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Bolsonaro, Celebridades, Nikolas Ferreira

Deputados ironizam gafe de português em decisão de Alexandre de Moraes

Wilson em 24 de julho de 2025 às 17:43

Um tropeço gramatical virou combustível para polêmica na cena política brasileira. Deputados federais da oposição aproveitaram um erro de português cometido em uma decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para ironizar e questionar a atuação do magistrado. A discussão tomou conta das redes sociais, impulsionada especialmente pelas publicações nada discretas de Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro, dois dos nomes mais influentes da base bolsonarista no Congresso.

No centro do debate está a confusão entre o advérbio “mais” e a conjunção “mas”. O deslize aparece em caixa alta e negrito em um trecho da decisão de Moraes sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que diz: “A JUSTIÇA É CEGA MAIS NÃO É TOLA!!!!!”. Não demorou para a gafe virar alvo de zoeira, meme, deboche e, claro, discursos políticos afiados.

A repercussão nas redes sociais

Nikolas Ferreira, sempre ativo nas redes, não deixou passar a chance de cutucar o ministro. Usou a plataforma X (antigo Twitter) para publicar: “Em breve, agente vai censurar”, escrevendo de propósito a expressão “a gente” de forma errada e ironizando tanto o erro quanto as decisões de Moraes sobre limitação de liberdade de expressão. O deputado aproveitou o momento para provocar debates sobre supostos excessos do Judiciário e a chamada “censura” contra opositores do governo.

Do outro lado, Eduardo Bolsonaro, com seu estilo já conhecido, também explorou o episódio para fortalecer sua crítica habitual ao STF e a Moraes. Ele escreveu: “Estou proibido de postar falas de meu pai, ‘MAIS’ posso postar as decisões do Alexandre de Moraes”, fazendo referência direta à confusão gramatical, ao passo que reacende a discussão sobre restrições a Bolsonaro no ambiente digital.

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Críticas à clareza das decisões do STF

Para além das ironias, Eduardo Bolsonaro foi além: questionou a clareza e a objetividade das decisões assinadas por Alexandre de Moraes. Segundo ele, os erros de português não seriam eventuais, mas sim frequentes, o que acarretaria interpretações dúbias ou confusas das determinações judiciais. O deputado citou episódios anteriores, como a decisão que obrigou Bolsonaro a usar tornozeleira eletrônica e a proibição de contato entre filho e pai, colocando em xeque os critérios do magistrado.

Discussão sobre a linguagem jurídica

O caso trouxe à tona um velho debate sobre como a linguagem judicial deve ser precisa, transparente e acessível. O uso incorreto de palavras ou expressões gramaticais não seria apenas um deslize irrelevante, segundo críticos, mas um potencial risco de equívocos jurídicos e interpretações equivocadas em processos que, muitas vezes, determinam a vida de figuras públicas e cidadãos comuns. Por outro lado, defensores de Moraes e do Judiciário argumentam que o erro foi pontual, já corrigido, e que não compromete a integridade da decisão.

O episódio, que mistura política, gramática e redes sociais, ganhou holofotes não só pelo erro em si, mas porque escancarou o clima de rivalidade entre os poderes e colocou a atuação do STF mais uma vez na mira do debate público.

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O episódio envolvendo Nikolas Ferreira, Eduardo Bolsonaro e Alexandre de Moraes mostra como, em meio ao clima de tensão política, até um simples deslize de português pode se transformar em munição pesada. O erro acabou jogando mais lenha na fogueira das disputas entre Legislativo e Judiciário, reforçando tanto debates legítimos sobre transparência quanto estratégias de escárnio para engajar militantes.

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Perguntas frequentes

Como surgiu o erro de português na decisão de Alexandre de Moraes?

O deslize aconteceu por confundir o advérbio “mais” com a conjunção “mas” em um trecho da decisão, escrito em caixa alta e negrito.

Por que bolsonaristas exploraram essa gafe nas redes sociais?

Deputados da base bolsonarista usaram o erro para ironizar o ministro, questionar a liberdade de expressão e criticar supostos excessos do Judiciário.

O erro compromete a validade jurídica da decisão?

Especialistas afirmam que, embora indesejável, um erro gramatical pontual não invalida o teor da determinação judicial, desde que o sentido permaneça claro.

Quais riscos podem advir de falhas na linguagem jurídica?

Imprecisões podem gerar interpretações dúbias, atrasos processuais e insegurança jurídica, especialmente em decisões de alto impacto.

Como o episódio reflete a relação entre Legislativo e Judiciário?

Mostra a tensão política, onde opositores aproveitam qualquer falha para questionar a atuação do STF e mobilizar opiniões nas redes sociais.

Wilson

Apaixonado por tudo o que acontece no mundo das celebridades, Wilson é aquele amigo que sempre sabe de um babado antes de sair na mídia. Com um olhar afiado para as últimas tendências da moda e um radar ligado nos bastidores das estrelas, ele mistura informação com entretenimento como ninguém.

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