Governo da Venezuela dispara críticas contra António Guterres e expõe crise na ONU
em 12 de maio de 2026 às 09:01A relação entre a Venezuela e as Nações Unidas voltou a estremecer nos últimos dias. O governo venezuelano lançou críticas contundentes ao secretário-geral da ONU, António Guterres, após declarações polêmicas sobre o contexto político do país. O clima ficou tenso depois que Guterres apontou para uma suposta “grande cumplicidade” na operação que levou à captura do ex-presidente Nicolás Maduro, um comentário que desagradou profundamente as autoridades de Caracas.
No comunicado oficial, divulgado na segunda-feira, o governo da Venezuela não poupou palavras ao acusar o mandatário português de emitir opiniões “incompatíveis com o seu alto cargo” e contrariar os postulados de objetividade e imparcialidade exigidos pela ONU. Segundo o governo venezuelano, as falas de Guterres representam uma deterioração do papel da liderança máxima das Nações Unidas, abrindo brecha para questionamentos sobre sua efetividade frente aos desafios globais.
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Declarações de António Guterres provocam reações intensas em Caracas
As declarações feitas por Guterres durante uma coletiva em Nairóbi, Quênia, foram o estopim para o novo atrito diplomático. O secretário-geral afirmou que a situação na Venezuela era “completamente diferente” de outros conflitos recentes, sugerindo que atores internos facilitaram a queda de Maduro. Segundo Guterres, a operação militar que resultou na captura do ex-presidente só foi possível devido a “grande cumplicidade” dentro do sistema político venezuelano.
Essas palavras soaram como uma acusação direta e feriram o orgulho das autoridades venezuelanas. Para Caracas, o episódio demonstra falta de prudência e ataque à soberania nacional, resultando em um protesto formal enviado à sede da ONU. O governo também aproveitou para criticar o silêncio de Guterres sobre outros conflitos no mundo, acusando o diplomata de adotar posturas ambíguas e enfraquecer a credibilidade da ONU.
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A sucessão no comando da ONU aquece os bastidores da diplomacia global
O segundo mandato de António Guterres à frente das Nações Unidas se encerra em dezembro, e o debate sobre sua sucessão já movimenta corredores diplomáticos pelo mundo. Entre os nomes cotados para assumir a liderança destacam-se figuras como Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, Rafael Grossi, argentino que dirige a Agência Internacional de Energia Atômica, Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica, e Macky Sall, ex-mandatário do Senegal.
A tensão gerada pelas críticas da Venezuela pode influenciar o cenário, criando pressão adicional sobre a escolha do futuro secretário-geral. O governo venezuelano, por sua vez, não vê a hora de um perfil mais alinhado aos seus valores assumir a chefia da ONU, demonstrando total insatisfação com o desfecho da gestão de Guterres.
Crise na ONU e desafios para a diplomacia internacional em 2026
A repercussão do episódio lança luz sobre uma crise maior enfrentada pela ONU em pleno 2026. Diante dos novos conflitos, crises humanitárias e pressões políticas, o papel da organização é constantemente testado. O embate público entre Caracas e o secretário-geral apenas evidencia um desgaste que ameaça comprometer a autoridade e a imagem da instituição perante a comunidade internacional.
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