Zanin chama tornozeleira de ‘indigna’ para Lula, mas referenda uso com Bolsonaro em 2025
em 19 de julho de 2025 às 16:40O ministro Cristiano Zanin voltou aos holofotes nesta sexta-feira ao presidir a sessão que decidiu, por maioria, confirmar a tornozeleira eletrônica imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O curioso é que, anos antes, Zanin — na época, advogado do presidente Lula — considerava a medida uma afronta à dignidade, classificando o uso de tornozeleira eletrônica como “indigno” e defendendo o direito do petista de recusá-la. O novo posicionamento do ministro tem dado o que falar nos bastidores e já movimenta rodas de conversa em Brasília.
Essa reviravolta de opiniões chama a atenção não apenas pelo contraste com sua antiga atuação, mas também pelo lugar de destaque que Zanin ocupa hoje no Supremo Tribunal Federal. Para quem acompanha de perto a política brasileira, a decisão não passou despercebida e reacendeu o debate sobre pesos e medidas adotados pelo Judiciário em casos de grande repercussão.
O que você vai ler neste artigo:
O passado de Zanin: de defensor a julgador
Quando o assunto era Lula, Zanin era enfático: a tornozeleira eletrônica jamais poderia ser exigida do então ex-presidente. Em 2019, durante a fase mais tensa da Operação Lava Jato, o então advogado afirmou em entrevista que forçar o uso do equipamento seria uma “tentativa de humilhação” contra Lula e extrapolava o limite da dignidade humana. Em suas palavras, obrigar o petista a utilizar o dispositivo seria mais um passo para minar sua imagem pública e afetar seu moral.
No âmbito jurídico, Zanin também sustentava que o Estado não poderia impor tal restrição sem ferir princípios fundamentais. Segundo ele, a postura dos procuradores em insistir no uso da tornozeleira tinha um viés mais punitivo do que preventivo, mirando diretamente a figura de Lula num contexto já carregado de decisões polêmicas.
Zanin no STF: postura ágil e nova visão
Se na época de advogado Zanin era voz ativa contra o uso da tornozeleira, no Supremo parece ter mudado de opinião. Esta semana, liderou com agilidade a sessão que avaliou as medidas restritivas contra Bolsonaro, inclusive a utilização do equipamento eletrônico para monitoramento. A rapidez com que convocou e votou pela manutenção da restrição foi notada, reforçando a sensação de que, no Judiciário, certos pesos e medidas podem variar conforme o réu.
Reação política e repercussão nos bastidores
A decisão dividiu opiniões entre apoiadores e críticos dos ex-presidentes. Enquanto opositores de Bolsonaro celebraram a decisão como necessária diante dos processos em curso, aliados do ex-mandatário afirmam que o tratamento do STF revela parcialidade. Já quem acompanhou o caso de Lula relembra a intensidade com que Zanin se opôs a qualquer restrição contra o atual presidente, jogando lenha na fogueira do debate sobre a isenção do Judiciário.
Nos corredores de Brasília, a postura de Zanin virou assunto quente nos grupos de whatsapp e nas conversas informais dos parlamentares. O contraste entre seu discurso como advogado e as decisões como ministro do STF é a principal pauta dos comentários, com muita gente questionando o que mudou em tão pouco tempo.
A movimentação em torno do tema só aumentou depois que vieram à tona as declarações antigas de Zanin, mostrando como a aplicação da lei pode receber interpretações bastante diferentes dependendo de quem está no banco dos réus. Especialistas em direito avaliam que, embora a lei seja para todos, a interpretação pode ser um verdadeiro jogo de cintura — principalmente no cenário político que vivemos em 2025.
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As reações intensas à atuação de Zanin mostram como o tema envolve não só questões jurídicas, mas também agendas políticas e pessoais. O episódio levanta o debate sobre coerência, isenção e as consequências que decisões judiciais podem ter para o clima político do país.
Esse “vai e volta” de posturas de Zanin sobre o uso da tornozeleira eletrônica envolvendo Lula e Bolsonaro só mostra como detalhes aparentemente pequenos podem incendiar a cena política nacional. Fica a lição de que, no Brasil, as movimentações nos bastidores do Judiciário chamam tanto a atenção do público quanto as façanhas dos próprios investigados. Se você gosta de se manter informado e não perder os próximos capítulos dessas histórias dignas de novela, aproveite para se inscrever em nossa newsletter especial de fofocas políticas — você recebe tudo em primeira mão e não perde nenhum detalhe das tretas de Brasília.
Perguntas frequentes
Como a mudança de discurso de Zanin afeta a confiança pública no Judiciário?
A alteração do posicionamento pode gerar dúvidas sobre a imparcialidade do STF, impactando a credibilidade das decisões judiciais.
De que forma a tornozeleira eletrônica pode influenciar a estratégia de defesa de um político?
O uso do dispositivo pode ser argumentado como medida humilhante ou preventiva, alterando a narrativa em processos e negociações jurídicas.
Quais fatores podem levar um ministro a mudar seu entendimento em casos diferentes?
Variações no contexto fático, novas interpretações legais, pressão política e composição colegiada do tribunal podem influenciar a decisão.
Qual o papel das sessões de urgência no STF em casos de grande repercussão?
Elas permitem decisões rápidas para evitar lacunas de controle judicial, mas podem ser criticadas por falta de debate aprofundado.
Como conversas nos bastidores podem impactar o resultado de julgamentos no Supremo?
Trocas informais entre ministros e equipes podem moldar acordos, votos e até a convocação de sessões, refletindo influência política.