Lula zera imposto de 10 alimentos em 2025, mas importação de 6 deles despenca
em 2 de agosto de 2025 às 09:01Lula surpreende e isenta imposto de dez alimentos em 2025, mas movimento do mercado vai na contramão para seis deles. Novos dados mostram que a estratégia para conter preços nem sempre cria impactos diretos no volume importado, levantando o debate sobre os reais efeitos da canetada presidencial.
Segundo fontes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mesmo com a isenção começando em março, entre março e junho de 2025 houve queda nas importações de mais da metade desses produtos. O impacto disso começa a ser notado por quem acompanha de perto os bastidores da política econômica. Venha entender como a decisão do governo mexeu com os números e qual foi a repercussão nos principais itens da mesa do brasileiro.
O que você vai ler neste artigo:
Alimentos com imposto zerado: nem todo incentivo vira aumento de importação
A base da medida de Lula era simples: cortar tributos para tentar aliviar os preços de itens essenciais. Entre os dez alimentos beneficiados, o azeite de oliva extra virgem teve retração brusca de 39% nos valores importados, comparando o mesmo período de 2024 para 2025. A carne bovina desossada também ficou em baixa, com 22% menos sendo trazido do exterior. Até as massas alimentícias, comuns na mesa das famílias, tiveram queda de 11%.
A redução de importações em itens como sardinha em conserva e açúcares de cana, embora menos expressiva em valores absolutos, acende alerta para uma possível pouca efetividade da medida em termos de volume. Com importações baixíssimas, qualquer variação já causa impacto percentual relevante. Isso sugere que, para esses casos, a isenção de imposto pode não ter grande peso para baixar os preços no supermercado.
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Quais alimentos aumentaram as compras vindas do exterior?
Nem tudo foi retração. Quatro produtos beneficiados tiveram aumento nas importações, com destaque para o milho, que saltou 70%. O grão é crucial para a alimentação animal, sendo um componente do custo da carne, do leite e até de ovos. Pelo olhar de Brasília, a isenção nesse caso era esperança de aliviar receitas e preços em toda cadeia produtiva.
Milho e café: os destaques
Os números confirmam alta expressiva de milho, tanto em valor como em toneladas (passando de 243 para 387 milhões de kg no período analisado). O café não torrado, curiosamente, foi de quase zero para impressionantes US$ 26,7 milhões importados – embora o Brasil já seja gigante na produção do grão. Ou seja, mesmo com essa alta, o impacto no mercado interno é mais simbólico do que real.
A fatia real desses alimentos no cenário nacional
A grande surpresa foi ver que, mesmo com todo o movimento do governo, esses 10 itens representaram só 0,4% de tudo o que o Brasil importou em alguns meses de 2025. Em termos de peso, ficaram em 0,8%. Ou seja, a magnitude da medida é pequena frente ao mar de importações do país.
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Muitas dessas escolhas vêm de uma análise estratégica do Planalto para tentar enfrentar a inflação dos alimentos, já que o IPCA para comida em casa finalmente caiu 0,18% em junho. Lula segue comprometido em cumprir a promessa de baixar o custo da cesta básica, mas os resultados mostram que nem tudo depende do corte de impostos.
A palavra-chave desse momento é expectativa. Todos olham atentos para os próximos passos da política econômica. Caso tenha gostado da notícia e quer ficar por dentro de tudo o que rola no cenário político e econômico brasileiro, inscreva-se em nossa newsletter e não perca os bastidores das principais decisões em Brasília.
Perguntas frequentes
Por que a isenção não resultou em aumento de importações para todos os itens?
Porque fatores como estoque interno, demanda sazonal e logística de importação podem ter mais peso que a própria redução tributária na decisão de compra.
Como a queda de importações de azeite afeta o preço final ao consumidor?
Menor volume importado pode reduzir ofertas e limitar quedas de preço, já que a isenção não altera dinâmica de estoque ou custos de frete.
Quais foram as razões para o salto de 70% nas importações de milho?
O milho é crucial para ração animal; a isenção pressionou compradores a reforçarem estoques visando reduzir custos na cadeia de carnes, laticínios e ovos.
O que significa a participação de 0,4% no total de importações?
Indica que, mesmo zerando impostos sobre esses dez itens, eles representam fatia muito pequena do volume e valor totais comprados pelo Brasil.
Quais variáveis além de impostos influenciam o volume importado?
Câmbio, tarifas não-tributárias, capacidade de produção interna, estoques e acordos comerciais são decisivos no fluxo de importações.