Afastamento de Lula agita bastidores: Janja é apontada como elo de isolamento
em 17 de maio de 2026 às 19:04O clima no Planalto segue tenso: aliados próximos e figuras de peso da base governista têm feito coro reclamando do difícil acesso ao presidente Lula em 2026. O motivo? Nos bastidores, todo mundo aponta um nome — Rosângela da Silva, a Janja. A primeira-dama, cada vez mais presente e atuante nos corredores do poder, ganhou fama de “guardiã” do presidente, o que despertou ressentimento e muita fofoca por parte de parlamentares que se veem preteridos a cada tentativa frustrada de agendar uma conversa.
No epicentro dos recentes burburinhos políticos, Janja é vista por muitos aliados como peça-chave no distanciamento de Lula, provocando desconforto inclusive entre governistas experientes, acostumados com uma relação mais direta com o presidente em outros tempos. Se antes o Alvorada era palco de encontros e conversas informais entre chefes de partido, hoje os pedidos acumularam poeira nos corredores da burocracia, enquanto a primeira-dama ganha espaço e protagonismo.
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Janja incomoda com protagonismo político inédito
Rosângela da Silva não ocupa nenhum cargo formal no governo, mas está longe de ser mera coadjuvante. Sua atuação nos bastidores é vista pelos parlamentares como uma barreira entre Lula e sua base — uma situação inédita até mesmo para figuras petistas veteranas. Janja despacha no terceiro andar do Planalto, recebe autoridades, lideranças políticas e participa ativamente de articulações, deixando claro o peso que adquiriu no poder.
Senadores e deputados que reclamam dos novos ‘protocolos’ destacam que projetos estratégicos ficaram sem interlocução direta com o presidente. Um exemplo que virou motivo de debate: a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Membros da CCJ relataram que passaram até três meses aguardando audiência com Lula, sem sucesso. O resultado foi uma rejeição inédita do indicado, episódio sentido como verdadeira derrota política — e muita gente atribui o revés à falta de diálogo.
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Isolamento presidencial pode custar caro ao governo
A revolta não acontece só nas rodas reservadas dos corredores do Senado. Entre auxiliares do presidente, o temor é que o isolamento de Lula se traduza em novas complicações para as pautas relevantes que tramitam na Câmara e no Senado. Integrantes do núcleo duro palaciano enxergam risco real de derrotas legislativas, caso o contato com as bases não seja reestabelecido a tempo das principais votações previstas antes das eleições.
Aliados pressionam por retorno das reuniões tradicionais
Parlamentares de diferentes partidos sugerem a volta dos encontros informais, aqueles almoços e reuniões no Alvorada que serviam para acalmar ânimos e garantir lealdade. “Lula sempre foi político de abrir o gabinete e ouvir todo mundo. Agora, quem consegue falar com ele precisa passar primeiro por ‘triagem’ da Janja”, revelou uma fonte sob anonimato.
No Planalto, o comentário é que com a agenda cada vez mais protegida, Lula perde a chance de fazer política ‘olho no olho’. A expectativa entre governistas é de que o presidente retome em breve o estilo conciliador que marcou suas gestões passadas, reduzindo os ruídos e recuperando aliados que, por ora, sentem-se desprestigiados.
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O crescente protagonismo da primeira-dama Janja continua movimentando os bastidores do poder, chacoalhando estruturas já conhecidas do Palácio e colocando Lula no centro de uma discussão: até que ponto a proteção excessiva ajuda ou atrapalha a governabilidade?
O tema ainda vai render muitas conversas (e reclamações) entre aqueles que vivem o sobe-e-desce da política brasiliense. Se você gostou de ficar por dentro dessa fofoca política e quer receber os próximos capítulos dessa e de outras histórias quentes do poder, não deixe de se inscrever em nossa newsletter exclusiva!