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Fermi, startup de IA ligada a Trump, enfrenta crise e queda nas ações em 2026

Wilson em 24 de junho de 2026 às 07:58

O cenário de apostas altas e promessas grandiosas parece ter virado do avesso para a Fermi, uma startup de inteligência artificial que ganhou os holofotes em 2025 por ostentar laços próximos ao ex-presidente Donald Trump. Após levantar um impressionante montante de US$ 700 milhões em uma IPO que prometia revolucionar o mercado de energia para data centers nos Estados Unidos, a empresa vive agora seu maior desafio: sobreviver ao colapso das ações e a batalhas internas que dividiram sua diretoria.

O projeto nasceu como uma união improvável entre o polêmico CEO Toby Neugebauer e Rick Perry, ex-governador do Texas e figura chave no governo Trump, com a proposta de construir o maior campus de energia para inteligência artificial nas vastas planícies texanas. O empreendimento rapidamente atraiu investidores seduzidos pelo selo “Projeto Manhattan dos tempos modernos”, mas a euforia inicial deu lugar a dúvidas e perdas financeiras. Continue a leitura para entender por que a Fermi virou protagonista de uma das maiores reviravoltas do mercado tecnológico de 2026.

Da glória ao declínio: promessas não cumpridas e conflitos internos

Quando a Fermi abriu capital, a expectativa era de que grandes empresas tecnológicas disputariam espaço no gigantesco campus inteligente batizado em homenagem a Trump. Porém, nem os incentivos do governo, nem o interesse inicial foram suficientes para garantir contratos robustos.

O fracasso em fechar acordos com locatários de peso acendeu o alerta vermelho: em poucos meses, a startup perdeu mais de US$ 100 milhões em financiamento, e o valor das ações despencou 75%. A pressão só aumentou quando boatos sobre exageros nas promessas de demanda chegaram aos ouvidos dos investidores, culminando numa ação coletiva e na acusação de que a Fermi inflara sua real capacidade e perspectivas de negócios.

No meio do furacão, a relação entre os fundadores desandou. Neugebauer foi demitido e, sem perder o estilo, acusou o conselho — comandado por Perry — de sabotar sua gestão. A demissão ganhou contornos de novela ao envolver acusações públicas de mau comportamento e afastamento de executivos chaves, agravando ainda mais a crise de confiança interna.

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Capitalismo de compadrio e o efeito Trump no mercado

O caso da Fermi gerou debates acalorados entre especialistas sobre a influência do chamado capitalismo de compadrio, prática onde laços políticos podem abrir portas (e carteiras) para negócios de risco.

O próprio nome do campus de Inteligência Artificial rendia à empresa uma aura de proximidade com o poder, atraindo investidores em busca de favores e valorização semelhante às ações viralizadas nas redes sociais. Ann Lipton, renomada professora de direito empresarial, alerta que esse tipo de estratégia pode distorcer princípios fundamentais do capitalismo, criando bolhas perigosas.

E a Fermi não foi caso isolado. Empresas como a GrabAGun Digital Holdings e American Bitcoin, também ligadas ao clã Trump, sofreram quedas impressionantes logo após explorar o boom de IPOs e o entusiasmo político. Todo esse cenário põe em xeque o real valor das startups que buscam no marketing político seu principal diferencial competitivo.

Futuro incerto: o que resta para a Fermi em 2026?

Apesar do momento turbulento, membros otimistas do conselho ainda apostam nas licenças ambientais — um trunfo valioso em tempos de escassez energética — e em contratos para fornecimento de água, como os selados com a cidade de Amarillo. Porém, imagens recentes da área mostram que o tão prometido complexo ainda está longe de sair do papel.

Especialistas do setor reforçam: grandes projetos exigem confiança, visão clara e, principalmente, entrega consistente. Fatos recentes apontam na direção oposta. Ben Alingh, executivo da Monarch Energy, disse que faltou foco à Fermi, algo que ficou escancarado pela saída de executivos, rompimentos abruptos com possíveis parceiros como a Oracle e mudanças frequentes de liderança.

A história da Fermi é um retrato do quanto promessas grandiosas podem entusiasmar, mas também derrubar empresas quando não acompanhadas de resultados palpáveis. Os próximos meses serão decisivos para saber se o projeto sai do papel ou entra para o rol das lendas fracassadas do Vale do Silício texano.

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O desenrolar da crise da Fermi expõe como o risco e a expectativa podem andar de mãos dadas no universo das startups de IA — principalmente aquelas motivadas por apoios políticos e estratégias de marketing arrojadas. Seja qual for o destino da empresa, fica o alerta para investidores: cautela nunca é demais para quem aposta em promessas de crescimento acelerado.

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Perguntas frequentes

O que causou a queda das ações da startup Fermi?

A queda foi provocada pelo fracasso em fechar contratos importantes, perdas financeiras e dúvidas sobre a real capacidade da empresa.

Quem são os principais fundadores da Fermi?

Toby Neugebauer, CEO polêmico, e Rick Perry, ex-governador do Texas, são os nomes ligados à fundação da Fermi.

Qual foi a promessa inicial da Fermi para o mercado de IA?

Criar o maior campus de energia para inteligência artificial e revolucionar a infraestrutura para data centers nos EUA.

Como o relacionamento entre os fundadores impactou a startup?

Conflitos internos e a demissão de Neugebauer agravaram a crise, afetando a confiança e a estabilidade da empresa.

O que especialistas dizem sobre o papel do capitalismo de compadrio no caso Fermi?

Alertam que o favorecimento político pode distorcer o mercado, criar bolhas e aumentar riscos para investidores.

Wilson

Apaixonado por tudo o que acontece no mundo das celebridades, Wilson é aquele amigo que sempre sabe de um babado antes de sair na mídia. Com um olhar afiado para as últimas tendências da moda e um radar ligado nos bastidores das estrelas, ele mistura informação com entretenimento como ninguém.

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