Trump faz nova reviravolta e desfaz indicação polêmica no comando da agência de dados trabalhistas em 2025
em 1 de outubro de 2025 às 08:01O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a movimentar o cenário político de Washington após retirar oficialmente a indicação de EJ Antoni para liderar o poderoso Escritório de Estatísticas de Trabalho (Bureau of Labor Statistics – BLS), decisão que adiciona ainda mais incertezas à condução dos dados econômicos do país, principalmente com as eleições se aproximando. A escolha de Antoni, por si só, já vinha dando o que falar nos bastidores, tendo sido marcada por forte oposição de economistas, polêmicas nas redes sociais e até acusações de envolvimento nos eventos do Capitólio de 2021.
Esse movimento surpreendente de Trump acontece menos de dois meses depois da surpreendente demissão de Erika McEntarfer, que liderava o BLS e veio a público após divulgar números negativos sobre o emprego no país. Como era de se esperar, as reações políticas foram instantâneas e levantaram novamente o debate sobre a independência das instituições responsáveis pelas informações econômicas que balizam a maior economia do planeta.
O que você vai ler neste artigo:
Uma nomeação que nunca agradou – e rendeu muita polêmica
Desde que EJ Antoni foi indicado para chefiar o BLS, a temperatura nos corredores do Congresso subiu. Além de suas posições conservadoras e críticas públicas à agência, o economista acumulava uma série de declarações controversas. Entre elas, defendia mudanças drásticas nos tradicionais relatórios mensais de emprego e ataques à credibilidade do próprio BLS, sugerindo que o órgão era omisso ou, no mínimo, pouco confiável. Para coroar a polêmica, antigas postagens nas redes sociais, de tom abertamente ofensivo e sexualmente degradante contra figuras políticas e minorias, acabaram emergindo na imprensa, deixando a situação praticamente insustentável.
O desgaste de Antoni ficou ainda mais evidente quando figuras importantes do Partido Republicano, como Lisa Murkowski, declararam publicamente suas “reservas extremas” sobre o indicado. Nos bastidores do Senado, a avaliação era de que a aprovação de Antoni corria sérios riscos, especialmente pelo equilíbrio delicado dentro do comitê responsável pela decisão. Pouco antes, reportagens já mostravam indícios de que Antoni tinha, inclusive, participado dos protestos que cercaram a invasão do Capitólio em 2021, informações confirmadas meses depois pela mídia.
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Trump recua também em nomeação para regulador de criptomoedas
Somando ao clima de instabilidade, Trump decidiu cancelar, no mesmo dia, a indicação de Brian Quintenz para a presidência da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC), órgão fundamental para o setor financeiro e de criptomoedas. Quintenz, que possui forte ligação com empresas do setor, vinha sendo alvo de críticas por um suposto conflito de interesses, já que Trump prometeu tornar os EUA referência global em criptoativos.
Fontes próximas à Casa Branca relataram que o governo segue buscando nomes para as duas vagas, que ainda estão sem novos indicados até o momento. Enquanto isso, Quintenz agradeceu publicamente a confiança do presidente, destacando orgulho do processo, mas sinalizou que o momento é de retorno ao setor privado.
BLS em xeque: impacto político e econômico da crise na agência
A instabilidade à frente do BLS – braço responsável pelos dados de emprego e inflação – preocupa especialmente investidores, empresários e autoridades do Federal Reserve, banco central americano. O órgão é reconhecido por sua tradição de neutralidade, e qualquer suspeita de interferência política pode abalar a confiança tanto do mercado quanto da população. A recente saída de Erika McEntarfer, classificada por Trump como motivada por “manipulação de dados”, acirrou o clima de tensão entre republicanos e democratas, principalmente após a divulgação dos números de emprego aquém do esperado.
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No centro dessa tempestade está o futuro do próprio BLS, que conta com cerca de 2 mil funcionários e pauta decisões estratégicas em Washington. O destino de nomes para os cargos vagos se tornou uma disputa política, onde cada detalhe é milimetricamente observado – e amplificado – pela opinião pública e pelos veículos de imprensa.
O imbróglio envolvendo as indicações para o BLS escancara como o comando de órgãos aparentemente técnicos pode assumir proporções de verdadeiro embate político nos Estados Unidos de 2025. Se você gostou da notícia e quer se manter por dentro das novidades mais quentes dos bastidores de Washington, aproveite para se inscrever em nossa newsletter exclusiva e receber em primeira mão todas as fofocas e análises dos bastidores do poder. Venha fazer parte do nosso grupo de leitores antenados e não perca nada do que acontece nos corredores do poder!
Perguntas frequentes
O que é o Escritório de Estatísticas de Trabalho (BLS)?
O BLS é uma agência governamental dos Estados Unidos responsável por coletar, analisar e divulgar dados estatísticos sobre emprego, inflação e outras informações econômicas fundamentais.
Por que a nomeação de EJ Antoni para o BLS gerou polêmica?
A indicação de EJ Antoni foi controversa devido a suas posições conservadoras, críticas públicas ao BLS, declarações ofensivas antigas e suposta participação nos protestos do Capitólio em 2021.
Qual o impacto da instabilidade no BLS para a economia dos EUA?
A instabilidade pode gerar desconfiança nos dados econômicos divulgados, afetando decisões de investidores, empresários e órgãos como o Federal Reserve, o que pode prejudicar a credibilidade da maior economia do mundo.
Como a política interfere na nomeação de cargos técnicos como no BLS?
A nomeação desses cargos, embora técnicos, sofre influência política intensa, com disputas partidárias e pressão pública que podem abalar a independência dos órgãos e afetar sua atuação.
O que aconteceu com a indicação para a presidência da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC)?
Trump também retirou a indicação de Brian Quintenz para a presidência da CFTC devido a críticas por possível conflito de interesses, aumentando a incerteza na regulação do setor financeiro e de criptomoedas.