Lula ironiza Eduardo Bolsonaro por assumir autoria do ‘tarifaço’ de Trump
em 13 de julho de 2025 às 17:01Foi só Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros que Eduardo Bolsonaro correu para assumir a paternidade do polêmico ‘tarifaço’. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não apenas se declarou responsável – como garantiu que trabalhou nos bastidores para influenciar o republicano. O presidente Lula, que já vinha afiando o discurso, agradeceu publicamente, explorando cada detalhe para reforçar as críticas ao antigo rival político. A briga tomou conta das redes e gerou desconforto até entre aliados bolsonaristas.
Com o Brasil inteiro de antena ligada após as novas sanções dos EUA, as declarações revelam os bastidores turbulentos da disputa pela herança política da família Bolsonaro, com reflexos diretos na economia nacional e no jogo eleitoral de 2026.
O que você vai ler neste artigo:
A confissão inesperada de Eduardo Bolsonaro
Enquanto muitos tentavam entender os impactos econômicos das tarifas impostas por Trump, Eduardo Bolsonaro não perdeu tempo. O deputado federal licenciado publicou uma nota pública em que afirmou ter mantido diálogo com autoridades do governo Trump, apresentando “a realidade que o Brasil vive hoje”. Por trás do discurso, estava a tentativa clara de assumir o protagonismo, principalmente diante da ala mais radical do bolsonarismo, que cobra ação direta da família para defender Jair Bolsonaro após suas condenações na Justiça.
Nos bastidores, a atitude de Eduardo não foi apenas vaidade: há um embate interno para ver quem será o “herdeiro político” de Bolsonaro em 2026. Ele disputa espaço com Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que tenta ocupar o centro do palanque eleitoral ao mesmo tempo em que agrada empresários e mantém fidelidade ao legado de seu padrinho político. Eduardo, ao se posicionar como mentor do ‘tarifaço’, mira fortalecer sua imagem junto à base bolsonarista – mesmo que isso custe caro à imagem do Brasil no exterior.
Leia também: Descubra quem são os ministros de Lula e famosos que têm dinheiro esquecido em bancos em 2025
Leia também: André Janones acusa deputados bolsonaristas de agressão em tumulto na Câmara; entenda tudo
Lula aproveita a jogada e dispara críticas
Lula não perdeu tempo e explorou publicamente a declaração de Eduardo. Em discurso repleto de ironia, o presidente disparou contra o antigo adversário ao dizer que Jair Bolsonaro “mandou o filho pedir pelo amor de Deus para Trump ajudar”. Ele relembrou as articulações do clã Bolsonaro nos Estados Unidos, citando inclusive o recente envio de recursos para manter Eduardo fora do país, onde, segundo Jair, estaria “articulando” em defesa da família.
Para Lula, a situação ilustra a tentativa dos bolsonaristas de transferir uma crise nacional para o exterior e minimiza o debate interno sobre responsabilidades pelas decisões políticas e econômicas que afetam o país. Ao público, ele reforçou que a postura de Eduardo Bolsonaro vai justamente contra os interesses dos trabalhadores e empresários brasileiros – especialmente nos estados que mais dependem das exportações para os EUA, como São Paulo e Santa Catarina.
Turbulência no bolsonarismo e a corrida para 2026
O episódio do ‘tarifaço’ evidenciou o racha no bolsonarismo, com aliados de Eduardo usando a crise para desgastar Tarcísio de Freitas. O governador paulista tenta atuar como bombeiro, buscando soluções diplomáticas e defendendo o setor produtivo, enquanto Eduardo pressiona pela manutenção da narrativa de vítima e mártir político. Os dois travam uma disputa silenciosa para ver quem terá a bênção do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, mas peça central para qualquer candidatura de oposição relevante em 2026.
A incerteza, no entanto, é ruim para empresários, trabalhadores e para o próprio Brasil. Enquanto a disputa interna consome energia e recursos, quem perde são os setores produtivos, que veem parceiros importantes como os EUA fechando portas em um ano crucial para a recuperação do crescimento.
Leia também: Fim da licença de Eduardo Bolsonaro: retorno à Câmara é incerto e clima esquenta em Brasília
Se você acompanha de perto as idas e vindas da política nacional, já percebeu: cada movimento do clã Bolsonaro acaba reverberando na economia e no tabloide político. É certo que a novela do ‘tarifaço’ ainda vai render muitos capítulos, principalmente enquanto a corrida eleitoral segue aberta e polarizada.
Se gostou desta notícia e quer ficar por dentro de todas as fofocas e bastidores da política em 2025, inscreva-se em nossa newsletter e receba os próximos capítulos desse e de outros embates direto na sua caixa de entrada. Acompanhe as atualizações e não perca nenhum detalhe sobre a disputa Bolsonaro x Lula e os reflexos para a política e economia do Brasil.
Perguntas frequentes
O que motivou Trump a anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros?
Trump alegou déficit comercial e práticas consideradas desleais pelo governo brasileiro, utilizando as tarifas como instrumento de pressão econômica.
Qual foi o papel de Eduardo Bolsonaro no chamado ‘tarifaço’?
Eduardo Bolsonaro afirmou ter articulado nos bastidores com autoridades americanas para expor a visão de seu grupo político e influenciar a decisão de Trump.
Como as tarifas de 50% impactam as exportações brasileiras?
A sobretaxa encarece produtos nacionais nos EUA, reduzindo competitividade, gerando queda de pedidos e pressionando setores exportadores como agronegócio e indústria.
Quais setores da economia brasileira são mais afetados pelas sanções dos EUA?
Setores que dependem de mercado americano, como carne bovina, suco de laranja, componentes automotivos e tecnologia, sofrem maior retração de demanda.
Como Lula reagiu publicamente ao anúncio das tarifas?
Lula criticou com tom irônico, sugerindo que a família Bolsonaro buscou apoio externo para transferir a crise econômica e proteger interesses políticos internos.
Quais riscos políticos internos surgem a partir dessa disputa?
A tensão fortalece a disputa pela herança de Bolsonaro entre Eduardo e Tarcísio, criando divisões que podem enfraquecer a oposição e afetar a eleição de 2026.