Trump sanciona líder cubano Miguel Díaz-Canel no aniversário dos protestos de 2021
em 12 de julho de 2025 às 18:58Em uma movimentação que promete causar novas tensões no cenário internacional, o governo Trump sancionou, nesta sexta-feira, o líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, justamente quando se completam quatro anos dos históricos protestos populares de 2021 na ilha. O Departamento de Estado americano justificou a medida destacando as respostas autoritárias do regime cubano, que resultaram em centenas de prisões arbitrárias e um clima de forte repressão contra manifestantes.
Ao detalhar as sanções, as autoridades dos EUA ressaltaram que, além de Díaz-Canel, outros nomes de peso do governo cubano também entraram na mira de restrições, como o ministro da Defesa, Álvaro López Miera, e o ministro do Interior, Lázaro Alberto Álvarez Casas — todos agora proibidos de viajar aos Estados Unidos, junto com suas famílias. As ações endurecem ainda mais a relação entre Washington e Havana, especialmente após os episódios turbulentos de julho de 2021. Leia os próximos tópicos para entender tudo sobre os impactos e os bastidores dessas sanções inéditas.
O que você vai ler neste artigo:
Punição inédita marca quatro anos dos protestos contra a ditadura de Cuba
Em 11 de julho de 2021, ruas de várias cidades cubanas foram palco de manifestações históricas. Cidadãos protestavam contra a falta de alimentos, medicamentos e liberdade política. A resposta do governo foi dura: mais de 1.400 pessoas foram detidas, segundo dados do próprio Departamento de Estado americano. Agora, em 2025, Trump aponta Díaz-Canel como principal responsável pela repressão, justificando a entrada de seu nome e de outros líderes na “Seção 7031(c)”, que veta a entrada dessas figuras autoritárias em território americano.
O secretário de Estado, Marco Rubio, foi enfático ao declarar que as sanções pretendem pressionar o regime a responder por inúmeras violações de direitos humanos. Ele afirmou que centenas de cubanos seguem presos injustamente, expostos a torturas e abusos — quadro que, segundo o governo americano, não pode passar impune. Para completar, o Secretário, de ascendência cubana, anunciou restrições a funcionários do Judiciário e do sistema prisional, que também colaboraram com a repressão aos protestos.
Restrição a hotéis, turismo e negócios reforça pressão sobre Havana
As sanções de Trump vão além das restrições pessoais. Em um pacote mais amplo, a Casa Branca adicionou 11 hotéis, incluindo o luxuoso Torre K, à lista de empresas bloqueadas para transações e estadias por parte de americanos. O objetivo é cortar o envio de recursos que, segundo Washington, sustentam os escalões do regime cubano, especialmente o poderoso Grupo de Administração Empresarial S.A. (GAESA), ligado diretamente às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.
No memorando oficial divulgado em junho, o presidente americano também proibiu qualquer transação financeira — direta ou indireta — com entidades militares cubanas. Além disso, ficou clara a intenção de reforçar a proibição legal de turismo americano na ilha, medida já existente mas que agora ganha colher de ferro diante das últimas repressões.
Impactos imediatos e clima nas ruas
Medidas tão drásticas prometem não só isolar ainda mais o governo de Díaz-Canel, mas também reacender debates sobre liberdade, democracia e direitos humanos em Cuba. Enquanto Washington aposta na pressão econômica e política, o regime cubano repete o discurso de soberania e denúncia contra supostos interesses estrangeiros. Nas ruas de Havana, o efeito é sentido no bolso e no cotidiano, com dificuldades agravadas pela escassez e restrições ao setor de turismo, fonte vital de recursos para a economia local.
Leia também: André Janones acusa deputados bolsonaristas de agressão em tumulto na Câmara; entenda tudo
Ao reafirmar sua posição dura, Trump sinaliza que a relação entre EUA e Cuba seguirá marcada por embates e sanções fortes. É mais um capítulo tenso que promete movimentar o noticiário internacional nos próximos meses.
Se você se interessa por notícias que mostram os bastidores do poder e as reações mundiais, não deixe de acompanhar nossa cobertura exclusiva sobre Cuba. E claro, para não perder nenhuma fofoca quente sobre política internacional, inscreva-se em nossa newsletter e receba conteúdos fresquinhos diretamente no seu e-mail. Fique de olho!
Perguntas frequentes
Quais dirigentes cubanos estão sancionados por Trump?
Além de Miguel Díaz-Canel, foram incluídos na lista o ministro da Defesa Álvaro López Miera, o ministro do Interior Lázaro Álvarez Casas e outros integrantes do Judiciário e do sistema prisional cubano.
O que é a Seção 7031(c) citada nas sanções?
É um dispositivo da lei orçamentária dos EUA que veta a entrada em território americano de indivíduos acusados de violar direitos humanos ou de praticar atos autoritários.
Como as restrições afetam o turismo americano em Cuba?
Foi reforçada a proibição de turistas dos EUA de se hospedarem em 11 hotéis, entre eles o Torre K, e de fazer transações financeiras com entidades militares cubanas.
Quais empresas cubanas foram bloqueadas para transações americanas?
Foram incluídos 11 hotéis de luxo, vinculados ao Grupo de Administração Empresarial S.A. (GAESA), e quaisquer entidades financeiras ligadas às Forças Armadas de Cuba.
Qual é o objetivo principal dessas sanções dos EUA?
O principal objetivo é pressionar o regime cubano a responder pelas prisões arbitrárias, torturas e abusos de direitos humanos registrados nos protestos de julho de 2021.
Como o governo cubano reagiu às novas sanções?
O regime reafirmou seu discurso de soberania, acusou os EUA de intervencionismo e criticou as medidas como tentativas de minar a revolução cubana.