Programas de TV, TV

Advogado de condenado por terrorismo afirma que sentença foi baseada em ‘inferências’

Wilson em 10 de junho de 2026 às 09:01

O caso envolvendo Thiago Barboza, preso por terrorismo após ser flagrado com explosivos e ameaçar o presidente Lula em redes sociais, ganhou novos capítulos. Sua defesa alega que a condenação envolve apenas “inferências” — o que teria, segundo o advogado Vinícius dos Santos, sido determinante para a sentença de oito anos atrás das grades. O recurso do réu, protocolado no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, reacendeu o debate nas esferas jurídicas e políticas em 2026.

Os documentos revelam que Barboza não apenas armazenava artefatos explosivos, como reincidia em fóruns extremistas com comentários ameaçadores, inclusive direcionados a autoridades de peso como Lula. Com o agravante das imagens publicadas em que retratava o presidente como “inimigo” e defensor da “narco-democracia”, o episódio virou pauta nacional e dividiu opiniões quanto ao rigor e à precisão do julgamento.

Defesa aposta em recurso, alegando falta de provas concretas

No pedido recente à Justiça, a defesa de Barboza argumentou que o processo careceu de evidências definitivas sobre preparação ou tentativa de atos terroristas. O advogado destacou nos autos que “a condenação resulta de raciocínio indiciário acumulativo”, defendendo que não houve fatos concretos suficientes que justifiquem a prisão. Segundo ele, o simples fato de ter explosivos e postar comentários radicais estaria longe de configurar, isoladamente, preparação para um atentado.

O conteúdo do recurso é taxativo: “A posse de objetos de uso ambíguo, interesse por conteúdo ideológico, e ocultação digital não bastam para caracterizar ato preparatório de terrorismo.” Para Vinícius dos Santos, seria necessário que a acusação comprovasse de forma cabal a destinação concreta desses itens para um ataque iminente.

Leia também: Goiano conquista audiência do MasterChef Brasil com culinária raiz em 2026

Leia também: Claudio Andrade revela desejo de entrar em ‘A Fazenda’ e comenta passado polêmico em 2026

Barboza acumula trocas de presídios, pede para ir para a penitenciária dos famosos

O drama de Thiago Barboza não se limita ao processo. Em carta à 2ª Vara Federal de São Carlos, o condenado revelou ter passado por dez transferências de presídio em apenas sete meses. O relato aponta episódios de ameaças e conflitos internos, reforçando um clima de tensão constante em sua rotina carcerária. Atualmente, ele está detido em Presidente Prudente (SP), mas aguarda o resultado de um pedido para ser transferido para Tremembé – conhecido por abrigar detentos de alta notoriedade como o ex-jogador Robinho.

O pedido ainda não foi analisado pela Justiça, mas a movimentação de Barboza em busca de segurança acende um alerta sobre as condições do sistema penitenciário brasileiro e os riscos enfrentados por presos de grande exposição midiática.

Lei antiterrorismo: entenda o que é considerado crime

A Lei 13.260/2016, que embasa condenações como a de Barboza, estabelece critérios rígidos para configurar o terrorismo no Brasil. Entre os pontos-chave estão:

  • Uso, posse ou transporte de explosivos e outras substâncias perigosas;
  • Ameaças a vidas, patrimônio ou serviços essenciais;
  • Ações motivadas por xenofobia, preconceito ou com intenção de incutir pânico social.

Leia também: Memphis Depay leva barbearia do Corinthians para o acampamento da Seleção dos Países Baixos em 2026

A legislação prevê penas pesadas, que vão de 12 a 30 anos de prisão, dependendo do grau de ameaça e do tipo de ato praticado. O rigor da lei reacende discussões sobre liberdade de expressão versus riscos de atos extremistas e a linha tênue que separa crimes consumados de preparatórios.

O caso Barboza segue como exemplo de como o sistema de Justiça lida com crimes ideológicos e aumenta o debate sobre os limites da repressão e da investigação no contexto social brasileiro. Se você achou este caso curioso e não quer perder nenhuma fofoca de impacto, aproveite para assinar nossa newsletter e ficar por dentro de tudo!

Perguntas frequentes

O que a Lei Antiterrorismo brasileira prevê como crime?

A Lei 13.260/2016 considera crime o uso, posse ou transporte de explosivos, ameaças a vidas ou patrimônio, e ações que incitam pânico social.

Quais são as penas previstas para atos de terrorismo no Brasil?

As penas variam de 12 a 30 anos de prisão, conforme o grau da ameaça e o tipo de ato praticado.

Como ocorre um recurso em casos de condenação por terrorismo?

A defesa pode apresentar um recurso ao tribunal alegando falta de provas concretas e questionando a validade das evidências.

Quais os desafios enfrentados por presos de alta notoriedade no sistema prisional brasileiro?

Eles enfrentam transferências frequentes, ameaças e conflitos internos, buscando até prisões com condições de maior segurança.

Qual a importância do debate entre liberdade de expressão e repressão a atos extremistas?

Esse debate define os limites legais para distinguir entre opinião e crimes preparatórios ou consumados, garantindo direitos e segurança pública.

Wilson

Apaixonado por tudo o que acontece no mundo das celebridades, Wilson é aquele amigo que sempre sabe de um babado antes de sair na mídia. Com um olhar afiado para as últimas tendências da moda e um radar ligado nos bastidores das estrelas, ele mistura informação com entretenimento como ninguém.

8520 artigos escritos

Receba notícias em primeira mão

Ao clicar em 'Quero receber notícias', declaro que conheço a Política de Privacidade e autorizo a utilização das minhas informações para receber e-mails e notificações.
Carregando...