Tarifaço de Trump em 2025 fortalece Lula e isola Bolsonaro, aponta Financial Times
em 22 de julho de 2025 às 16:40O presidente Lula ganhou um inesperado impulso em sua popularidade política após as severas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, medida orquestrada sob a liderança de Donald Trump. De acordo com o influente Financial Times, as ações protecionistas de Trump remodelaram o cenário político no Brasil ao fortalecer Lula, ao passo que enfraqueceram ainda mais o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O jornal britânico destacou que movimentos bruscos na política internacional costumam unir os eleitores em defesa dos interesses nacionais. Aqui no Brasil, a situação motivou uma reação de apoio interno a Lula, enquanto setores ligados a Bolsonaro amargaram as consequências negativas das tarifas. Siga lendo para descobrir como essa reviravolta influenciou não só o clima político, mas também as relações econômicas entre os dois países.
O que você vai ler neste artigo:
Trump mira tarifas e muda as peças do xadrez político brasileiro
Longe de ser uma medida trivial, a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pegou muitos de surpresa e teve impacto direto, principalmente, em setores tradicionais da economia—como os de café e pecuária. O curioso é que ambos têm forte ligação com o eleitorado de Bolsonaro. Com o mercado americano mais fechado, esses empresários sentiram imediatamente o golpe, criando descontentamento entre bases antes alinhadas com o ex-presidente.
A leitura do Financial Times é de que essa guinada de Trump, apesar de sua simpatia por Bolsonaro, acabou por favorecer Lula. O jornal cita que “poucas coisas unem tão rápido o eleitorado quanto ataques de uma superpotência aos seus rendimentos”. Ou seja, Trump pode ter dado um tiro no pé: a retaliação comercial dos EUA prejudicou setores alinhados à oposição, enquanto consolidou uma imagem patriótica e de defesa dos interesses nacionais para a administração atual, liderada por Lula.
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Relações exteriores e o papel do Judiciário brasileiro
O assunto ficou ainda mais aquecido após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciar a proibição do visto americano ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, responsável por audiências envolvendo Bolsonaro. Em análise, o Financial Times questiona como um país que se diz defensor da democracia pode retaliar instituições que, segundo o direito local, apenas cumprem seu papel. Embora Rubio construa sua imagem em torno da defesa dos valores democráticos, a medida soa como uma ingerência mal vista por parte das autoridades brasileiras e de analistas internacionais.
O jornal vai além: enquanto outros países, como Turquia, recebem sanções brandas mesmo após prisões de opositores, o Brasil — considerado um farol da democracia no continente — se vê alvo de medidas duras. Isso reforça um estranho paradoxo para quem acompanha de perto as relações diplomáticas e interesses comerciais no tabuleiro internacional.
Impactos econômicos e comparação internacional
Trump justificou a elevação das tarifas apontando para supostos desequilíbrios comerciais, mas na prática, os EUA ainda mantêm superávit com o Brasil. Segundo a análise publicada, atacar setores estratégicos da economia brasileira é uma estratégia arriscada que pode custar caro, inclusive para produtores americanos que dependem de insumos do Brasil.
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No cenário internacional, como sublinha o Financial Times, países com regimes autoritários e práticas questionáveis têm recebido tratamentos bem mais brandos, enquanto o Brasil, mesmo sendo uma democracia, é penalizado de forma intensa. Isso reforça o argumento dos especialistas de que, ao mirar o Brasil, Trump buscou agradar ao próprio eleitorado e atacar adversários políticos, terminando por beneficiar Lula — mesmo que de forma involuntária.
O tarifaço de Trump virou argumento de ouro para Lula, consolidou sua imagem de liderança diante de ataques externos e desestabilizou a base de Bolsonaro, que agora enfrenta dificuldades até mesmo para articular apoio entre antigos aliados do agronegócio. Para seguir por dentro dos bastidores do poder, das fofocas internacionais e das próximas reviravoltas em Brasília, inscreva-se já em nossa newsletter e não perca mais nenhum detalhe dos dramas políticos que movimentam 2025.
Perguntas frequentes
Quais setores brasileiros foram mais afetados pelas tarifas de 50% dos EUA?
Os setores mais impactados foram o de café e o de pecuária, que sofreram aumento de custos e perda de competitividade no mercado americano.
Por que as tarifas americanas uniram o eleitorado em torno de Lula?
Ataques a rendimentos nacionais mobilizam sentimento patriótico, fazendo com que eleitores de diferentes perfis se unam em defesa do governo atual.
Como a proibição de visto a Alexandre de Moraes repercutiu nas relações Brasil-EUA?
A medida gerou críticas sobre ingerência nos poderes nacionais e tensionou o diálogo político e diplomático entre os dois países.
De que forma o Brasil foi tratado de modo diferente de outros países sancionados pelos EUA?
Enquanto regimes autoritários recebem sanções leves, o Brasil, mesmo como democracia consolidada, foi penalizado com tarifas pesadas, segundo o Financial Times.
Como as tarifas de 50% podem afetar produtores americanos?
Produtores dos EUA que dependem de insumos brasileiros podem enfrentar escassez de matéria-prima e aumento de custos de produção.