Apocalipse nos Trópicos: documentário da Netflix mostra bastidores explosivos da fé evangélica e política no Brasil
em 3 de julho de 2025 às 09:37Apocalipse nos Trópicos, novo documentário comandado por Petra Costa, chega ao catálogo da Netflix em 14 de julho de 2025 e já causa burburinho pelo país. A produção promete expor os bastidores da influência da fé evangélica no cenário político brasileiro e reúne nomes de peso como Silas Malafaia, Jair Bolsonaro e Lula para discutir o assunto. O filme tem estreia garantida nas telonas de São Paulo e Rio de Janeiro antes de aterrissar no streaming, atiçando o público que gosta de política, religião e, claro, polêmicas de bastidor.
Em um momento em que os evangélicos somam quase 27% da população brasileira e revelam força até mesmo entre as crianças, a proposta de Apocalipse nos Trópicos é colocar a luz exatamente sobre aqueles que comandam essas tendências. Quer saber o que o documentário mostra e o que rolou por trás das câmeras? Siga a leitura!
O que você vai ler neste artigo:
Religião evangélica ganha protagonismo na política nacional
Quando o assunto é poder, poucos temas têm chamado mais atenção recentemente do que a presença crescente dos evangélicos nos corredores de Brasília. O documentário parte de imagens inéditas de Democracia em Vertigem para investigar como líderes religiosos e políticos se entrelaçaram nos últimos anos.
A diretora Petra Costa, ao lado da produtora Alessandra Orofino, busca entender o alcance desse fenômeno, ouvindo desde pastores influentes até fiéis comuns. O filme também mostra a atuação das igrejas durante a pandemia, ressaltando o apoio prestado nas comunidades e, ao mesmo tempo, as mensagens controversas que circularam entre os púlpitos, como afirmações de que “Jesus cura a Covid”. Para quem acha que religião e Estado caminham separados no Brasil, as cenas trazem uma baita provocação.
Leia também: Globoplay revela estreias imperdíveis para o mês de julho de 2025
Silas Malafaia, Bolsonaro e Lula: protagonistas em lados opostos
Apocalipse nos Trópicos não economiza em nomes de peso. A participação de Silas Malafaia, que soma milhões de seguidores, é central na trama. As imagens escancaram sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, revelando reuniões, bastidores e alianças pouco conhecidas do público em geral.
Vozes diversas ampliam o debate
O filme não se limita à direita evangélica. Petra Costa faz questão de cruzar depoimentos de evangélicos de múltiplos espectros políticos, mostrando como a manipulação da fé para fins eleitorais gera revolta até no meio religioso. A intenção, segundo as diretoras, é provocar o debate e não bater martelo sobre nenhuma versão única dos fatos.
Leia também: Disney e Coca-Cola surpreendem fãs com coleção Star Wars em 2025
Tensões, bastidores e perigos durante as filmagens
A busca por essas imagens não veio sem riscos. A equipe relata episódios de violência, como durante as invasões em Brasília em 2023, quando manifestantes chegaram a engolir cartões de memória para esconder imagens comprometedoras. Em outros momentos, membros da equipe foram agredidos em manifestações públicas, o que evidencia o grau de intolerância e polarização que ronda o tema.
Por outro lado, líderes religiosos e políticos demonstraram cordialidade nos bastidores, em um contraste curioso com o discurso inflamado que levam para as multidões.
A fé evangélica no centro do debate democrático
Qual o limite entre convicção religiosa e interesse político? O documentário evita diagnósticos fáceis, mas deixa claro o alerta sobre o uso da fé como trampolim para a conquista de poder. Alessandra Orofino reforça que o crescimento dos evangélicos não é ameaçador por si — mas sim o uso estratégico dessa influência nas eleições e na condução do país.
Leia também: Expansão surpreende: HDB Financial Services aposta alto em novos setores em 2025
Se por um lado isso pode corromper a própria espiritualidade evangélica, por outro representa riscos para a democracia brasileira, que depende da separação entre crenças e normas públicas. O debate está lançado e promete render novas conversas nos próximos meses.
A fé evangélica e sua relação com a política nunca estiveram tão em foco quanto agora, e Apocalipse nos Trópicos chega para jogar luz onde antes reinava o silêncio. Se curtiu essa fofoca de bastidor e quer receber mais novidades fresquinhas, inscreva-se na nossa newsletter para não perder nenhum lance dos bastidores do poder!
Perguntas frequentes
Quem é Petra Costa e qual a relevância de sua direção em Apocalipse nos Trópicos?
Petra Costa é cineasta brasileira premiada, conhecida por ‘Democracia em Vertigem’. Em Apocalipse nos Trópicos, ela continua a explorar temas políticos com abordagem pessoal e investigativa.
Quando e onde será possível assistir ao documentário?
Apocalipse nos Trópicos estreia em 14 de julho de 2025 na Netflix, com pré-estreias nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Quais líderes políticos e religiosos participam do filme?
O documentário traz depoimentos de Silas Malafaia, Jair Bolsonaro e Lula, além de pastores e fiéis de diferentes espectros dentro da comunidade evangélica.
Que conexões existem entre Apocalipse nos Trópicos e Democracia em Vertigem?
O filme usa imagens inéditas de Democracia em Vertigem para contextualizar o entrelaçamento entre fé evangélica e poder político, ampliando a narrativa de 2019.
Quais desafios a equipe enfrentou durante as gravações?
A equipe lidou com invasões em Brasília, destruição e até ingestão de cartões de memória por manifestantes, além de episódios de agressão em manifestações públicas.
Como Apocalipse nos Trópicos pode impactar futuras discussões sobre fé e política?
Ao expor bastidores e depoimentos, o documentário provoca reflexão sobre a separação entre convicção religiosa e interesse político, influenciando debates eleitorais.