Crise em Minneapolis: ICE vira negócio bilionário enquanto moradores resistem em 2026
em 24 de janeiro de 2026 às 08:01Minneapolis está no centro de uma explosiva polêmica em 2026. A cidade, palco de protestos históricos após a morte de George Floyd, agora enfrenta novos desafios com a atuação da ICE, agência de imigração dos Estados Unidos. O fato mais marcante: moradores se organizam em redes de apoio para proteger imigrantes, enquanto denúncias apontam para um esquema bilionário que beneficia aliados do ex-presidente Donald Trump dentro da agência.
O episódio que acendeu os ânimos da comunidade ocorreu em janeiro, quando Renee Nicole Good, norte-americana de 37 anos, foi morta por um agente da ICE durante uma operação noturna. O caso reacendeu temores sobre abuso de poder por parte da agência federal, ao mesmo tempo que revelou um cenário financeiro e político controverso por trás das ações da ICE. Acompanhe os detalhes deste enredo que tem mantido Minneapolis sob tensão e virou tema nacional em ano eleitoral.
O que você vai ler neste artigo:
Mobilização popular enfrenta táticas da ICE nas ruas
Com o risco cada vez mais presente das operações da ICE, a população local decidiu agir. Grupos comunitários se articulam por toda Minneapolis, usando apitos e redes digitais para avisar sobre a movimentação de veículos suspeitos. Muitos preferem não sair de casa quando suspeitam de operações. Voluntários distribuem alimentos, monitoram ruas e até registram possíveis excessos cometidos por agentes.
A rotina de vigilância virou parte do dia a dia em bairros que concentram famílias de imigrantes. Segundo líderes locais, tudo é feito dentro da lei: observação, registro de placas e sinais de alerta, além de denúncias articuladas junto às autoridades. A prefeitura já chegou a autorizar aulas remotas em regiões mais afetadas, buscando proteger crianças e jovens do contato direto com agentes da agência de imigração.
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Milhões em contratos e consultorias nos bastidores da agência
Por trás das operações ostensivas da ICE, surge outro ingrediente polêmico: contratos públicos milionários alimentam empresas privadas e figuras ligadas à cúpula política do país. O destaque fica para Tom Homan, ex-diretor da agência, investigado por supostamente montar um esquema de consultorias lucrativas e garantir participação de aliados em grandes licitações. Documentos do FBI apontam que promessas de contratos federais estavam atreladas a interesses eleitorais e retorno de políticos ao poder.
Desde a promulgação da lei One Big Beautiful Bill Act (OBBBA), em julho de 2025, a realidade financeira da agência mudou radicalmente. O orçamento anual foi triplicado, passando para US$ 27,7 bilhões – tornando a ICE a instituição federal mais bem financiada dos EUA. O investimento impulsionou empresas como a Constellis Holdings, conglomerado surgido de fusões de companhias de segurança privada, que hoje abocanha contratos vultosos para fornecer pessoal e tecnologia à agência.
Política e impunidade se misturam ao aparato de deportação
Os contratos milionários não são o único ponto alarmante. Especialistas e ativistas denunciam o endurecimento das operações: a OBBBA não só ampliou o orçamento, como conferiu imunidade quase total aos agentes da ICE. Vítimas relatam abordagens extremamente agressivas, violações de direitos e até deportações de cidadãos norte-americanos, como no controverso caso de Renee Nicole Good.
Entidades de direitos humanos reclamam da ‘blindagem’ oferecida aos agentes, enquanto Minneapolis tenta equilibrar tensão social e proteção comunitária. O clima de desconfiança aumentou com denúncias sobre interesses privados na máquina de deportações. A atuação da ICE em 2026 resume o cenário político dos EUA: polarização máxima, dinheiro em jogo e moradores comuns lutando para garantir a própria segurança.
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A tensão em Minneapolis mostra como a atuação da ICE se tornou um divisor de águas no debate sobre imigração e segurança nos Estados Unidos. Entre redes de resistência e vultosos contratos para empresas e aliados políticos, a agência centraliza as atenções, levantando debates urgentes sobre direitos, política e ética nas ações federais.
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Perguntas frequentes
O que é a ICE e qual seu papel nos Estados Unidos?
A ICE (Immigration and Customs Enforcement) é a agência federal responsável pela aplicação das leis de imigração e fiscalização aduaneira nos EUA.
Qual foi o impacto da lei One Big Beautiful Bill Act na ICE?
A OBBBA aumentou o orçamento da ICE para US$ 27,7 bilhões e concedeu imunidade ampliada aos agentes, potencializando as operações e fiscalização.
Como a comunidade de Minneapolis tem reagido às operações da ICE?
Moradores criaram redes de apoio, usam vigilância cidadã e organizam ações para proteger imigrantes e denunciar abusos.
Quem é Tom Homan e qual sua relação com a ICE?
Tom Homan é ex-diretor da ICE investigado por suspeita de montar esquemas de consultorias e influenciar contratos milionários ligados à agência.
Quais são as principais denúncias contra a atuação da ICE em 2026?
Denúncias incluem abuso de poder, deportações ilegais, violações de direitos humanos e um esquema bilionário envolvendo aliados políticos na agência.