos, o Conselho do Clima seria um fórum permanente para debates e ações contínuas, envolvendo setores governamentais além dos ministérios ambientais.

Por que países resistem à criação do Conselho do Clima na Assembleia Geral da ONU?

A resistência ocorre porque o Conselho estaria ligado à Assembleia Geral da ONU, que toma decisões por maioria, diferente do consenso exigido na Convenção do Clima da ONU, gerando preocupações sobre democracia, representatividade e autonomia dos países nas decisões climáticas.

Como o Brasil pretende equilibrar o Conselho do Clima com o Acordo de Paris?

O Brasil garante que o Conselho não tem a intenção de substituir ou enfraquecer a Convenção do Clima ou o Acordo de Paris, mas sim complementar as negociações, agregando setores importantes da administração pública e garantindo maior efetividade na implementação dos compromissos.

Quais setores governamentais seriam incluídos no Conselho do Clima que normalmente ficam afastados das negociações?

Além dos ministérios ambientais, a proposta quer incluir áreas decisórias estratégicas como economia, infraestrutura e finanças, tornando o processo climático mais transversal e alinhado com políticas públicas integradas.

Qual o próximo passo esperado para a proposta do Conselho do Clima após a COP30?

Embora a proposta tenha encontrado barreiras na COP30, espera-se que o tema continue a ser discutido nos próximos encontros internacionais, com a necessidade de apresentar documentos oficiais mais detalhados e a realização de diálogos para garantir segurança e apoio aos países envolvidos.

Wilson

Apaixonado por tudo o que acontece no mundo das celebridades, Wilson é aquele amigo que sempre sabe de um babado antes de sair na mídia. Com um olhar afiado para as últimas tendências da moda e um radar ligado nos bastidores das estrelas, ele mistura informação com entretenimento como ninguém.

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