STF acelera julgamento da trama golpista e Bolsonaro pode ser julgado já em setembro de 2025
em 4 de julho de 2025 às 16:58O Supremo Tribunal Federal (STF) surpreendeu Brasília ao acelerar o desfecho do maior processo criminal envolvendo a chamada “trama golpista”, que tem entre os réus o ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Primeira Turma, Alexandre de Moraes, usou a prisão do general Walter Braga Netto como justificativa e, com base na lei, manteve os prazos processuais mesmo durante o recesso do Judiciário, que vai de 2 a 31 de julho, antecipando um possível julgamento decisivo já para setembro de 2025.
Essa decisão mexeu com os nervos da classe política: enquanto aliados do ex-presidente enxergam perseguição, juristas apontam que o regimento interno do STF prevê essa exceção desde que haja réu preso no processo. Com isso, a análise do caso não será adiada – e o veredito pode sair antes da troca na presidência do STF, marcada para o fim de setembro, quando Edson Fachin assume o lugar de Roberto Barroso e Moraes sobe à vice-presidência do tribunal.
O ineditismo do caso e o futuro político de Bolsonaro estão nas mãos da Corte, com o país inteiro acompanhando cada movimento nos bastidores. Vem saber o que esperar dos próximos capítulos desse embate que vem dominando as rodas de fofoca e corredores do poder em Brasília.
O que você vai ler neste artigo:
Prisão de Braga Netto acelera processo e coloca Bolsonaro na mira
O principal fator por trás da aceleração do julgamento foi a permanência de Braga Netto, ex-ministro e braço direito de Bolsonaro, preso na 1ª Divisão do Exército há mais de seis meses. Pela legislação, quando há réu preso, os prazos processuais não param no recesso, permitindo que o procedimento avance mesmo quando a maioria dos processos fica temporariamente suspensa.
Com a conclusão da fase de coleta de provas, Moraes já deu início à etapa das alegações finais: primeiro, a Procuradoria-Geral da República terá 15 dias para apresentar sua posição; depois, o delator Mauro Cid e, em seguida, os demais réus, também terão 15 dias cada para apresentar argumentos finais. Se não houver nenhuma manobra jurídica para atrasar, tudo deve estar pronto para julgamento em cerca de 45 dias.
Essa agilidade também foi alvo de críticas internas no Supremo. Fontes relatam insatisfação entre ministros que defendem seguir a ordem cronológica dos processos. Mesmo assim, Moraes manteve sua visão: “em ações penais com réu preso, os prazos correm normalmente”, reiterando o que diz o regimento.”
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Depoimentos e delações apimentam os bastidores do caso
O ambiente no STF ganhou mais tensão com detalhes vindos das acareações entre delatores e réus. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e peça-chave da investigação, acusou Braga Netto de entregar R$ 100 mil em uma caixa de vinho na residência oficial da presidência, supostamente para financiar ações contra a posse de Lula em 2022. A história, recheada de mistério, envolve sacolas lacradas, dinheiro que ninguém viu e memórias pouco claras sobre a entrega – ingredientes perfeitos para esquentar os bastidores políticos.
Apesar da defesa de Braga Netto pedir o relaxamento da prisão após o fim da coleta de provas, Moraes negou, reforçando a complexidade e gravidade do caso. A estratégia dos advogados agora é apostar em supostos excessos processuais para tentar adiar o veredito ou conquistar algum benefício para o general, mas a tendência é de que o cronograma siga em ritmo acelerado, a não ser que uma reviravolta surpreenda ainda mais o enredo.
Julgamento se aproxima do clímax e pode influenciar cenário eleitoral
Com o possível julgamento já no início de setembro de 2025, o desfecho pode ter impacto direto no cenário político: a decisão do STF sobre Bolsonaro, Braga Netto e outros investigados pode selar de vez o destino dos protagonistas da trama golpista. Mais do que especulação, está em jogo o futuro de figuras que ainda exercem forte influência na polarização política nacional.
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Com milhares de olhos atentos aos próximos passos do tribunal, a expectativa é que qualquer resultado alimente debates acalorados até o último minuto. Seja qual for o desfecho, dificilmente o assunto sairá do centro das discussões políticas – e, claro, das fofocas de bastidor.
O relógio corre e o Brasil todo observa para ver como termina o julgamento da trama golpista e se Bolsonaro sairá ferido dessa batalha judicial. Não faltam reviravoltas, acusações e interesses em jogo nos corredores do Supremo. Se ficou curioso e quer ser o primeiro a saber das novidades quentes, inscreva-se em nossa newsletter e receba tudo em primeira mão no seu e-mail. Vem fazer parte da comunidade de leitores que não deixam passar nada nos bastidores do poder!
Perguntas frequentes
Quando está previsto o julgamento final da trama golpista?
Se não houver recursos para atrasar o processo, o STF pode julgar o caso em setembro de 2025, após o término das alegações finais.
Quem são os principais réus no processo da trama golpista?
Além de Jair Bolsonaro, figuram como réus o general Walter Braga Netto, o delator Mauro Cid e outros envolvidos na apuração.
Por que o recesso do STF não suspende este processo?
O regimento interno prevê que, em ações penais com réu preso, os prazos processuais não são suspensos durante o recesso.
Quais fases ainda faltam antes do julgamento?
Após a coleta de provas encerrada, vêm as alegações finais da PGR, do delator e dos demais réus, cada um com prazo de 15 dias.
Como o resultado pode afetar o cenário político?
A decisão pode alterar a influência de Bolsonaro e aliados na polarização nacional, além de influenciar campanhas e alianças futuras.