Construtoras tentam convencer Lula a voltar atrás em veto da Lei de Licitações
em 15 de novembro de 2025 às 16:43O clima político ferveu nos bastidores da COP-30 em Belém (PA) nesta semana, mas não foi só por conta da agenda ambiental. Representantes das maiores construtoras do país aproveitaram a movimentação de autoridades no evento para intensificar as articulações e pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a voltar atrás em um veto polêmico na nova Lei de Licitações. O assunto mobiliza o setor de engenharia civil, que está de olho nas regras para obras públicas acima de R$ 1,5 milhão – uma fatia bilionária do orçamento federal que desperta os ânimos do mercado e do Congresso.
Os empresários querem garantir a adoção obrigatória do modelo de disputa fechada nessas licitações, argumento que ganhou força diante da chance do Congresso analisar o veto presidencial já no fim deste mês. Quer saber como funciona esse jogo de interesses e quais os próximos capítulos dessa novela política e empresarial? Você acompanha a seguir.
O que você vai ler neste artigo:
Veto de Lula reacende tensão entre construtoras e governo
A tensão cresceu após o presidente Lula sancionar a nova Lei de Licitações em dezembro de 2023, mas barrar a obrigatoriedade do modo fechado nas concorrências para grandes obras. Segundo o governo, limitar a disputa a envelopes lacrados e sem transparência fere os princípios da competitividade e da clareza, pilares da administração pública.
Por outro lado, as construtoras defendem que o modelo aberto, no qual os lances são públicos e sucessivos, incentiva propostas inviáveis que acabam em paralisação de contratos e insegurança jurídica. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, não perdeu tempo e buscou pessoalmente apoio entre os parlamentares presentes na COP-30, especialmente com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O movimento também conta com o respaldo de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrema).
Leia também: O que significa a tatuagem de círculo celta?
Leia também: Mansão de Gusttavo Lima chama atenção em 2025 pelo luxo e detalhes extravagantes
Como funciona a disputa: pregão aberto versus modo fechado
A questão central da controvérsia é qual modelo melhor protege o interesse público e o setor privado. No modelo fechado, cada concorrente entrega sua proposta sem que os rivais saibam o valor, elevando o suspense e, na visão dos empresários, favorecendo a elaboração de propostas mais realistas. Já no pregão aberto, os lances são apresentados ao vivo, com todos acompanhando quem oferece menos, estratégia que o Tribunal de Contas da União (TCU) já criticou para grandes projetos de engenharia.
Argumentos das construtoras e do governo
Construtoras dizem que, no formato aberto, os preços despencam em busca de vencer, mas muitas vezes sem base técnica ou financeira para cumprir o contrato – daí o número crescente de obras paradas. Elas alegam que licitações fechadas trazem mais seriedade ao processo e menos risco de aventuras administrativas. O governo, por sua vez, alerta que fechar as portas ao pregão aberto em contratos altos pode reduzir a transparência e restringir a participação de empresas pequenas, limitando a concorrência.
Próximos passos e expectativa para o veto
O assunto vai esquentar nos próximos dias. A análise do veto está prevista para a próxima sessão do Congresso, em 27 de novembro, e promete mobilizar a base aliada e a oposição. Parlamentares de vários partidos foram procurados por representantes do setor para defender a retomada do trecho vetado. O desfecho pode impactar diretamente o cenário das obras públicas no Brasil em 2025 e balizar futuras estratégias de contratação do governo federal.
Leia também: Homens de Preto de A Fazenda 17: Saiba Tudo Sobre as Aparições dos ‘Ninjas’ em 2025
Apesar do embate, o tema é decisivo para quem trabalha com contratos públicos e movimenta a máquina da construção civil. Definições sobre o modelo de disputa em licitações mexem com o jogo de forças entre mercado e Estado, deixando investidores, engenheiros e políticos atentos a cada movimento do tabuleiro.
Se você gostou dessa análise afiada sobre a pressão das construtoras para rever o veto de Lula na Lei de Licitações, fique de olho: o tema segue em pauta e pode redesenhar as regras do setor para 2025. Aproveite e assine nossa newsletter para receber, em primeira mão, as fofocas e os bastidores mais quentes da política e dos negócios brasileiros diretamente no seu e-mail.
Perguntas frequentes
Quais são os benefícios do modelo de disputa fechado nas licitações públicas?
O modelo fechado reduz o risco de lances irrealistas, oferece maior segurança jurídica e fomenta propostas mais técnicas e responsáveis, evitando paralisações nas obras.
Por que o governo federal optou pelo veto ao modelo fechado nas licitações?
O governo entende que o pregão aberto promove transparência e competitividade, evitando práticas que possam diminuir a participação de pequenas empresas e garantindo maior clareza no processo.
Quais são os riscos associados ao pregão aberto em grandes obras públicas?
O pregão aberto pode incentivar concorrentes a fazer ofertas muito abaixo do valor técnico e financeiro viável, resultando em contratos frustrados e obras paralisadas.
Como a decisão do Congresso sobre o veto pode afetar o setor da construção civil?
Se o veto for mantido ou derrubado, a regra para licitações de grandes obras será definida, influenciando diretamente a segurança jurídica, os investimentos e o ritmo das obras públicas no país.
Quem são os principais atores envolvidos na disputa pela mudança da Lei de Licitações?
Engajam-se no tema o governo federal, grandes construtoras, o Congresso Nacional, entidades como a CBIC, CNI, Abrema, além do Tribunal de Contas da União.