Nikolas e Cleitinho saem em defesa de Fux e jogam luz sobre crise no STF em 2025
em 10 de setembro de 2025 às 17:40O cenário já era quente, mas ganhou novos contornos com o voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do chamado “núcleo crucial” da acusação de tentativa de golpe que assombra o noticiário político desde 2024. Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) não perderam tempo e rapidamente mostraram apoio às ponderações de Fux, apelando para uma reavaliação dentro da própria Suprema Corte.
Fux não apenas abriu divergência em relação ao relator, Alexandre de Moraes, como também pediu a nulidade do processo ao afirmar que estaria sendo violada a competência do próprio STF. Segundo Fux, o caso, que envolve personagens sem prerrogativa de foro, deveria ser julgado pelo plenário completo da Corte ou remetido à primeira instância.
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Nikolas e Cleitinho desafiam decisão e classificam julgamento como espetáculo
Para Nikolas Ferreira, que acompanhou voto a voto e movimentou as redes sociais durante a sessão, a postura de Fux escancarou um possível excesso da Primeira Turma. Entre ironias e frases de efeito, o deputado destacou o argumento do ministro sobre a ausência de prerrogativa de foro dos réus, sugerindo que o julgamento estaria sendo levado por um caminho questionável.
Enquanto isso, Cleitinho Azevedo fez lives e publicações afiadas, e não hesitou em declarar que o voto de Fux “desmoraliza o STF” diante da opinião pública. Para o senador mineiro, tudo estaria configurado como uma “farsa” e que outros ministros deveriam seguir o exemplo de independência mostrado por Fux.
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Crítica à condução processual ganha força e levanta dúvidas sobre julgamento no STF
O tom adotado por Fux pegou até os mais experientes analistas do Supremo de surpresa, especialmente pelo destaque dado ao que chamou de “document dumpingu201d: o envio tardio de uma avalanche de informações para as defesas, dificultando a reação adequada dos réus. Fux, ao acolher esse argumento dos advogados, apontou violações ao direito constitucional da ampla defesa e pediu o reconhecimento do cerceamento de defesa no caso.
O desenrolar do julgamento e as posições dos ministros
Vale ressaltar que o ministro Fux também se mostrou favorável à manutenção do acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, figura central ligada a Jair Bolsonaro, ao afirmar que a colaboração foi acompanhada de advogado e dentro dos trâmites normais.
Com seu voto, Fux se tornou o terceiro ministro a apresentar posicionamento no processo contra Bolsonaro e outros sete réus do chamado “núcleo crucial”. Até o momento, Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação dos acusados, enquanto Fux divergiu, pedindo nulidade e absolvendo os principais nomes de acusação de organização criminosa armada.
STF dividido e o impacto da pressão política nas decisões jurídicas
A divisão interna do STF ficou explícita. Nikolas e Cleitinho, sabendo da força das ruas, usam as redes para pressionar outros ministros. A possibilidade de mudança nos rumos do julgamento com adesão à tese do Fux não está descartada e pode trazer novas reviravoltas na reta final. O tema ainda terá desdobramentos, já que a ministra Cármen Lúcia e o presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, ainda irão se manifestar.
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O desenrolar desse imbróglio coloca o STF no centro do debate público, enquanto parlamentares reforçam a narrativa de uma justiça interferida por fatores políticos. Resta saber se a posição de Fux terá aderência suficiente para alterar a rota do julgamento e reequilibrar forças no tribunal superior do país.
Esse capítulo judicial promete mexer não só com os ânimos na Corte, mas com toda a engrenagem política do Brasil em 2025. Se você curte estar sempre por dentro dessas fofocas políticas e bastidores de Brasília, não perca tempo: inscreva-se em nossa newsletter para receber todas as atualizações no seu e-mail e não perder nenhum detalhe das principais tretas do poder.
Perguntas frequentes
O que significa prerrogativa de foro no STF?
Prerrogativa de foro é o direito que algumas autoridades possuem de serem julgadas diretamente por tribunais superiores, como o STF, em vez da primeira instância.
Por que o ministro Luiz Fux pediu a nulidade do processo?
Fux argumentou que o julgamento pela Primeira Turma violou a competência do STF, pois envolve personagens sem prerrogativa de foro, e defendeu que o caso seja julgado pelo plenário ou pela primeira instância.
O que é o ‘document dumping’ citado no julgamento?
‘Document dumping’ é o envio massivo e tardio de documentos às defesas, dificultando a análise adequada e configurando possível cerceamento do direito à ampla defesa.
Qual a importância da delação premiada no caso julgado pelo STF?
A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid foi mantida por Fux, pois ocorreu com acompanhamento jurídico e dentro dos trâmites legais, sendo um elemento central no processo.
Como a pressão política pode influenciar as decisões do STF?
Pressões externas, como mobilizações políticas e manifestações públicas, podem afetar o debate no tribunal e a formação de consenso entre ministros, impacting o julgamento.