Venezuela vive nova onda de protestos após captura de Maduro em 2026
em 10 de junho de 2026 às 19:07A queda de Nicolás Maduro em janeiro de 2026 desencadeou um fenômeno que há tempos não agitava as ruas venezuelanas: manifestações de todos os tipos, por todos os lados. Família de presos políticos, trabalhadores do setor petrolífero, aposentados e diversos segmentos da sociedade voltaram a protestar sem o medo constante de uma repressão violenta — marca registrada dos anos de comando do líder chavista.
O clima mudou. Se antes o simples ato de reclamar em público poderia custar caro, agora, sem a mão de ferro de Maduro, a população ganha confiança para exigir mudanças. Os relatos de coragem, que antes ficavam restritos a conversas sussurradas, voltam às praças e avenidas de Caracas. O país vive, de fato, um novo capítulo após a prisão do ex-presidente, que aconteceu numa operação dos Estados Unidos e causou um verdadeiro efeito dominó no cenário político. Quer entender essa reviravolta? Acompanhe os bastidores e desdobramentos dessa nova fase que pode (ou não) transformar a Venezuela.
O que você vai ler neste artigo:
Protestos ressurgem com força e relembram o passado recente
No dia a dia, a diferença já está clara. Segundo o Observatório Venezuelano de Conflitividade Social (OVCS), o número de manifestações saltou 144% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. A principal reclamação vem das ruas: democracia, justiça e liberdade para presos políticos.
Velhas faixas ressurgiram, pedindo o fechamento de centros de detenção e o fim das perseguições. O medo, que dominou os protestos pós-reeleição contestada de Maduro em 2024, dá sinais de enfraquecimento. Ativistas como Diego Casanova afirmam que existe ainda o aparato repressivo, mas o custo político para o governo se tornou maior e, por isso, a postura se tornou mais observadora do que reativa.
Governança sob novos holofotes: Delcy Rodríguez assume o desafio
Com a saída de Maduro, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez subiu ao poder em meio à forte pressão do governo dos Estados Unidos, agora chefiado por Donald Trump. Se por um lado houve abertura, por outro, uma vigilância constante: opositores ainda relatam detenções curtas e arbitrárias durante manifestações, mas o uso de força extrema mostrou desaceleração.
Segundo Danny Socorro, psicólogo da Universidad Católica Andrés Bello, a ausência de Maduro abriu uma série de possibilidades, mas também trouxe dúvidas, especialmente entre idosos e famílias de presos. Nely Molina, de 76 anos, revela que só agora se sente segura para protestar. O grito das ruas não é exclusivo da pauta política: pedidos de aposentadoria digna, melhores salários e melhorias em serviços públicos dividem espaço com as causas históricas do país.
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O drama dos presos políticos e a expectativa de novos tempos
As manifestações ganham rostos e histórias reais. Mães, esposas e filhos exibem fotos de quem permanece atrás das grades. A ativista Dilsia Caro lembra dos riscos de sair às ruas durante os anos duros do chavismo: “Se você protestasse, sabia que poderia ser preso”.
Campanhas por libertação, vigílias de oração e até greve de fome marcaram o início do ano em frente às principais prisões do país. Em fevereiro, uma greve de fome liderada por mulheres forçou a aprovação de uma lei de anistia histórica. Mesmo assim, de acordo com a ONG Foro Penal, cerca de 400 pessoas seguem detidas por motivações políticas.
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Apesar da promessa do governo de fechar locais denunciados como centros de tortura, como o Helicoide, familiares permanecem em vigília, cientes de que o aparelho repressivo ainda existe. A rotina de protestos, agora mais livre, desafia antigos padrões, mas a luta por justiça e liberdade na Venezuela segue com muitos capítulos pela frente.
A nova onda de mobilizações deixa claro que a palavra de ordem é transformação. O país luta para se reinventar, sem esquecer das cicatrizes históricas. Se você curtiu essa notícia e quer se manter informado sobre os próximos passos dessa reviravolta, inscreva-se na nossa newsletter e receba antecipadamente os próximos babados do cenário político internacional.
Perguntas frequentes
Quais são os principais motivos das manifestações na Venezuela após a queda de Maduro?
As manifestações focam em democracia, justiça, liberdade para presos políticos, melhores salários, aposentadorias dignas e melhorias nos serviços públicos.
Quem assumiu o poder após a saída de Nicolás Maduro?
A ex-vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o poder sob forte pressão dos Estados Unidos e vigilância internacional.
Como mudou a repressão aos protestos após a saída de Maduro?
A repressão diminuiu em intensidade e frequência, com uso de força extrema menos frequente, mas ainda há detenções arbitrárias curtas.
Qual o papel das famílias dos presos políticos nesses protestos?
As famílias participam ativamente, exibindo fotos, promovendo vigílias, greves de fome e campanhas por libertação e justiça.
Qual é a importância da lei de anistia aprovada em fevereiro de 2026?
A lei de anistia foi um marco importante, pressionada por uma greve de fome feminina, beneficiando presos políticos, embora muitos ainda estejam detidos.