Desaprovação recorde: Trump perde apoio em meio a guerra e inflação em 2026
em 17 de maio de 2026 às 19:07O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atravessa uma das maiores crises de popularidade de sua carreira política. Pesquisas divulgadas em maio de 2026 mostram um índice de desaprovação superior a 60%, atingindo um patamar histórico no segundo mandato do republicano. O cenário tem preocupado aliados e agitado o meio político às vésperas das eleições legislativas, cujos resultados podem definir os rumos do governo e da própria liderança mundial americana.
A repercussão negativa se espalha rapidamente tanto em território nacional quanto internacional. Questões relativas à economia e o envolvimento militar dos EUA em conflitos, principalmente contra o Irã, têm sido apontados como principais fatores para o desgaste do presidente. Entenda como cada elemento está influenciando a trajetória de Trump e o que pode mudar no xadrez global.
O que você vai ler neste artigo:
Guerra com o Irã e inflação: chave para a rejeição de Trump
O envolvimento dos EUA no conflito contra o Irã, iniciado em fevereiro deste ano, foi um divisor de águas na aprovação do presidente. Desde o início das ofensivas militares, o preço do barril de petróleo disparou, gerando uma onda de aumentos nos combustíveis que logo chegaram aos bolsos dos cidadãos americanos. Analistas políticos, como Carlos Gustavo Poggio, destacam que esse efeito direto no cotidiano dos eleitores consolidou a queda de Trump nas pesquisas.
Além do impacto do conflito, Trump já enfrentava descontentamento em função de medidas econômicas controversas. O aumento de tarifas a diversos países em 2025 elevou ainda mais o custo de vida, desfazendo o ‘acordo tácito’ com parte do eleitorado que aceitava posturas polêmicas do presidente em troca de uma economia sólida. A escalada inflacionária, intensificada no último semestre, reduziu drasticamente a margem de apoio ao republicano, atualmente com apenas 36% de aprovação, uma das piores marcas já registradas.
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Clima de tensão pré-eleitoral e estratégias republicanas
Com as eleições legislativas marcadas para novembro de 2026, o clima nos bastidores do Partido Republicano é de alerta total. Embora ainda controlem Câmara e Senado, os republicanos enfrentam o risco real de perder espaço para os democratas, que já arrancaram vitórias importantes em disputas locais e pontuais no último ano. Pesquisas recentes apontam favoritismo democrata para retomar o comando da Câmara, colocando pressão extra sobre o núcleo duro de Trump.
Estratégias de última hora, como tentativas de redesenho de mapas eleitorais e campanhas mais incisivas em estados conservadores, estão sendo implementadas para minimizar danos. Internamente, cresce o debate sobre até que ponto o desgaste do presidente pode comprometer o partido como um todo, especialmente diante da escalada de votos de protesto e revoltas de lideranças tradicionais que resistem à linha dura adotada por Trump.
Efeitos globais das decisões de Trump
O peso das ações internas do governo Trump ultrapassa as fronteiras americanas. Decisões sobre tarifas, política externa agressiva e operações militares têm provocado reações variadas no cenário internacional. Apoiadores de adversários de Trump, como a premiê italiana Giorgia Meloni, viram seus índices de popularidade oscilar significativamente conforme os rumos de Washington. Em solo europeu, a alta no preço da energia e pressões econômicas tornam a relação com os EUA ainda mais delicada.
No Brasil, o impacto se deu principalmente no aumento dos combustíveis e na inflação de abril, a mais alta para o mês em quatro anos. Ainda que o país seja autossuficiente em petróleo, a economia local sentiu os efeitos das turbulências externas, influenciando inclusive o clima eleitoral doméstico. Especialistas acreditam que qualquer desgaste político mais forte na América Latina virá justamente dessas consequências econômicas, reforçando a tese de que a impopularidade de Trump pode mexer não só nas urnas americanas, mas também em governos de outras regiões do mundo.
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O cenário de desconfiança e queda de apoio não é irreversível, mas o tempo joga contra o presidente. Se a economia não apresentar sinais claros de melhora e o conflito militar se prolongar, Donald Trump enfrentará uma reta final de mandato marcada por incertezas e pressão crescente.
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