Eugênio Bucci critica ataques à democracia e alerta para riscos em 2026
em 6 de julho de 2025 às 16:58O jornalista Eugênio Bucci voltou a chamar atenção às ameaças que a democracia brasileira enfrentou nos últimos anos, especialmente durante a gestão de Jair Bolsonaro. Na esteira dos atos pela anistia aos condenados do 8 de janeiro, realizados na Avenida Paulista, Bucci reforça o perigo do esquecimento e de eventual impunidade para os ataques ao Estado Democrático de Direito. Sua análise está no recém-lançado livro Que Não Se Repita – A quase morte da democracia brasileira, um convite à reflexão sobre os erros cometidos e os obstáculos que ainda ameaçam o país.
Bucci avalia que episódios ocorridos entre 2019 e 2022 deixaram fissuras profundas na democracia. Nas palavras do autor, é urgente manter viva a memória nacional diante das tentativas de revisar e apagar o passado recente. Continue lendo para entender os pontos principais dessa discussão e o que esperar do cenário que se desenha até as próximas eleições.
O que você vai ler neste artigo:
Memória ameaçada e o papel das novas gerações
Para Eugênio Bucci, a luta para que a democracia brasileira não volte a ser ameaçada passa, necessariamente, pelo resgate e manutenção da memória coletiva. O jornalista destaca que há uma tendência na sociedade global de valorizar apenas o presente, ignorando lições do passado. Segundo ele, essa ‘amnésia social’ cria terreno fértil para distorções históricas e abre portas para discursos perigosos.
Bucci critica fortemente declarações que relativizam até mesmo o que foi a ditadura militar no Brasil, ressaltando que esse tipo de afirmação dificulta o aprendizado com erros antigos. Para o autor, o perigo mora justamente na tentativa de reescrever fatos já comprovados, tornando possível a repetição dos mesmos equívocos, agora com maior intensidade graças à velocidade da comunicação digital e das redes sociais.
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A ascensão da extrema direita e o futuro incerto
Os acontecimentos no Brasil fazem parte de um cenário global de avanço de ideologias ultraconservadoras. Segundo Bucci, figuras como Donald Trump e o fortalecimento de partidos extremistas na Europa demonstram que o risco não é isolado. O jornalista alerta contra propostas que, travestidas de defesa do mercado ou propriedade privada, mascaram planos para desestabilizar pilares democráticos.
O caso brasileiro e o desafio das eleições em 2026
Mesmo com Bolsonaro atualmente inelegível, Bucci aponta que a base ideológica do chamado bolsonarismo se consolidou no país. Ele sugere que o ressentimento e o discurso antidemocrático conquistaram espaço permanente, independentemente da presença do ex-presidente na disputa eleitoral.
“O esgotamento da representatividade do Estado Democrático de Direito pode desencadear novas aventuras políticas”, comenta Bucci. Para ele, as eleições de 2026 serão decisivas, podendo mostrar se o país aprendeu com os traumas recentes ou se está destinado a revivê-los.
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Fica claro que o caminho para fortalecer a democracia exige vigilância, mobilização e, acima de tudo, compromisso em não esquecer.
O alerta de Eugênio Bucci sobre a democracia brasileira joga luz sobre a necessidade de enfrentar o revisionismo e lutar por justiça real, especialmente com tantas incertezas no horizonte político. Se você gostou do artigo, inscreva-se em nossa newsletter e continue por dentro das principais fofocas e bastidores do cenário nacional. Sua participação é fundamental para fortalecer a informação de qualidade!
Perguntas frequentes
Quais foram as principais fissuras na democracia entre 2019 e 2022?
Segundo Bucci, ataques institucionais, relativização da ditadura e discursos de ódio criaram abalos na confiança nas instituições democráticas.
Por que revisar a história da ditadura é tão perigoso?
Reescrever eventos comprovados mina a aprendizagem com erros passados, facilitando a repetição de práticas autoritárias.
Como o bolsonarismo influenciou discursos antidemocráticos?
O movimento consolidou narrativas que deslegitimam eleições e instituições, mesmo com o ex-presidente inelegível.
Qual o papel das redes sociais na difusão de ideias ultraconservadoras?
Plataformas digitais aceleram a propagação de informações falsas e discursos de ódio, reforçando bolsonarismo e extremismo.
O que está em jogo nas eleições de 2026 para a democracia?
Elas definirão se o país aprendeu com traumas recentes ou repetirá desvios autoritários, consolidando ou fragilizando o Estado de Direito.