Servidor revela pressão no MJ para ligar Lula a facções criminosas em 2022
em 14 de julho de 2025 às 16:43O clima esquentou nos corredores do Supremo Tribunal Federal nesta semana após uma revelação que promete mexer ainda mais com o cenário político. Durante depoimento, o servidor do Ministério da Justiça, Clebson Ferreira, afirmou que, em pleno governo Bolsonaro, partiu do alto escalão da pasta o pedido para produzir relatórios que criassem uma possível conexão entre Luiz Inácio Lula da Silva e facções criminosas. O episódio faz parte das investigações sobre a suposta tentativa de golpe em 2022, trazendo à tona uma trama de bastidores digna de novela das nove.
Ferreira detalhou a ação diretamente ao STF, expondo requisições nada convencionais feitas pela então subsecretária de inteligência. O objetivo era claro: cruzar dados eleitorais para tentar associar o desempenho de Lula nas urnas à presença do Comando Vermelho em áreas dominadas pelo crime organizado. Se você achava que já tinha visto de tudo em Brasília, prepare-se para acompanhar mais um capítulo dessa disputa acirrada pelo poder.
O que você vai ler neste artigo:
Bastidores da Polícia e manobras nos bastidores
No meio dessa verdadeira ebulição política, o depoimento de Clebson Ferreira trouxe à tona situações que, segundo ele, tinham um sabor político escancarado. Ele foi categórico ao contar que era pressionado a fazer análises estatísticas detalhadas sobre o desempenho de Lula e Bolsonaro onde eles atingiam mais de 75% dos votos. A missão: tentar identificar uma relação direta entre o favoritismo do petista e as áreas controladas por facções.
“Eu lembro que tinha mencionado que chegou um pedido para tentar ver análise e correlação estatística da concentração de votos em territórios do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, para ver se tinha relação se o candidato Lula tinha maior concentração de votos em áreas dominadas por facção criminosa”, relatou. Essas demandas, segundo Ferreira, eram vistas como um esforço para alimentar uma narrativa política ainda durante a corrida eleitoral.
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Atuação da PRF sob suspeita
Além das análises questionáveis, Ferreira levantou outra ponta sensível: a atuação diferenciada da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno de 2022. De acordo com ele, ficou claro que em cidades onde Lula liderava, o trânsito era propositalmente travado, dificultando o acesso dos eleitores às urnas. “Onde Lula tinha mais de 75% houve uma pressão nas adjacências de trânsito, não só nas cidades, mas nas circunvizinhas”, disparou.
Ferreira revelou ainda um estouro de denúncias de congestionamentos e até mesmo supostos impedimentos de voto vindo do Nordeste, reduto petista. Ele conta que, após filtrar as cidades com mais de 75% dos votos para Lula, “houve um mar vermelho de pontos no Nordeste e começaram a explodir notícias de que pessoas estavam impedidas de votar por congestionamentos grandes”.
Mauro Cid e o quebra-cabeça das investigações
E não para por aí. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e personagem conhecido das recentes polêmicas do Planalto, foi convocado mais uma vez a depor no STF sobre o caso. Cid fechou acordo de colaboração premiada, o chamado delator do momento, e promete ajudar a montar o quebra-cabeça das responsabilidades dentro dos núcleos da suposta trama golpista.
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Essa fase das investigações envolve núcleos distintos acusados de gerenciar ações, aplicar medidas coercitivas e espalhar desinformação. Ao todo, 23 réus estão na mira e novas revelações, como a de Clebson Ferreira, só reforçam que a disputa eleitoral do ano passado deixou sequelas profundas no xadrez do poder.
Com as recentes declarações no STF, o nome de Clebson Ferreira entrou definitivamente no radar das investigações que sacudiram os alicerces do Ministério da Justiça em 2022. O depoimento deixa claro o uso de mecanismos do Estado para interesses eleitorais, um tema sensível e que deve render ainda muita conversa no meio político. Para não perder nenhuma reviravolta dessa história e ficar por dentro das fofocas mais quentes de Brasília, inscreva-se agora em nossa newsletter e receba em primeira mão todas as novidades diretamente no seu e-mail.
Perguntas frequentes
Quem é Clebson Ferreira?
Clebson Ferreira é servidor do Ministério da Justiça que depôs ao STF relatando ordens para produzir relatórios que associavam Lula a facções criminosas durante o governo Bolsonaro.
O que motivou as investigações no STF?
As apurações foram iniciadas após a denúncia de pedidos de relatórios e manobras para vincular o desempenho eleitoral de Lula ao Comando Vermelho e supostos bloqueios de eleitorado em 2022.
Qual foi a suposta ação da Polícia Rodoviária Federal apontada no depoimento?
Segundo Ferreira, a PRF teria causado congestionamentos propositalmente em regiões onde Lula liderava, dificultando o acesso dos eleitores às urnas no segundo turno de 2022.
Quem é Mauro Cid e qual seu papel nas investigações?
Mauro Cid é tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro que fechou acordo de colaboração premiada para ajudar a elucidar a suposta trama golpista no STF.
Quantos réus estão sob investigação na trama de 2022?
Ao todo, 23 réus são investigados por suposta participação em núcleos que teriam organizado ações, medidas coercitivas e campanhas de desinformação.