Lula acelera escolhas para STF, contas de 2026 e futuro de Boulos: decisões devem sair ainda nesta semana
em 14 de outubro de 2025 às 09:04Lula retorna a Brasília com uma lista cheia de decisões cruciais no horizonte: sucessão no Supremo Tribunal Federal, alternativas para fechar o orçamento de 2026 e o destino político do deputado Guilherme Boulos. Com a agenda apertada, o presidente quer bater o martelo nos próximos dias e evitar ruídos tanto na equipe econômica quanto no núcleo político do governo. As apostas e movimentações de bastidores já agitam ministros e aliados no Planalto.
O clima é de expectativa máxima na capital federal, já que cada uma dessas três escolhas pode redesenhar tanto o cenário político do Executivo quanto as relações do Planalto com o Congresso e o Judiciário. Para ficar por dentro de tudo o que está mexendo com os corredores do poder, acompanhe o desdobramento dos principais tópicos da semana.
O que você vai ler neste artigo:
Sucessão de Barroso agita bastidores do STF
Com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, Lula terá sua terceira oportunidade de indicar um ministro ao Supremo desde o início do mandato. A escolha carrega não apenas valor simbólico, mas também uma série de interesses em disputa. O presidente deu sinal verde para conversar com nomes do meio jurídico e político, mantendo em sigilo sua decisão final.
Nos bastidores, as opções que ganham força incluem Jorge Messias, Advogado-Geral da União e fiel aliado de Lula, além de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, e Bruno Dantas, atual chefe do Tribunal de Contas da União. Correndo por fora, mas de olho numa pressão crescente por mais diversidade, está Daniela Teixeira, ministra do STJ, defendida por movimentos por maior representação feminina e negra no Judiciário.
Lula já adiantou publicamente que prioridade será experiência e compromisso com a Constituição, e não afinidade pessoal. O cenário é de decisão rápida: o presidente não quer alongar indefinições e pretende anunciar o sucessor de Barroso ainda nesta semana, logo após retornar de viagem internacional.
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Alternativas urgentes para contas de 2026 após derrota na Câmara
Além da escolha para o STF, fechar a conta para 2026 virou tema urgente após o Congresso descartar a Medida Provisória que previa reforço de R$ 20 bilhões na arrecadação. Sem esse empurrão, a equipe econômica precisa correr contra o tempo em busca de novas fontes de receita para cumprir o prometido superávit.
Dificuldades e os próximos passos para o equilíbrio fiscal
Uma das principais apostas do governo envolve o aumento da tributação sobre fintechs, setor que já fatura bilhões no país, mas paga menos impostos que bancos convencionais. Essas empresas, cada vez mais poderosas, podem ser decisivas para o saldo positivo das contas públicas.
Por outro lado, medidas para cortar despesas, como a exigência de biometria para beneficiários do Bolsa Família e a revisão de supersalários, seguem travadas. O Congresso também resiste à reforma da Previdência militar e à revisão de benefícios fiscais. Isso tudo torna o desafio fiscal um quebra-cabeça, já que mais de 92% das despesas do próximo ano são obrigatórias.
Diante desse cenário, o governo cogita inclusive reconfigurar indicações políticas e cargos de confiança como forma de retaliação à base aliada que travou o avanço das medidas econômicas.
Boulos no Planalto: articulação política e resistência dos aliados
O nome de Guilherme Boulos entrou com força na lista de cotados para a Secretaria-Geral da Presidência, ampliando sua influência no Palácio do Planalto. Lula considera indicar o deputado para o primeiro escalão como forma de fortalecer a ligação com movimentos sociais, área na qual Boulos tem vasta experiência.
A decisão, porém, encontra obstáculos internos: parte do PT e do próprio PSOL resiste à ideia, principalmente diante da dúvida sobre onde acomodar Márcio Macêdo, atual titular da pasta. Boulos, inclusive, foi destaque recente ao articular manifestações contrárias à “PEC da Blindagem” e ao projeto que anistiava envolvidos em episódios polêmicos do 8 de janeiro, o que valorizou ainda mais seu passe junto ao Planalto.
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O anúncio oficial pode sair nos próximos dias, caso Lula encontre um caminho para conciliar os interesses das diferentes alas políticas envolvidas.
Quem acompanha os bastidores sabe que as decisões de Lula nesta semana poderão redefinir não só a cara do STF, mas também o futuro das contas públicas e os rumos da articulação política nacional. Se você curte se manter informado sobre o vai-e-vem do poder, aproveite para se inscrever em nossa newsletter exclusiva e receba as fofocas políticas quentinhas direto no seu e-mail.
Perguntas frequentes
Como Lula pode influenciar a composição do Supremo Tribunal Federal?
Lula tem a prerrogativa de indicar ministros para o STF em vagas que surgem por aposentadoria, escolhendo candidatos com experiência e compromisso constitucional, o que pode impactar o equilíbrio do tribunal.
Quais desafios o governo enfrenta para fechar o orçamento de 2026?
Após a rejeição da Medida Provisória, o governo precisa encontrar novas fontes de receita, como tributação de fintechs, além de enfrentar resistências a cortes de despesas e reformas no Congresso.
Qual é o papel político de Guilherme Boulos dentro do governo Lula?
Boulos pode ser nomeado para a Secretaria-Geral da Presidência, fortalecendo a ligação do governo com movimentos sociais, mas enfrenta resistência interna por conflitos com outras lideranças políticas.
O que significa a indicação de um ministro para o STF em termos políticos?
A indicação reforça o perfil do Supremo, pode alterar decisões judiciais importantes e sinaliza as prioridades políticas do governo ao escolher ministros alinhados a determinados valores e compromissos.
Por que a tributação sobre fintechs é vista como uma alternativa para equilibrar as contas públicas?
Fintechs faturam muito no Brasil, mas pagam menos impostos que bancos tradicionais; aumentar sua tributação pode gerar receitas importantes para o orçamento federal.