Vídeos de Bolsonaro e Nikolas em apoio a engenheiro preso abalam Minas em 2025
em 26 de setembro de 2025 às 16:58Minas Gerais está em clima de reboliço político depois de virem à tona vídeos de apoio gravados por Jair Bolsonaro e pelo deputado federal Nikolas Ferreira para a campanha do engenheiro Gilberto Horta de Carvalho ao comando do Crea-MG, em 2023. O detalhe que virou notícia: Carvalho é apontado pela Polícia Federal como o “cérebro das articulações” por trás de uma quadrilha que teria fraudado autorizações de mineração, gerando até prisões de agentes públicos em operação recente.
A ligação de Gilberto com nomes de peso do bolsonarismo mineiro e nacional virou um prato cheio para os bastidores da política. Os apoiadores de Carvalho apareceram, inclusive, em vídeos compartilhados nas redes sociais, exaltando a pauta conservadora e defendendo uma guinada à direita no setor de engenharia.
O que você vai ler neste artigo:
Gilberto Carvalho: conexões, estratégia e o apoio do alto escalão
No calor da eleição de 2023 para a presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais, o engenheiro Gilberto Carvalho buscou se firmar como nome forte à direita. Com vídeos de apoio não só de Nikolas Ferreira, mas do próprio Bolsonaro, Carvalho discursou abertamente contra a presença da esquerda em conselhos profissionais, apostando em mobilização digital para tentar virar votos.
Nas imagens, Bolsonaro enfatiza: “Ninguém no mundo tem o potencial mineral do Brasil. Precisamos de conservadores no comando desse setor estratégico”. E Nikolas Ferreira, com seu estilo combativo, reforçou que era hora de o conselho ser “desaparelhado”. O resultado não foi como esperado: Carvalho acabou derrotado por Marcos Gervásio, mas registrou uma campanha marcada pela militância ferrenha.
A influência política além das urnas
Mesmo sem vitória, as investigações mostram que Carvalho manteve um papel ativo nos bastidores. Segundo a PF, ele teria articulado a suspensão de projetos que ameaçavam interesses mineradores, contando com a influência de aliados dentro da Assembleia Legislativa. Diálogos interceptados revelam tratativas e elogios discretos pela “agilidade” em barrar o tombamento ambiental da Serra do Curral.
Além de Nikolas Ferreira, outros nomes próximos ao círculo do ex-presidente Bolsonaro, como Eduardo Bolsonaro, Magno Malta e Cleitinho, também manifestaram apoio direto à campanha de Carvalho. Entre fotos, encontros e participação nos bastidores de campanhas municipais, o engenheiro transitava com liberdade pelos corredores do poder mineiro e nacional, impulsionado, principalmente, pela mobilização digital e pelo respaldo de lideranças conservadoras.
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Operação Rejeito: acusações, denúncias e a mira em Duda Salabert
O escândalo em torno do grupo liderado por Carvalho não se resumiu às fraudes em mineração. A Operação Rejeito trouxe à tona a influência da rede em outras esferas do jogo político. Um dos focos foi atingir adversários, especialmente políticos ligados à pauta ambiental, como a deputada Duda Salabert. Na mira do grupo, Salabert foi alvo de denúncia apresentada por Nikolas Ferreira, que, segundo a PF, teria se baseado em um dossiê elaborado pelos investigados.
Dados e prints apreendidos no inquérito mostram conversas em que membros do grupo coordenavam o repasse de informações consideradas comprometedores para “pessoas capacitadas no jornalismo investigativo”. O objetivo era fragilizar lideranças vistas como obstáculo ao avanço de interesses mineradores, especialmente aquelas atreladas ao campo ambientalista.
A guerra política nos bastidores
Os documentos revelam que a disputa ultrapassou os tribunais eleitorais. Mensagens trocadas por Carvalho, João Alberto Lages e outros integrantes detalham como denúncias eram produzidas e encaminhadas a autoridades e meios de comunicação estratégicos. A troca de favores e o uso de contatos na Polícia Federal fizeram parte da engrenagem, alimentando disputas antigas entre Nikolas Ferreira e Duda Salabert.
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Em resposta, Duda negou qualquer ilegalidade nas prestações de contas e atribuiu a ofensiva ao jogo sujo do lobby minerador envolvido no caso. Do outro lado, parlamentares ligados ao bolsonarismo justificam que apenas cumpriram papel fiscalizatório e que as informações manejadas seriam de “interesse público”.
O escândalo envolvendo vídeos de apoio de figuras conhecidas, denúncias de atuação criminosa nos bastidores do poder e a guerra aberta contra adversários coloca o setor de mineração mineiro novamente sob os holofotes. Gilberto Carvalho, mesmo derrotado nas urnas, tornou-se peça-chave no tabuleiro político, enquanto Minas segue acompanhando, de olho vivo, os próximos capítulos. Se você gosta de acompanhar bastidores exclusivos como esse, assine nossa newsletter para receber fofocas quentes e análises de quem entende dos bastidores!
Perguntas frequentes
Quem é Gilberto Carvalho e qual seu papel na política de Minas Gerais?
Gilberto Carvalho é engenheiro e foi candidato à presidência do Crea-MG em 2023, aliado a grupos conservadores e investigado pela Polícia Federal por fraudes em mineração.
O que é a Operação Rejeito e qual seu objetivo?
A Operação Rejeito é uma investigação da Polícia Federal que apura fraudes em autorizações de mineração e a atuação política de um grupo ligado a Gilberto Carvalho.
Como Bolsonaro e Nikolas Ferreira influenciaram a campanha de Gilberto Carvalho?
Ambos gravaram vídeos de apoio público, reforçando a pauta conservadora e incentivando os eleitores a apoiarem Carvalho na disputa pelo Crea-MG.
Quais são as acusações contra Gilberto Carvalho e seu grupo?
Eles são acusados de fraudar autorizações de mineração, articular a suspensão de projetos ambientais e usar informações para atacar adversários políticos ligados ao meio ambiente.
Qual a resposta de Duda Salabert às denúncias e ataques que sofreu?
Duda negou irregularidades em suas prestações de contas e atribuiu a ofensiva ao lobby minerador e às disputas políticas envolvendo o grupo de Carvalho.