Tribunal dos EUA considera maioria das tarifas de Trump ilegais e pode mudar cenário do comércio global em 2025
em 30 de agosto de 2025 às 16:01O Tribunal de Apelações dos Estados Unidos balançou o coreto político nesta sexta-feira ao considerar ilegal a maior parte das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. A decisão, tornada pública em 29 de agosto, já movimenta bastidores em Washington e pode provocar profundas mudanças nos rumos da política comercial global ainda em 2025.
O pronunciamento, que impacta tarifas aplicadas a países estratégicos como Brasil, China, México e Canadá, promete abrir um embate jurídico de peso envolvendo poderes presidenciais, economia internacional e, claro, a influência do Congresso sobre medidas comerciais.
Enquanto as discussões esquentam, a decisão só começa a valer em 14 de outubro, prazo concedido para possíveis recursos à Suprema Corte americana. A tendência é que a equipe de Trump não deixe barato e leve a briga até o último tribunal possível.
O que você vai ler neste artigo:
Como a decisão pode afetar acordos globais e a economia dos EUA
Especialistas já alertam: se confirmada, a decisão pode forçar os Estados Unidos a rever uma série de acordos bilionários, além de encorajar nações afetadas pelas tarifas a cobrarem compensações.
Vale lembrar que, durante seu mandato, Trump justificou as tarifas — algumas de até 10% — usando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Ele alegava que desequilíbrios no comércio exterior eram ameaça direta à segurança nacional. Só que, segundo os juízes, essa lei não fala em tarifas e tampouco autoriza o presidente a impô-las sem aval do Congresso.
O que diz o tribunal sobre o poder do presidente
A decisão de 127 páginas foi clara: o Congresso nunca quis dar carta branca para o presidente criar tarifas. Historicamente, quando os parlamentares querem permitir esse tipo de ação, a lei traz os termos “tarifa” ou “imposto” de forma explícita, deixando claro os limites e procedimentos — o que não foi o caso na lei usada por Trump.
Analistas apontam que a Suprema Corte, no contexto atual, tem histórico de evitar expansões excessivas do poder presidencial sem respaldo legal claro. Ainda assim, a composição do tribunal, majoritariamente alinhada a indicados republicanos (seis dos nove ministros), adiciona uma nova camada de tensão ao caso.
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Reações em alta voltagem: Trump, Casa Branca e o mercado
Donald Trump não demorou a reagir. Em sua rede social favorita, classificou o julgamento como um “desastre” e previu o “colapso financeiro” se as tarifas forem derrubadas. Na visão dele, retirar as barreiras econômicas enfraqueceria o país, tornando-o presa fácil para concorrentes globais.
Por outro lado, a Casa Branca foi cautelosa, lembrando que decisões desse tipo podem obrigar o governo a pagar bilhões em compensações e prejudicar empresas americanas já adaptadas às regras tarifárias.
Bastidores: quem realmente perde (ou ganha) com a disputa
A confusão judicial começou após protestos de pequenas empresas e estados americanos, que se sentiram prejudicados pelo aumento dos custos de importação. Empresas recorreram dizendo que as tarifas criaram um ambiente imprevisível, afetando contratos e parcerias com fornecedores de fora.
Há quem veja na decisão do tribunal uma chance de retomar diálogos construtivos com parceiros estratégicos e, claro, aquecer a economia global — assunto quente em ano pré-eleitoral, quando nenhum governo quer parecer ‘fraco’.
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Diante deste cenário agitado, o mundo inteiro está de olho nos próximos passos da Suprema Corte dos Estados Unidos. Independente de como terminar esse imbróglio, o tema das tarifas de Trump segue no centro do debate econômico em 2025 e deve mexer com o jogo de forças entre Congresso, Casa Branca e as grandes nações comerciais.
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Perguntas frequentes
O que motivou a maioria das tarifas de Trump a serem consideradas ilegais?
Os juízes entenderam que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não autoriza implicitamente a criação de tarifas sem aprovação expressa do Congresso.
Qual lei Trump usou para justificar as tarifas e por que ela foi contestada?
Trump fundamentou-se na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, mas o tribunal apontou que ela não menciona tarifas e carece de autorização clara para esse fim.
Quando a decisão começa a valer e qual o prazo para recursos?
A decisão entra em vigor em 14 de outubro, e as partes têm até essa data para apresentar recursos à Suprema Corte dos Estados Unidos.
Quais países foram mais afetados pelas tarifas impostas por Trump?
Brasil, China, México e Canadá receberam as maiores alíquotas, algumas chegando a 10%, antes de a corte considerar a medida ilegal.
Qual o papel do Congresso na criação de tarifas segundo a decisão?
O tribunal ressaltou que apenas o Congresso pode autorizar tarifas, e as leis que permitem isso devem mencionar explicitamente ‘tarifa’ ou ‘imposto’.
Como as empresas americanas podem ser impactadas pela anulação das tarifas?
Sem as tarifas, custos de importação podem cair, mas empresas que investiram em cadeias de suprimento adaptadas às barreiras podem enfrentar perdas financeiras.