MPF arquiva caso de corrupção de Bolsonaro, mas três investigações seguem abertas em 2025
em 5 de dezembro de 2025 às 16:58O Ministério Público Federal decidiu arquivar uma das investigações de corrupção associadas ao governo Jair Bolsonaro. A decisão, tomada por falta de provas, reacendeu boatos nas redes sociais de que ‘não há corrupção’ no governo Bolsonaro. No entanto, a verdade é bem diferente do que parece: outras três investigações espinhosas seguem em andamento, expondo a gestão federal a novos riscos e desdobramentos legais neste ano de 2025.
Enquanto aliados celebram o arquivamento, especialistas e órgãos de controle continuam de olho nos processos restantes, que podem mexer bastante com o cenário político brasileiro. Curioso para entender o que ainda está sendo apurado? Siga lendo para ter uma visão equilibrada sobre tudo que envolve as suspeitas de corrupção durante o período do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O que você vai ler neste artigo:
O caso arquivado: Itaipu e o polêmico acordo Brasil-Paraguai
No centro do arquivamento está o acordo de Itaipu, firmado entre Brasil e Paraguai em 2019. O MPF começou a investigar possíveis pagamentos de propina e tráfico de influência na negociação, especialmente após denúncias de que o então suplente de senador Alexandre Luiz Giordano teria atuado ilegalmente em favor de uma empresa interessada em comprar energia paraguaia para revenda no mercado brasileiro — o que é vetado pela lei. Ao detalhar o cenário, o MPF concluiu que não existiam provas contundentes de corrupção ativa nem de tráfico de influência, levando ao arquivamento do inquérito em agosto de 2025.
Apesar disso, o episódio gerou reações no Paraguai e no Brasil, por envolver atores políticos e levantar suspeitas sobre o uso do cargo público para fins privados. Vale frisar que o fim dessa investigação específica não encerra o debate sobre corrupção no governo Bolsonaro, já que outros episódios seguem sob lupa dos órgãos de fiscalização.
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Turbulências à vista: processos de suspeita de corrupção em curso
O que muita gente não sabe é que, além do episódio arquivado, três outros casos continuam recheando os tribunais e rondando os bastidores do poder. Eles envolvem suspeitas graves e atenção redobrada das autoridades. Confira o panorama desses processos que podem impactar, e muito, o futuro político de Bolsonaro e aliados.
Compra de veículos blindados: contratos milionários na mira
Em 2024, vieram à tona indícios de fraude, direcionamento de licitações e pagamento de propina em contratos de veículos blindados, firmados entre a empresa Combat Armor e órgãos federais como a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Ministério da Defesa. Os acordos, de 2019 a 2023, giraram em torno de R$ 39 milhões. O Tribunal de Contas da União está penteando cada detalhe em busca de provas concretas que sustentem o recebimento de vantagens indevidas.
O processo está em fase de instrução, ou seja, independente do resultado final, ainda há caminho a percorrer antes de qualquer conclusão sobre o envolvimento direto de agentes públicos ou eventual responsabilização criminal.
Gabinete paralelo no Ministério da Educação: pressão por propinas
Outro episódio explosivo é o do suposto gabinete paralelo no Ministério da Educação, revelado em 2022. Pastores com trânsito livre na pasta estariam intermediando repasses e pressionando prefeitos por propinas para liberar recursos federais. Em meio às investigações, um dos prefeitos alegou que recebeu pedido de pagamento antecipado de R$ 15 mil e um quilo de ouro. O inquérito, inicialmente sob análise do STF, foi transferido para a Justiça Federal, onde ainda tramita em fase de apuração de provas.
Nesse cenário, o ex-ministro Milton Ribeiro é um dos investigados, mas o desfecho concreto depende do avanço do processo e de possíveis denúncias formais do Ministério Público.
Joias sauditas: presente milionário sob investigação
Em 2023, causou rebuliço nacional a notícia do kit de joias sauditas, no valor de R$ 5,6 milhões, trazido ilegalmente ao Brasil durante o governo Bolsonaro. O caso envolve acusação de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com o ex-presidente já formalmente indiciado pela Polícia Federal. O desfecho agora aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República, prometendo agitar ainda mais o cenário político em 2025.
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Mesmo com o arquivamento do caso da Itaipu, o governo Bolsonaro ainda está longe de se desvencilhar das investigações por corrupção. Fica claro que o tema continua quente e repleto de reviravoltas. Se você curte acompanhar os bastidores mais polêmicos da política nacional, não deixe de se inscrever em nossa newsletter e ficar por dentro das próximas novidades e fofocas exclusivas sobre o poder!
Perguntas frequentes
O que acontece após o arquivamento de uma investigação pelo Ministério Público Federal?
O arquivamento indica falta de provas suficientes para seguir, mas não impede que novas evidências surjam e que outras investigações continuem em andamento.
Como o Tribunal de Contas da União atua em casos de suspeitas de corrupção?
O TCU realiza auditorias minuciosas para identificar irregularidades, fraudes ou direcionamento em contratos e gastos públicos, fornecendo relatórios para órgãos judiciais e de controle.
Qual a importância da Justiça Federal nos processos de corrupção envolvendo políticos?
A Justiça Federal é responsável por julgar crimes federais, como corrupção e lavagem de dinheiro, garantindo que investigações complexas sejam conduzidas com rigor e transparência.
Por que é significativo o envolvimento do Supremo Tribunal Federal (STF) em alguns inquéritos?
O STF atua inicialmente em investigações com altos agentes públicos devido a prerrogativas de foro, podendo encaminhar os processos para outras instâncias conforme avanço das apurações.
Quais são os riscos políticos decorrentes de processos de corrupção para um governo?
Os processos podem gerar desgaste político, perda de apoio, intervenção judicial e até afastamento de agentes públicos, impactando a estabilidade e credibilidade do governo.