Brasil busca acordos com México e Canadá após tarifaço de Trump em 2025
em 25 de julho de 2025 às 19:01O comércio internacional sofreu um verdadeiro abalo em 2025. Com a aplicação de uma nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos — medida defendida por Donald Trump e programada para valer a partir de 1º de agosto — o Brasil já prepara uma reação. O foco agora está na diversificação dos parceiros comerciais em solo norte-americano, priorizando acordos com México e Canadá para driblar as perdas impostas pelo “tarifaço” dos EUA.
O impacto foi sentido desde o anúncio oficial. Autoridades brasileiras confirmaram diplomacia acelerada e reuniões estratégicas com os governos canadense e mexicano para garantir que as exportações nacionais mantenham seu fluxo ativo e sustentável. Quem acompanha comércio exterior sabe: essa movimentação pode redefinir o rumo do Mercosul nos próximos meses. Continue lendo e descubra detalhes dessa articulação de bastidores!
O que você vai ler neste artigo:
Supersobretaxa de Trump provoca movimentação imediata do governo brasileiro
Mais do que nunca, o Brasil sente o peso da dependência do mercado norte-americano. Só em 2024, exportamos US$ 54,5 bilhões para a América do Norte, número ameaçado pela nova tarifa dos EUA. A resposta veio com rapidez: o governo já mira a renovação das relações comerciais com seus vizinhos mais estratégicos.
Segundo interlocutores de Brasília, em setembro está prevista uma proposta formal junto ao Mercosul para reabrir as negociações de livre comércio entre os países do bloco e o Canadá. Antes disso, o ministro do Comércio canadense, Maninder Sidhu, desembarca em Brasília já em agosto para reuniões que podem destravar acordos paralisados desde 2022, com foco especial em setores como nuclear, aviação e semicondutores.
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México e Brasil: acordo ampliado pode fortalecer laços em setores-chave
Do lado mexicano, a confiança é renovada por uma ligação direta entre Luiz Inácio Lula da Silva e a nova presidente Claudia Sheinbaum. Um encontro entre autoridades dos dois países já tem data: 27 e 28 de agosto, quando o vice-presidente Geraldo Alckmin lidera comitiva brasileira à Cidade do México para discutir a ampliação do acordo comercial vigente.
A ideia é incluir novas áreas como indústria aeroespacial, indústria farmacêutica e agronegócio, ampliando a pauta hoje focada em carne bovina, soja e automóveis. Vale lembrar que, atualmente, quase 80% das exportações mexicanas seguem para os EUA, levantando dúvidas sobre até onde o México pode flexibilizar para ampliar o comércio com o Brasil.
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Canadá: interesses e desafios em meio a negociações sensíveis
Com o Canadá, o diálogo é promissor, mas não isento de obstáculos. O país já sinalizou vontade de diversificar seus parceiros diante das barreiras americanas, principalmente para commodities como aço, cobre e alumínio. Porém, subsídios pesados ao agronegócio canadense travam a reta final do tratado, desenhado para abrir portas em áreas de tecnologia e energia.
Os dados mais recentes reforçam esse potencial: ano passado, o Brasil fechou superávit de US$ 273 milhões com o Canadá, impulsionado por ouro, alumínio e açúcar. Em contrapartida, seguimos importando adubos, fertilizantes e motores, mostrando que há espaço para equilibrar ainda mais a balança comercial.
Perspectivas e novos caminhos para o comércio exterior brasileiro
Visando evitar grandes prejuízos financeiros com a restrição americana, o governo federal também planeja propor avanços em negociações comerciais com países asiáticos no segundo semestre de 2025 — assinalando Japão, Vietnã e Indonésia como prioridades. A intenção clara é compensar o “efeito Trump” com parcerias dinâmicas e menos arriscadas.
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O saldo de anos recentes ilustra como o setor pode ser volátil: em 2024, o déficit com os EUA já atingiu US$ 284 milhões, enquanto com México e Canadá, a balança permaneceu positiva. O diferencial está justamente em como aproveitar essas janelas e garantir segurança para exportadores brasileiros aflitos com o mercado norte-americano.
Diante desse cenário turbulento no comércio exterior, a palavra do momento é adaptação. O Brasil observa os passos de México e Canadá com atenção redobrada, em busca de acordos robustos, especialmente em setores tecnologicamente estratégicos e em commodities de valor agregado. Se gostou desta notícia e não quer perder nenhuma fofoca dos bastidores da política e dos negócios internacionais, inscreva-se agora em nossa newsletter e receba tudo em primeira mão!
Perguntas frequentes
Por que os EUA aplicaram uma sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros?
A medida foi defendida por Donald Trump em resposta a disputas comerciais e tem o objetivo de proteger indústrias norte-americanas de importações consideradas prejudiciais.
Quais setores devem ser priorizados nos acordos Brasil-México?
O foco está no agroindustrial, indústria aeroespacial e farmacêutica, além de manter o comércio tradicional de carne bovina, soja e automóveis.
Quais são os principais entraves nas negociações Brasil-Canadá?
Os subsídios ao agronegócio canadense e barreiras tecnológicas em aço, cobre e alumínio dificultam a conclusão do tratado.
Como o Mercosul pode se beneficiar dessa diversificação de parceiros?
Reabrir negociações com Canadá e México fortalece o bloco, amplia o acesso a mercados de tecnologia e reduz a dependência dos EUA.
Que países asiáticos o Brasil planeja priorizar em 2025?
O governo mira Japão, Vietnã e Indonésia para compensar impactos do ‘tarifaço’ norte-americano com parcerias mais estáveis.
Qual foi o resultado da balança comercial com o Canadá em 2024?
O Brasil registrou superávit de US$ 273 milhões, impulsionado por exportações de ouro, alumínio e açúcar.
De que forma a crise no comércio com os EUA afeta exportadores brasileiros?
A sobretaxa reduz competitividade dos produtos brasileiros, forçando empresas a buscar mercados alternativos para manter volumes de venda.