Cúpula dos Brics 2025: Lula enfrenta Congresso turbulento e incertezas no bloco
em 4 de julho de 2025 às 16:40O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prestes a sediar a aguardada cúpula dos Brics, que acontece a partir do próximo domingo, 6 de julho, no icônico Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O evento, que promete movimentar a cidade com líderes de todo o mundo, chega em um dos momentos mais delicados do atual governo. Além do trânsito bloqueado e de um esquema de segurança reforçado, Lula precisa lidar com uma crise de popularidade e um embate quente com o Congresso Nacional, o que adiciona uma pitada de tensão à agenda internacional.
Quem espera ver apenas sorrisos e acenos diplomáticos vai se surpreender: a política interna brasileira ameaça roubar o protagonismo da reunião, enquanto os desafios no âmbito internacional também batem à porta. Se você gosta de bastidores do poder, prepare o café e continue lendo até o fim.
O que você vai ler neste artigo:
O clima político quente antes da cúpula dos Brics
Nos bastidores, as reuniões dos Brics sempre renderam um certo burburinho, mas desta vez o clima está ainda mais carregado. Em 2025, o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul – agora ampliado com novas nações como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irã – chega ao Rio de Janeiro em meio a críticas e desconfianças globais. Os Estados Unidos voltam a elevar o tom, especialmente após o presidente Donald Trump prometer retaliações caso o grupo avance em medidas como a adoção de uma nova moeda.
Enquanto isso, dentro de casa, Lula enfrenta dois frontes perigosos. Depois da crise do Pix e do escândalo do INSS, a popularidade do presidente despencou, chegando a índices muito inferiores aos dos mandatos anteriores. Recentemente, a tentativa de aumentar o IOF virou munição para a oposição, que venceu a queda de braço e derrubou a medida no Congresso. O governo, sentindo-se acuado, partiu até para o Supremo Tribunal Federal numa busca de reverter as decisões legislativas.
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Brics ampliado e o papel do Brasil em tempos de incerteza
O bloco dos Brics nunca teve tanto holofote quanto agora, principalmente após incluir mais países e ampliar seu peso econômico. Os dados impressionam: juntos, os integrantes respondem por cerca de 40% do PIB mundial, o que transforma cada cúpula em palco de negociações estratégicas. O problema é que, para muitos analistas, a relevância prática do grupo ainda é modesta se comparada ao barulho que faz no cenário internacional.
No meio desse vaivém, a ausência do presidente chinês Xi Jinping, provavelmente por questões de agenda e para evitar uma exposição ainda maior diante dos americanos, acendeu um alerta: será que a China está dando um passo atrás? Questionamentos similares recaem sobre a Rússia, que, apesar de apoiar a expansão dos Brics, hoje se mostra menos disposta a peitar grandes potências, ainda mais após as recentes tentativas de aproximação entre Putin e Trump.
Expectativas para Lula: projeção internacional x dilemas internos
Mesmo com as incertezas, Lula aposta alto ao tentar usar o evento dos Brics para se fortalecer interna e externamente. O calculo, porém, é arriscado. Pesquisadores e especialistas em política avaliam que os ganhos em popularidade tendem a ser pequenos, já que o brasileiro médio dá mais atenção para temas como inflação, emprego e benefícios sociais do que para articulações geopolíticas. Por ora, a aposta do governo tem sido mirar propostas como a taxação dos super-ricos e aumentar a carga sobre apostas e setor financeiro, mas sem muito espaço político para avançar no Congresso.
Mudança de postura e desafios para o futuro dos Brics
Pela primeira vez desde que o bloco foi fundado, as ausências e as divergências internas ameaçam esvaziar as expectativas em torno da reunião. Enquanto o Novo Banco de Desenvolvimento tenta ganhar tração sob os comandos da ex-presidente Dilma Rousseff, outras ações práticas ainda patinam. No fim das contas, a cúpula no Rio de Janeiro pode acabar servindo mais como termômetro das tensões políticas brasileiras do que como impulso real para o futuro dos Brics.
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A crise de imagem do governo Lula e os próprios dilemas do bloco reforçam que o palco internacional pode até render boas fotos, mas está longe de garantir estabilidade em casa. Se gostou desta cobertura e quer receber mais análises exclusivas dos bastidores do poder, inscreva-se na nossa newsletter para não perder nenhuma fofoca quente sobre a política brasileira e mundial!
Perguntas frequentes
Qual a importância do Brasil em sediar a cúpula dos Brics?
Sediar a cúpula reforça o protagonismo geopolítico do país, atrai investimentos e oferece palco para defender pautas de interesse nacional em conjunto com outras potências emergentes.
Quais países entraram recentemente para o bloco dos Brics?
Em 2024, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irã foram oficialmente incorporados, ampliando o escopo econômico e político do grupo.
Como a crise interna do governo Lula pode afetar a reunião?
Baixa popularidade e conflitos com o Congresso podem diminuir o capital político de Lula, reduzindo sua capacidade de firmar acordos ambiciosos durante a cúpula.
O que é o Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics?
É uma instituição financeira criada pelo bloco para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países membros e em nações emergentes.
Por que a ausência de líderes como Xi Jinping e Vladimir Putin gera dúvidas?
Falta de representantes de peso pode sinalizar desinteresse ou cautela diante de pressões externas, enfraquecendo a força política e simbólica do encontro.
Quais são os principais temas debatidos durante a cúpula?
Infraestrutura, comércio, finanças, sustentabilidade e iniciativas de integração econômica são as pautas centrais das negociações multilaterais.