Defesa de ex-assessor de Bolsonaro rebate acusações e nega ação ilegal contra Moraes
em 9 de dezembro de 2025 às 16:58A defesa do coronel Marcelo Câmara, ex-assessor direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, veio a público nesta terça-feira (9) refutar as acusações de que o militar teria realizado monitoramento ilegal do ministro Alexandre de Moraes. As denúncias ganharam repercussão nacional, especialmente após a Procuradoria-Geral da República (PGR) colocar o nome de Câmara no centro das investigações do chamado ‘Núcleo 2’ – grupo apontado como responsável por uma trama antidemocrática nos dias finais do governo Bolsonaro.
De acordo com documentos apresentados pela defesa durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), o militar está preso desde junho e as provas usadas na denúncia teriam sido mal interpretadas. Ocorre que as mensagens interceptadas, retiradas do celular de Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e hoje delator – mencionam um suposto repasse de informações sobre o paradeiro de Moraes em dezembro de 2022. No episódio polêmico, o ministro do STF teria sido chamado de “professora” no diálogo que bastou para levantar suspeitas.
O advogado Luiz Eduardo Kuntz, que representa Câmara, fez questão de destacar a proximidade do militar com a cúpula bolsonarista, porém negou qualquer envolvimento em plano ilegal ou tentativa de golpe. O caso segue em ritmo acelerado, enquanto o Brasil aguarda os próximos desdobramentos deste capítulo que mexe com o noticiário político e, claro, movimenta os bastidores de Brasília.
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Defesa alega funções administrativas de Câmara e descarta envolvimento em ações extremas
Nesta audiência acalorada no STF, os advogados insistiram que todas as atividades do coronel durante o período eleitoral tinham objetivos administrativos. Kuntz explicou que qualquer pesquisa ou levantamento feito era baseado em informações públicas e a pedido de Mauro Cid, nunca com viés de espionagem direcionado a autoridades do Judiciário.
Segundo o defensor, Marcelo Câmara era responsável por coordenar a logística de encontros do então presidente e garantir a segurança relacionada às agendas oficiais. Um dos exemplos apresentando foi a identificação de um possível risco em uma viagem ao Norte do país, quando, graças às checagens em fontes abertas, conseguiu-se evitar um provável contato com pessoas de má índole.
Negativa de envolvimento no plano ‘Punhal Verde Amarelo’
Outro ponto fundamental da sustentação foi a negativa total sobre o suposto envolvimento do militar no plano ‘Punhal Verde Amarelo’. A PGR acusa alguns integrantes do grupo de traçar estratégias para eliminar figuras do alto escalão político e judiciário brasileiro, incluindo o próprio Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice Geraldo Alckmin.
Kuntz ressaltou que Câmara não participou de qualquer plano de ação violenta e não teve sequer conhecimento prévio das tratativas denunciadas. Em tom incisivo, declarou que, caso fosse informado sobre alguma conduta criminosa, o militar tomaria medidas para impedir qualquer aventura golpista.
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Réus do ‘Núcleo 2’ enfrentam múltiplas acusações e julgamento segue sob holofotes
O processo analisado nesta terça-feira abrange outros nomes de peso da gestão passada. Entre eles, Filipe Martins, ex-assessor internacional de Bolsonaro, Silvinei Vasques – que até recentemente ocupava o topo da Polícia Rodoviária Federal – e altos quadros do Ministério da Justiça.
De acordo com a denúncia, o grupo responderá por crimes como organização criminosa armada, tentativa de derrubar o Estado Democrático de Direito e danos a patrimônio público. O caso está sendo tratado como um dos julgamentos mais emblemáticos do momento, levando autoridades e público a cercarem de expectativa a decisão final do STF.
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A defesa de Marcelo Câmara segue firme em sua estratégia e aposta que o material apresentado seja suficiente para afastar o militar de todas as acusações. Os próximos dias prometem fortes emoções e reviravoltas, já que o desfecho pode alterar profundamente as discussões sobre responsabilidade política e o futuro dos réus do chamado ‘Núcleo 2’.
O julgamento movimenta a cena política em Brasília e promete revelar muita coisa sobre os bastidores do poder. Se ficou curioso para acompanhar cada detalhe desse caso e não perder nenhuma fofoca exclusiva, inscreva-se na nossa newsletter. Receba em primeira mão tudo o que acontece no universo das celebridades e dos bastidores políticos mais comentados do Brasil!
Perguntas frequentes
Quem compõe o chamado ‘Núcleo 2’ investigado pelo STF?
O ‘Núcleo 2’ é um grupo formado por ex-assessores e autoridades ligadas ao governo Bolsonaro, investigado por supostas ações antidemocráticas.
Qual a função oficial do coronel Marcelo Câmara durante o governo Bolsonaro?
Marcelo Câmara atuava na coordenação logística e segurança das agendas oficiais do ex-presidente, com atribuições administrativas.
Por que Marcelo Câmara está preso desde junho?
Ele está detido devido às investigações que envolvem suposto monitoramento ilegal e participação em atividades ligadas a um plano antidemocrático.
O que significa a menção ao plano ‘Punhal Verde Amarelo’ no processo?
É um suposto esquema acusado de planejar ações violentas contra autoridades políticas e judiciais, que teria ligação com alguns investigados do ‘Núcleo 2’.
Como a defesa de Marcelo Câmara justifica suas ações?
A defesa argumenta que as atividades do coronel eram administrativas, baseadas em informações públicas, sem envolvimento em espionagem ou planos criminosos.