Governo Lula libera só 17% das emendas impositivas em 2025 e desagrada Congresso
em 1 de setembro de 2025 às 09:01Em pleno 2025, a relação entre o governo Lula e Congresso anda para lá de estremecida. O motivo do burburinho? Apenas 17% das emendas impositivas previstas para este ano foram pagas até agora. Segundo levantamento realizado com dados oficiais, dos R$ 38,8 bilhões destinados pelo Orçamento, somente R$ 6,8 bilhões chegaram ao destino. O clima nos bastidores da política ferveu, com deputados e senadores fazendo fila para cobrar os valores prometidos e, pelo visto, o Planalto ainda não abriu a torneira do dinheiro por completo.
Quem acompanha o xadrez do Legislativo sabe que as emendas representam combustível poderoso, principalmente em ano pré-eleitoral. Com a verba represada, parlamentares de diversas siglas já começam a esquentar as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando que o atraso nos repasses pode comprometer projetos em suas bases e, claro, atrapalhar os planos de reeleição dos aliados.
O que você vai ler neste artigo:
O gargalo das emendas: o que dizem os números
Os números revelam que o desembolso do governo Lula está bem abaixo do esperado pelo Congresso. Em 2025, só R$ 6,8 bilhões foram quitados do total de R$ 38,8 bilhões autorizados. Para efeito de comparação, em 2024 o Planalto pagou cerca de 71% do valor previsto, enquanto em 2023 essa taxa chegou a 75%. Ou seja, a atual gestão está deixando a desejar — e não é de hoje.
Vale lembrar: as emendas impositivas, ao contrário de outras rubricas, são de pagamento obrigatório. Elas garantem recursos para prefeituras e governos estaduais tocarem obras e projetos sociais, o que traz visibilidade aos parlamentares. Quem ficou de fora desse rateio, tem motivos de sobra para reclamar.
O problema das emendas de anos anteriores
A falta de pagamento não se restringe a 2025. Boa parte dos repasses obrigatórios referentes a 2023 e 2024 também permanece emperrada. Segundo apurações, pelo menos um quarto dessas verbas não foi liberado. Isso gerou frustração entre congressistas, que alegam precisar ir frequentemente aos ministérios para negociar o destravamento dos recursos, numa espécie de “romaria” em busca do que já estava na conta — pelo menos no papel.
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Por que só uma pequena parte do dinheiro saiu?
De acordo com fontes do Congresso, o Planalto decidiu priorizar o pagamento de verbas atrasadas de exercícios passados. Nos seis primeiros meses do ano, dos R$ 16,3 bilhões em emendas liberadas, pouco mais de 42% foi direcionado para compromissos do Orçamento deste ano. O resto serviu para tapar buracos deixados para trás, em 2024 e 2023.
Essa estratégia, porém, não agradou os deputados, sobretudo aqueles voltados para suas bases eleitorais. Ano de eleição é sinônimo de cobrança pesada para mostrar serviço, e a restrição de recursos complica a entrega de obras e investimentos nas cidades onde candidatos dependem da popularidade local para garantir mandatos.
Orçamento secreto ficou de fora
As chamadas emendas de comissões, novo nome do antigo orçamento secreto, ficaram sem nenhum centavo liberado em 2025 — e, como não têm pagamento obrigatório, acabaram fora da lista de prioridades do governo. Para completar, são alvos de questionamentos na Justiça por falta de transparência e viraram dor de cabeça no Supremo Tribunal Federal. Nem o famoso “jeitinho” dessa vez funcionou para destravar recursos.
A tendência é que a insatisfação aumente nos corredores do Congresso. Líderes partidários fazem pressão para que o Planalto encontre espaço no caixa e evite crises ainda maiores no relacionamento com o Legislativo, especialmente num cenário de articulação eleitoral forte.
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Nesse contexto, o governo Lula precisará de jogo de cintura para não perder ainda mais apoio político, principalmente entre os deputados do Centrão, grandes campeões na busca por recursos para projetos em suas regiões.
Com o freio nas emendas e a tensão política no ar, o Planalto terá de equilibrar as contas e os interesses se quiser manter a governabilidade. Se você curte saber todos os bastidores do poder ou não quer perder nenhuma novidade quente, aproveite para se inscrever em nossa newsletter e receber as principais notícias exclusivas, análises e as fofocas de Brasília diretamente em seu e-mail. Fique por dentro do que está mexendo com o cenário político e seja sempre o primeiro a saber o que rola nos bastidores do governo Lula em 2025!
Perguntas frequentes
Quem pode apresentar emendas impositivas?
Deputados federais e senadores podem apresentar emendas impositivas ao orçamento, cada um com cota estabelecida pela legislação orçamentária vigente.
Como é feita a distribuição dos recursos às prefeituras?
A distribuição segue critérios de proporcionalidade populacional e pauta de prioridades acordadas no Congresso, cabendo ao Tesouro Nacional liberar os repasses via Ministério do Planejamento.
Quais as sanções em caso de não pagamento?
Como são obrigatórias, a União pode sofrer ações judiciais e parlamentares podem recorrer ao Judiciário para obrigar a Execução dos pagamentos atrasados.
Por que o governo prioriza emendas de anos anteriores?
Para liberar espaço fiscal e corrigir passivos, o Executivo tem destinado parte dos recursos a exercícios anteriores, mesmo que isso atrase novas emendas de 2025.
Como acompanhar a execução das emendas impositivas?
O cidadão pode consultar o Portal da Transparência do governo federal ou o sistema Siga Brasil, que detalham valores empenhados, liquidados e pagos por emenda.