Queiroga e militares depõem no STF em nova fase de julgamento do suposto golpe
em 25 de setembro de 2025 às 19:58O julgamento que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 ganhou novos capítulos nesta segunda-feira, agora com nomes de peso dando depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as testemunhas de defesa do general Augusto Heleno esteve ninguém menos que Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde no governo Bolsonaro. Outras figuras do alto escalão militar também passaram pela oitiva, ampliando ainda mais o interesse público nesse processo que está sacudindo os bastidores de Brasília.
As audiências são vistas como cruciais para o andamento do caso, considerado um dos mais complexos da história recente do STF. Com depoimentos acontecendo um atrás do outro, o clima nos corredores do tribunal é de plena expectativa sobre os desdobramentos que ainda estão por vir. Entenda o cenário e o que cada nome envolvido pode provocar daqui para frente nesta trama que mistura política, poder e muitas reviravoltas.
O que você vai ler neste artigo:
Depoimentos ganham destaque e movimentam a semana no Supremo
A participação de Queiroga e autoridades militares chamou atenção não apenas pela ligação com Jair Bolsonaro, mas também pelo papel estratégico de cada um durante e após as eleições de 2022. O ex-ministro da Saúde, ouvido tanto em defesa de Augusto Heleno quanto de Braga Netto, já era cogitado como peça-chave para esclarecer os bastidores do governo, e agora divide os holofotes com aliados do antigo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandando, inclusive, o general Carlos Penteado — nome forte durante a crise do 8 de Janeiro.
Entre os dez nomes listados para depor nesta etapa, surgem desde oficiais da ativa até figuras ligadas indiretamente ao planejamento das ações investigadas. Segundo apuração, os depoimentos renderam informações detalhadas sobre reuniões, decisões e, principalmente, sobre possíveis tentativas de resistência ao resultado das urnas.
Como funcionam as audiências e quem já prestou esclarecimentos
Nas últimas semanas, o STF tem ouvido nomes de todos os lados do tabuleiro. A primeira bateria de depoimentos ouviu testemunhas de acusação apontadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), seguida da defesa de figuras como Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Braga Netto e Almir Garnier. A cada testemunho, a expectativa cresce sobre quem será o próximo a se explicar e quais detalhes inéditos podem emergir para o público.
Cada sessão é marcada por questionamentos incisivos e tentativas de reconstruir cronologicamente os episódios que antecederam a invasão do 8 de Janeiro, além das articulações que, supostamente, buscavam impor uma nova ordem política no país.
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O que acontece após o fim das oitivas e por que o caso pode definir 2025
Finalizados todos os depoimentos, o processo entra na reta decisiva com a abertura do prazo para alegações finais. É a chance de defesa e acusação martelarem seus argumentos finais por escrito, dentro de um período de 15 dias. Depois, cabe ao relator — Alexandre de Moraes — marcar os interrogatórios dos próprios réus. Só então teremos uma data para o veredito ser pautado.
O STF trabalha com a possibilidade de julgar o chamado “núcleo crucial” entre setembro e outubro de 2025, consolidando a Primeira Turma da Corte como palco do desfecho. Os ministros Cristiano Zanin (presidente), Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux e o próprio Moraes terão a palavra final sobre um dos processos mais aguardados do cenário político atual.
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Com tantas figuras ilustres sendo ouvidas e o país acompanhando cada detalhe, o momento é de pura tensão para aliados e opositores. Não há como prever todos os lances, mas uma coisa é certa: cada novo depoimento pode mudar o rumo do julgamento — e até mesmo reescrever páginas da história política em 2025.
Fique ligado para saber em primeira mão todos os bastidores deste julgamento que envolve Queiroga, militares e lideranças do alto escalão. Se gostou da notícia e não quer perder nenhuma fofoca quente dos tribunais e da política nacional, assine já nossa newsletter exclusiva e receba tudo diretamente no seu e-mail!
Perguntas frequentes
Quem são as testemunhas mais importantes no julgamento do STF sobre a tentativa de golpe?
As testemunhas incluem ex-ministros como Marcelo Queiroga, militares de alto escalão e outras figuras ligadas ao governo Bolsonaro que participaram dos eventos investigados.
Qual é o papel do relator Alexandre de Moraes nesse julgamento?
Alexandre de Moraes é responsável por conduzir o processo, determinar os prazos e marcar os interrogatórios dos réus, além de pautar o julgamento final.
Por que o julgamento no STF pode se estender até 2025?
Devido à complexidade do caso e ao processo detalhado de depoimentos, alegações finais e interrogatórios, o julgamento do núcleo principal está previsto para ocorrer entre setembro e outubro de 2025.
O que acontece após o término dos depoimentos no STF?
Terminado os depoimentos, abre-se prazo para alegações finais por escrito da defesa e acusação, seguido dos interrogatórios dos réus antes do julgamento final.
Como as audiências impactam a opinião pública e o cenário político?
As audiências trazem à tona detalhes inéditos sobre a tentativa de golpe, influenciam aliados e opositores e podem alterar a percepção sobre a estabilidade política no Brasil.