Fome no Brasil: Como ações políticas mudam o rumo da desigualdade em 2025
em 13 de outubro de 2025 às 09:01Dados divulgados recentemente escancararam um feito histórico: desde o início de 2023, 26,5 milhões de brasileiros deixaram de passar fome, e o Brasil saiu novamente do temido Mapa da Fome da FAO. Vale lembrar que esse resultado expressivo não veio por acaso: ele é fruto de escolhas políticas bem fundamentadas e de uma gestão que priorizou o combate à desigualdade social.
A discussão sobre fome e insegurança alimentar nunca foi tão atual. Basta olhar para os números mundiais: enquanto centenas de milhões seguem sem ter o que comer, uma elite econômica concentra fatias colossais do PIB global. Isso só escancara que a fome, ao contrário do que muitos pensam, está longe de ser um destino inexorável. Ela nasce – e persiste – por conta de decisões estratégicas (ou falta delas) dos governos e dos sistemas que regem a economia internacional. E, em 2025, o tema voltou ao centro das atenções mundiais.
O que você vai ler neste artigo:
Avanços que tiraram o Brasil do Mapa da Fome
As ações coordenadas nos últimos anos provocaram uma verdadeira virada no combate à fome no Brasil. Estenderam-se benefícios a quase 20 milhões de lares via transferência de renda, ampliaram-se recursos para alimentação escolar, favorecendo 40 milhões de estudantes, e fortaleceram-se políticas para incentivar a produção e a distribuição de alimentos por pequenos agricultores.
Números e impactos das políticas públicas
Segundo o último relatório da própria FAO, o Brasil obteve avanços rápidos especialmente devido ao retorno de programas sociais robustos e ao apoio direto às famílias vulneráveis. O aumento do acesso ao gás de cozinha e à eletricidade entre as faixas de menor renda também fez diferença na mesa dos brasileiros, reduzindo parte dos gastos fixos e ampliando o poder de compra dos alimentos essenciais.
Essas políticas ganharam impulso em um cenário econômico de desemprego em queda e salários em leve ascensão, ajudando a reduzir a desigualdade e tornando o combate à fome mais efetivo. O efeito cascata é nítido: quando há emprego, aumenta a renda, e a fome recua, como mostram os indicadores mais recentes divulgados pelo governo federal.
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Justiça tributária e a aposta na taxação dos super-ricos
Pela primeira vez, a taxação dos mais ricos entrou no texto final da cúpula do G20 realizada sob presidência brasileira. No Congresso, avança uma proposta que, se aprovada, vai garantir taxação mínima sobre a renda dos milionários, isentando os trabalhadores de renda mais baixa. O objetivo é evidente: redistribuir renda e incluir os mais pobres no orçamento público, tornando o sistema tributário mais justo.
Mobilização internacional: fome, clima e desenvolvimento
O protagonismo brasileiro se consolidou ainda mais na esfera global ao criar a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, reunindo mais de 200 membros entre países e organizações. O compromisso é mobilizar recursos e cobrar ações concretas para garantir que todos os estados tenham meios de promover políticas públicas efetivas. Outro marco é a aposta na relação entre combate à fome, desigualdade e mudança climática. O Brasil está prestes a sediar a COP30, na Amazônia, com a proposta de aprovar a Declaração sobre Fome, Pobreza e Clima, reconhecendo que quem mais sofre com o clima extremo são justamente os mais vulneráveis.
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A jornada para erradicar a fome ainda é árdua, mas ficou claro que, quando há vontade e coordenação política, resultados concretos aparecem – e milhões de brasileiros já sentem isso no prato. Mas, para que o Brasil atinja segurança alimentar plena, é preciso seguir pressionando por mudanças estruturais e, claro, manter o tema entre as prioridades do país e do planeta.
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Perguntas frequentes
Quais foram as principais políticas que ajudaram a reduzir a fome no Brasil?
A transferência de renda a milhões de famílias, o aumento de recursos para alimentação escolar, o apoio a pequenos agricultores e a ampliação do acesso ao gás de cozinha e eletricidade foram fundamentais.
Como a economia brasileira influenciou a queda da fome nos últimos anos?
A diminuição do desemprego e o aumento gradual dos salários aumentaram o poder de compra das famílias, o que contribuiu diretamente para a redução da fome.
Qual é a importância da taxação dos super-ricos no combate à fome?
A taxação dos mais ricos permite redistribuir renda, financiando políticas públicas que beneficiam os mais pobres e promovem justiça social no país.
De que forma o Brasil está atuando no cenário internacional contra a fome?
O Brasil criou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e está prestes a sediar a COP30 para debater a relação entre fome, pobreza e mudanças climáticas.
Por que o combate à fome está ligado às mudanças climáticas?
As populações mais vulneráveis, que enfrentam insegurança alimentar, são as mais afetadas pelos eventos climáticos extremos, tornando essencial vincular políticas de segurança alimentar e clima.