Trump paralisa projetos eólicos e coloca bilhões em risco nos EUA em 2026
em 11 de maio de 2026 às 19:00A decisão do governo Donald Trump de suspender as autorizações para novos parques eólicos surpreendeu o setor energético nos Estados Unidos. Mais de 150 iniciativas, muitas delas em estágios avançados de planejamento, viram seus processos simplesmente estagnados depois de o Pentágono congelar as análises militares obrigatórias para avanço das obras. Os investidores agora se perguntam: o que será de dezenas de bilhões de dólares já comprometidos nesses empreendimentos?
Neste cenário, empresas de energia, fabricantes de turbinas e fornecedores de infraestrutura dão sinais de alarme com o atraso nos projetos, que juntos somam uma capacidade instalada prevista de 30 gigawatts – energia suficiente para abastecer milhões de casas americanas. Para entender o impacto por trás dessa reviravolta, veja os detalhes a seguir.
O que você vai ler neste artigo:
Travas regulatórias freiam expansão eólica nos EUA
Antes desta decisão, quem pretendia erguer um parque eólico tinha que passar por uma avaliação dupla: tanto da Administração Federal de Aviação quanto do Departamento de Defesa, para checar se as turbinas afetariam radares militares ou rotas aéreas. Era um trâmite conhecido pelas empresas do segmento energético, normalmente resolvido sem maiores dores de cabeça. Só que desde o fim de 2025, o freio apertou de vez.
Hoje, pelo menos 35 grandes empreendimentos aguardam a assinatura de acordos de mitigação junto ao Pentágono, condição indispensável para o início das obras. O setor tem relatado que os pedidos deixaram de receber retorno e reuniões técnicas foram suspensas. O temor é que, sem avanço, grandes contratos sejam desfeitos e obras estruturais sejam engavetadas – um baque para a economia e toda a cadeia produtiva.
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Energia eólica sob pressão: aposta em outras fontes ganha força
A ofensiva de Trump contra as renováveis não começou agora. Desde o seu primeiro mandato, o ex-presidente já criticava publicamente o crescimento da energia eólica, defendendo o uso de carvão e gás natural para sustentar o aumento da demanda energética. Em 2026, a Casa Branca não só defendeu a substituição dos parques por fontes fósseis, como também desembolsou mais de US$ 1,8 bilhão para cancelar contratos de arrendamento referentes a projetos offshore nos oceanos Atlântico e Pacífico.
O resultado? Um efeito dominó no setor: investidores repensando grandes aportes, previsão de queda em geração de empregos locais e preocupação maior nos estados dependentes dessa fonte de energia, como Texas, Iowa e Dakota do Norte. Vale lembrar que os ventos das turbinas eólicas já respondem por algo em torno de 10% de toda a eletricidade consumida nos EUA. O bloqueio ocorre num momento crítico para a economia norte-americana, marcada pela expansão das indústrias tecnológicas, data centers e eletrificação em massa de setores-chave.
Mercado avalia cenário incerto para projetos já em andamento
O ambiente de incerteza começa a afetar até mesmo contratos antigos. Empresas que já colocaram milhões em projetos de infraestrutura veem risco de terem que arcar com custos sem retorno no curto prazo, caso as autorizações não sejam liberadas. Uma parte considerável dos parques eólicos afetados já estava com obras programadas ou materiais comprados, esperando apenas a luz verde dos órgãos federais.
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Enquanto as tratativas não avançam, concorrentes das renováveis pressionam por oportunidades, mirando a necessidade urgente de ampliar a oferta de energia no país. Dessa forma, a briga promete movimentar muito mais do que só as turbinas dos parques dos EUA em pleno 2026.
Com o setor eólico na mira do governo Trump, os próximos capítulos dessa disputa devem envolver brigas judiciais, lobby do setor privado e muita discussão sobre como equilibrar a matriz energética americana entre fontes limpas e tradicionais. Se você gosta de estar por dentro dessas movimentações quentíssimas dos bastidores políticos e econômicos, não deixe de assinar nossa newsletter para receber mais notícias e fofocas exclusivas diretamente na sua caixa de entrada.
Perguntas frequentes
Quais órgãos federais são responsáveis pela aprovação de parques eólicos nos EUA?
A Administração Federal de Aviação e o Departamento de Defesa são os órgãos responsáveis por avaliar e aprovar os parques eólicos nos EUA.
Como a suspensão das autorizações para parques eólicos afeta a economia americana?
A suspensão pode resultar em perda de empregos, adiamento de investimentos bilionários e impacto na cadeia produtiva da energia renovável.
Qual a participação da energia eólica na matriz energética dos EUA?
A energia eólica responde por cerca de 10% de toda a eletricidade consumida nos Estados Unidos.
Por que o governo Trump tem adotado medidas contra a expansão da energia eólica?
Trump favorece fontes tradicionais como carvão e gás natural, justificando questões militares e econômicas para frear o crescimento das renováveis.
Quais estados dos EUA são mais afetados pelo congelamento dos parques eólicos?
Estados como Texas, Iowa e Dakota do Norte, que dependem fortemente da energia eólica, sentem maior impacto com as medidas.