Lula evita promulgar redução de penas e pressão cai sobre Alcolumbre em 2026
em 6 de maio de 2026 às 09:00O impasse envolvendo a promulgação da polêmica lei da dosimetria mexeu com os bastidores de Brasília nesta semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem até o fim da noite desta quarta-feira para tomar uma decisão que pode marcar seu mandato: sancionar ou não a lei que reduz penas para condenados por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro. É consenso entre fontes do Planalto e aliados no Congresso que Lula deve optar pelo silêncio, jogando a responsabilidade para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O assunto tem causado tremores nos corredores políticos, porque o projeto favorece diretamente nomes de peso, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, incendiando ainda mais o clima de disputa entre governo e oposição. Quer saber como essa novela se desenrola? Confira os bastidores e entenda o que está em jogo.
O que você vai ler neste artigo:
Por que Lula pretende evitar a promulgação da lei?
Apesar do prazo apertado, Lula dá sinais claros de que não quer se envolver diretamente neste episódio. Como a proposta permite a redução das penas de quem participou ou foi considerado líder da tentativa de golpe, membros do próprio governo consideram que a sanção seria uma mancha em sua trajetória.
Lula já havia vetado o texto anteriormente, alegando que não faz sentido flexibilizar punições a quem atentou contra a democracia. O veto, no entanto, caiu por votação folgada tanto na Câmara quanto no Senado, colocando o governo em situação delicada. A expectativa agora é de que Lula ignore o prazo, processo previsto pela Constituição, repassando a bola para Alcolumbre, que ficará encarregado de promulgar a nova lei.
Leia também: Adriane Galisteu viraliza nas redes com receita prática de snack de milho em 2026
Papel do Congresso e possíveis reações
Se Lula realmente não agir, caberá a Davi Alcolumbre concluir o processo em até 48 horas. Os advogados dos condenados já se movimentam nos tribunais, preparando recursos para tentar beneficiar seus clientes assim que a lei for promulgada. Nos últimos dias, cresceram articulações entre lideranças políticas, com conversas intensas nos gabinetes do União Brasil, PT e PSOL, em busca de saídas para frear os efeitos da nova regra.
Além da pressão política, a judicialização é dada como certa. Siglas como PT e PSOL cogitam acionar o Supremo Tribunal Federal para barrar a aplicação da lei, contestando sua constitucionalidade. A aposta de governistas é que uma decisão liminar do STF possa suspender seus efeitos imediatamente, evitando que réus condenados pelo 8 de janeiro possam ampliar a lista de beneficiados.
Precedente e estratégias jurídicas
Esse tipo de manobra não é novidade no Congresso. Em 2025, por exemplo, Lula recusou-se a sancionar a lei do Dia da Amizade entre Brasil e Israel — quem promulgou foi justamente Alcolumbre. Apesar da diferença de temas, o roteiro se repete: quando a lei não agrada ao governo, a decisão fica nas mãos do Congresso. Com a dosimetria, o ciclo se repete, mas o clima é muito mais tenso, devido às consequências imediatas para figuras envolvidas em um dos maiores escândalos políticos da década.
Conforme especialistas, a guerra de liminares está apenas começando. É certo que as defesas dos condenados vão citar rapidamente a nova regra assim que for assinada, e os adversários, por sua vez, prometem reagir em todas as frentes possíveis para impedir a redução de penas.
Leia também: Ex-BBB Chaiany Andrade surpreende seguidores ao exibir quarto real oficial no estilo ‘lixão da mãe Lucinda’
A novela da dosimetria deve render novos capítulos intensos já nos próximos dias, com o xadrez político-judicial se agitando em Brasília. Caso tenha gostado desta análise exclusiva sobre a palavra-chave dosimetria, inscreva-se em nossa newsletter e fique por dentro das principais fofocas e bastidores do poder em tempo real.
Receba notícias como esta, furos e comentários de especialistas sobre política nacional diretamente no seu e-mail. Não perca a próxima reviravolta desse suspense — junte-se à nossa comunidade e não perca nenhuma fofoca quente de Brasília!
Perguntas frequentes
O que é a lei da dosimetria relacionada ao 8 de janeiro?
É uma lei que propõe a redução das penas de pessoas condenadas por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Por que Lula prefere evitar sancionar essa lei?
Porque sancionar a redução de penas a envolvidos em ataques à democracia poderia manchar sua trajetória política.
Quem pode promulgar a lei caso Lula não o faça?
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, poderá promulgar a lei dentro do prazo constitucional, caso Lula opte pelo silêncio.
Quais os riscos políticos da aprovação da lei da dosimetria?
A lei favorece figuras políticas controversas, aumentando a tensão entre governo e oposição e podendo gerar instabilidade política.
Como o Supremo Tribunal Federal pode atuar diante dessa lei?
O STF pode ser acionado para analisar a constitucionalidade da lei e possivelmente emitir liminares que suspendam seus efeitos.