Laços comerciais entre Brasil e Índia ganham destaque com visita de Modi em 2025
em 9 de julho de 2025 às 08:58O presidente Luiz Inácio Lula da Silva causou burburinho ao receber, em clima de festa, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em Brasília nesta terça-feira. Em meio a tapete vermelho, discursos trocados e promessas de novas parcerias, o verdadeiro destaque ficou para a tentativa de Lula de fortalecer as relações comerciais entre Brasil e Índia, que ainda engatinham, mesmo com as duas nações dividindo a mesa do BRICS. O momento reforça uma importante movimentação no cenário internacional de 2025, com o Brasil mirando novos mercados.
Mesmo integrando o seleto grupo das maiores economias emergentes ao lado de China, Rússia e África do Sul, a relação comercial entre Brasil e Índia é considerada tímida, somando pouco mais de US$ 12 bilhões. Isso soa quase como troco diante dos números bilionários com China, Estados Unidos e Argentina. Porém, Lula não esconde o otimismo — e até brincou que Modi, conhecido por seu vegetarianismo, poderia se encantar por um bom queijo brasileiro.
O que você vai ler neste artigo:
O desafio de elevar o patamar de Brasil e Índia no comércio global
A aproximação entre Brasil e Índia acontece em um contexto de busca por alternativas econômicas diante de incertezas globais. Sob a liderança de Lula, o Brasil tenta romper a dependência dos parceiros tradicionais e vê na Índia um parceiro estratégico para abrir novas portas. Não é por acaso que, mesmo com um comércio ainda modesto, os números saltaram 24% só nos primeiros cinco meses deste ano. Esse aquecimento mostra um interesse real em ambos os lados.
No entanto, a relação comercial sempre esbarra em obstáculos: Brasil e Índia, que têm estruturas econômicas similares, competem por mercados e exportam produtos muito parecidos. Tanto açúcar quanto petróleo bruto dominam as transações, enquanto outros setores ainda avançam timidamente. Para Lula, convenceu-se de que é preciso inovar e diversificar as exportações, mirando desde aeronaves até biocombustíveis.
Aposta em novas oportunidades: do queijo ao gergelim
Modi foi recebido com o desejo declarado de expandir o leque de produtos brasileiros no mercado indiano. Além do evidentemente citado queijo, há uma empolgação particular com a entrada do gergelim brasileiro na Índia — mesmo sendo um dos maiores produtores globais. Desde 2020, as exportações do grão cresceram e se tornaram peça importante da pauta agrícola. O Brasil aproveita as entressafras indianas para preencher lacunas e garantir presença constante nas prateleiras do gigante asiático.
A pauta se completa com etanol — um tema caro para ambos. Enquanto a Índia impõe restrições para proteger sua própria indústria, o governo brasileiro negocia para furar esse bloqueio. O que está em jogo, afinal, é a possibilidade de o Brasil assumir um papel protagonista no fornecimento do combustível para uma população que já passa dos 1,4 bilhão de habitantes.
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BRICS, ambições globais e a presidência rotativa
A passagem de bastão na presidência do BRICS foi outro ponto alto desse encontro. Lula e Modi usam o bloco para ampliar suas vozes em fóruns internacionais e buscar um espaço permanente no cobiçado Conselho de Segurança da ONU. Não é só sobre comércio, mas também sobre influência: garantir acordos preferenciais, furar barreiras e, quem sabe, fazer história.
Enquanto negociações avançam, Brasil e Índia prometem seguir tentando destravar velhas amarras. O mercado asiático pode, sim, se tornar uma nova fonte de riqueza para o Brasil. E, quem sabe, Lula consiga finalmente agradar Modi com delícias tipicamente brasileiras.
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Ao final desta movimentada semana diplomática, fica evidente que a aposta de Lula em estreitar os laços com a Índia é estratégica para diversificar a economia brasileira e pavimentar novos caminhos para nossos produtos no exterior. A parceria entre os dois gigantes promete novos capítulos de encontros, exportações de gergelim, etanol e um quê de queijo na mesa do poder.
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Perguntas frequentes
Qual é o principal desafio para o comércio Brasil-Índia?
A concorrência em produtos similares, como açúcar e petróleo, associada a barreiras tarifárias e à necessidade de infraestrutura logística eficiente.
Quais setores têm maior potencial de expansão nas exportações brasileiras para a Índia?
Produtos como gergelim, queijo, aeronaves, biocombustíveis e etanol apresentam alto potencial por atenderem lacunas na oferta indiana.
De que forma o BRICS auxilia na relação entre Brasil e Índia?
O bloco permite negociações de acordos preferenciais, amplia a voz de ambas as nações em fóruns internacionais e fortalece a cooperação política e econômica.
Por que o gergelim é uma aposta significativa para o Brasil na Índia?
O Brasil aproveita as entressafras indianas, sua produção robusta e competitividade de preços para garantir presença constante nas prateleiras locais.
Como a visita de Modi pode impactar a economia brasileira?
Além de diversificar mercados, o encontro pode atrair investimentos indianos em tecnologia e infraestrutura, impulsionar novos acordos comerciais e gerar empregos.