Presidente do Paraguai diz que saída de Maduro era inevitável em 2026
em 20 de janeiro de 2026 às 09:04Santiago Peña, líder paraguaio, afirmou durante entrevista à imprensa que a queda de Nicolás Maduro do comando da Venezuela era algo necessário e praticamente inevitável em 2026. Segundo Peña, apesar de considerar a ação militar dos Estados Unidos controversa, a permanência do antigo presidente venezuelano já não era mais sustentável diante dos impasses políticos e da ausência de diálogo real no país vizinho.
A fala do presidente aconteceu em meio à repercussão internacional da operação norte-americana que resultou na captura de Maduro em Caracas, episódio que movimentou os principais bastidores políticos da América do Sul e reacendeu discussões sobre democracia no continente. Quer saber como essa análise pode impactar as relações diplomáticas? Confira os detalhes logo abaixo.
O que você vai ler neste artigo:
Declarações firmes sobre o futuro venezuelano
Ao ser questionado sobre a legitimidade e a necessidade da intervenção dos Estados Unidos, Santiago Peña foi direto: “Não era o melhor caminho, mas, no cenário que assistimos nos últimos anos, entendo que alternativas pacíficas se esgotaram rapidamente. A saída de Maduro já se mostrava imprescindível para devolver a liberdade ao povo venezuelano.”
Peña também tocou no ponto sensível das tentativas frustradas do chamado Acordo de Barbados, destacando o esforço regional para pressionar por eleições livres. Conforme lembrou, o episódio de 2024, quando Maduro não reconheceu o resultado favorável a Edmundo González, foi um divisor de águas: dificultou o diálogo e isolou ainda mais a Venezuela no cenário sul-americano.
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Experiência histórica e o posicionamento do Paraguai
O presidente relembrou o passado do próprio Paraguai, que viveu décadas sob a ditadura de Alfredo Stroessner, para reforçar que regimes autoritários raramente cedem a pressões populares superficiais. Segundo Peña, as experiências históricas mostram que uma alternância democrática verdadeira só ocorre mediante intensa mobilização e engajamento internacional.
Democracia, resistência e o papel dos vizinhos
Sobre o futuro político da Venezuela, Santiago Peña foi categórico ao afirmar que quem deve decidir o próximo presidente é o povo venezuelano. Ele afastou a ideia de que figuras internacionais, como Donald Trump, ou mesmo lideranças regionais possam impor um governante. Em suas palavras, “não é Peña ou Trump que define: é a soberania dos venezuelanos que deve prevalecer”.
O chefe do executivo paraguaio reforçou ainda o compromisso do país em contribuir para a restauração da democracia. Entre as prioridades elencadas, destacou a necessidade de libertação dos presos políticos, o retorno seguro dos exilados e, principalmente, a apresentação de um cronograma confiável para a realização de novas eleições na Venezuela.
Os próximos passos nas relações regionais
Para Peña, a América do Sul não pode mais ficar apenas no debate sobre acertos ou excessos da operação americana. O foco, segundo ele, deve ser a reconstrução institucional e o incentivo a uma participação ativa dos venezuelanos no processo democrático, sem tutelas externas e respeitando a vontade popular. O presidente afirmou que o Paraguai continuará trabalhando, em conjunto com outras nações, para restaurar a estabilidade política e social em solo venezuelano.
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Com a palavra-chave “saída de Maduro” cada vez mais presente nas discussões diplomáticas, resta acompanhar de perto os próximos movimentos do continente, que promete novos capítulos intensos nos próximos meses.
O tema da saída de Maduro segue mobilizando a opinião pública e apontando reflexos reais na vida dos venezuelanos e nos rumos da diplomacia sul-americana. Se você gostou desse panorama e ficou curioso sobre os próximos capítulos, não perca tempo e inscreva-se em nossa newsletter para receber análises exclusivas e as melhores fofocas políticas em primeira mão diretamente no seu e-mail.
Perguntas frequentes
Como as tentativas de diálogo na Venezuela influenciaram a crise política?
As tentativas como o Acordo de Barbados fracassaram devido à negativa de Maduro em reconhecer resultados eleitorais, o que agravou o isolamento e a crise política no país.
Qual o papel do Paraguai frente à situação política venezuelana?
O Paraguai, liderado por Santiago Peña, compromete-se a apoiar a restauração da democracia na Venezuela, incentivando eleições livres e respeitando a soberania do povo venezuelano.
Por que a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela foi controversa?
Apesar de controversa, a intervenção foi vista como necessária diante do esgotamento das alternativas pacíficas e da falta de diálogo entre Maduro e a oposição.
O que significa a soberania do povo venezuelano na conjuntura atual?
Significa que a decisão sobre o futuro político da Venezuela deve partir exclusivamente dos venezuelanos, sem imposições externas de líderes internacionais ou regionais.
Quais são os próximos passos sugeridos para a reconstrução da Venezuela?
Prioriza-se a libertação dos presos políticos, o retorno dos exilados e a realização de eleições confiáveis para garantir a estabilidade política e social.