Impeachment de Moraes: campanha de Nikolas ganha força entre senadores mineiros em 2025
em 1 de agosto de 2025 às 17:43A pressão pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atingiu um novo patamar em 2025 com a campanha liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O parlamentar movimentou as redes sociais nesta sexta-feira ao divulgar um site que aponta o posicionamento dos senadores quanto à possibilidade de retirar Moraes do cargo. A ação, que tem apoio direto de parlamentares de Minas Gerais, expõe o incômodo de uma parcela significativa dos políticos com o atual cenário do Judiciário brasileiro.
No Congresso, cabe ao Senado decidir se um impeachment de ministro do STF prospera. São necessários dois terços dos votos, o equivalente a 54 senadores, para afastar um dos 11 ministros. Segundo a lista apócrifa divulgada por Nikolas, 34 senadores já estariam do lado pró-impeachment, enquanto 19 se mostraram contrários e outros 28 permanecem em dúvida.
O que você vai ler neste artigo:
Senadores de Minas Gerais divididos sobre impeachment de Moraes
A bancada mineira vive um intenso debate sobre o apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes. Recentemente, Carlos Viana (Podemos-MG) declarou abertamente seu apoio à saída do ministro, recebendo elogios de Nikolas Ferreira nas redes sociais. “O Brasil precisa de equilíbrio e respeito à Constituição”, escreveu o deputado ao cumprimentar a decisão de Viana.
Outro nome forte de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), é figura ativa nessa pauta, protocolando mais um pedido formal contra Moraes no Senado. No entanto, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente da Casa, faz questão de se posicionar publicamente em defesa do ministro e da independência do Judiciário brasileiro, amenizando a ideia de uma unanimidade mineira contra Moraes.
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Sanções internacionais esquentam crise entre Judiciário e apoiadores de Bolsonaro
A insatisfação dos movimentos bolsonaristas voltou a ganhar destaque com a aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, contra Alexandre de Moraes. Essa sanção tenta isolar financeiramente o ministro, bloqueando bens e restringindo suas operações internacionais. Para os aliados de Jair Bolsonaro, essa é uma resposta à suposta perseguição contra o ex-presidente e seus apoiadores.
No entanto, mesmo diante dessa ofensiva, ministros do STF e apoiadores do Judiciário fazem questão de reforçar a isenção e independência da Corte. O presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, elogiou o empenho e coragem de Moraes em momentos delicados, enquanto o próprio ministro rebateu as acusações de interferência, frisando que todas as decisões são fundamentadas em provas e leis.
Como estão posicionados os senadores sobre o impeachment de Moraes em 2025?
O cenário é dinâmico e revela uma divisão explícita no Senado. Entre os parlamentares favoráveis ao impeachment, nomes como Flávio Bolsonaro, Sergio Moro, Hamilton Mourão, Magno Malta e Damares Alves aparecem ao lado dos representantes mineiros, Carlos Viana e Cleitinho. Do outro lado, senadores ligados ao PT, PDT e ao bloco mais moderado se posicionam ferozmente contra qualquer avanço nesse debate.
No meio desse embate, 28 senadores ainda não definiram seu voto, o que mantém o desfecho indefinido e alimenta o clima de incerteza política. O tema promete monopolizar o noticiário e mobilizar as bancadas conforme próximas sessões do Senado e novas movimentações no STF. A evolução dessa história pode redefinir o relacionamento entre os poderes e sinalizar novos rumos para a democracia brasileira.
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O embate envolvendo o impeachment de Alexandre de Moraes esquenta o cenário político, trazendo nervosismo aos bastidores de Brasília. Os próximos capítulos prometem tensão e disputas intensas entre o Legislativo e o Judiciário, com Minas Gerais agora no centro desse furacão.
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Perguntas frequentes
O que determina o início de um processo de impeachment de ministro do STF?
O processo começa quando um cidadão ou parlamentar protocola um pedido formal de impeachment, fundamentado em supostas infrações penais ou de responsabilidade.
Quantos senadores são necessários para aprovar o impeachment de um ministro do STF?
São necessários dois terços dos votos do Senado, ou seja, 54 dos 81 senadores, para aprovar o impeachment de um ministro.
Qual é o papel do presidente do Senado durante o processo?
O presidente do Senado preside a sessão de julgamento, gerencia o debate e garante o cumprimento das regras regimentais.
Como as sanções da Lei Magnitsky impactam Alexandre de Moraes?
Elas bloqueiam bens e restringem transações financeiras internacionais, buscando isolar o ministro economicamente.
Quais partidos se posicionam contra o impeachment de Moraes?
Senadores ligados ao PT, PDT e ao bloco moderado manifestaram voto contrário ao afastamento do ministro.
O que acontece após a votação favorável ao impeachment no Senado?
Se aprovado, o caso é encaminhado para julgamento final e o ministro fica temporariamente afastado até decisão definitiva.