Autor do golpe bilionário no X terá que devolver R$ 29 milhões em bitcoin
em 17 de novembro de 2025 às 13:19O cibercriminoso responsável por um dos maiores escândalos digitais dos últimos anos foi sentenciado no Reino Unido a devolver uma verdadeira fortuna em bitcoin. Joseph James O’Connor, conhecido no universo hacker como PlugwalkJoe, terá que ressarcir vítimas com quase R$ 29 milhões após ser pego no esquema que abalou o antigo Twitter, hoje chamado de X.
O prejuízo monumental teve seu ápice em julho de 2020, quando O’Connor comandou uma ação coordenada que comprometeu perfis de grandes nomes, como Elon Musk, Barack Obama e Bill Gates. A justiça agora quer reparar parte desse estrago, exigindo a restituição do valor milionário obtido por meio de golpes em criptomoedas. Acompanhe os detalhes desse caso que escancarou falhas na segurança das redes sociais e ainda rende desdobramentos em 2025.
O que você vai ler neste artigo:
Hacker do X: os bastidores do golpe que chocou o mundo digital
Em pleno 2020, a invasão promovida por O’Connor ao então Twitter rapidamente se espalhou pelo noticiário global. O hacker conseguiu violar camadas de segurança e assumir o controle de contas importantíssimas, inclusive de líderes mundiais e bilionários famosos. Entre eles, Elon Musk, Barack Obama, Joe Biden, Jeff Bezos, Bill Gates e Kim Kardashian tiveram seus perfis usados para divulgar mensagens falsas.
O esquema era engenhoso e apelativo: esses perfis propagavam um suposto investimento em bitcoin, prometendo dobrar o valor que qualquer pessoa resolvesse transferir para determinadas carteiras digitais. Em poucas horas, milhares de dólares em criptomoedas trocaram de mão, indo parar diretamente nas contas controladas pelo criminoso britânico.
Além de movimentar o universo das celebridades, o golpe também levantou sérios alertas de segurança. O acesso foi obtido por meio de uma invasão interna, e até hoje detalhes aprofundados do método ainda não foram totalmente esclarecidos. O que se sabe é que o hacker usou ferramentas privilegiadas dos próprios funcionários do Twitter para burlar as defesas da plataforma.
Prisão, julgamento e condenação milionária
Após o rastro deixado na web, as autoridades não demoraram para atuar. O’Connor foi localizado na Espanha em 2021 e rapidamente extraditado para os Estados Unidos, onde respondeu por diversos crimes cibernéticos. Ele está preso desde então e, em 2025, sua sentença ganhou um capítulo extra no Reino Unido: devolver US$ 5,4 milhões (cerca de R$ 29 milhões) em bitcoins e outros ativos digitais.
Com a apreensão de 42 bitcoins, além de outras criptomoedas ainda em investigação, o objetivo da Justiça é claro: ressarcir ao máximo as vítimas do golpe. Essa decisão foi considerada emblemática, pois atua em conjunto com a legislação internacional para responsabilizar hackers independentemente da localização e fortalecer os mecanismos de cooperação policial em crimes digitais.
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Como o ataque impactou as redes sociais e as investigações atuais
O episódio protagonizado por O’Connor mudou para sempre os protocolos de segurança dentro das redes sociais. Na época, o Twitter foi obrigado a suspender temporariamente postagens de contas verificadas e implementou uma série de revisões em suas permissões internas. Celebridades, empresários e até políticos, que antes confiavam na blindagem da plataforma, perceberam-se vulneráveis diante da ousadia dos hackers.
As investigações também descobriram que o Twitter possuía um sistema de acompanhamento especial para contas de alta relevância, acessível apenas a funcionários de alto escalão. Foi justamente esse painel exclusivo o principal alvo do criminoso, escancarando a necessidade de repensar a gestão de credenciais e monitorar rotas de acesso crítico no meio digital.
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O caso PlugwalkJoe inspirou discussões globais sobre privacidade, segurança de dados e o papel das big techs na preservação das informações dos usuários. Não por acaso, no cenário atual, plataformas como X e seus rivais ampliaram investimentos em tecnologia de proteção e detecção de ameaças internas.
O impacto do golpe no X ainda ecoa em 2025, servindo de exemplo para empresas, governos e usuários comuns sobre os riscos e responsabilidades no universo das criptomoedas. Se você curte ficar por dentro dos bastidores do mundo digital, aproveite para assinar nossa newsletter e receber as principais notícias e fofocas exclusivas em primeira mão!
Perguntas frequentes
Quais foram as consequências legais para o hacker PlugwalkJoe?
Além da prisão nos Estados Unidos, ele foi condenado no Reino Unido a devolver cerca de R$ 29 milhões em bitcoins e outros ativos digitais para reparar as vítimas do golpe.
Como as redes sociais reforçaram a segurança após o ataque de 2020?
O Twitter e outras plataformas implementaram restrições temporárias em postagens de contas verificadas, revisaram permissões internas e aumentaram os investimentos em tecnologia para detecção de ameaças internas.
Por que o ataque do hacker PlugwalkJoe foi considerado um marco na segurança digital?
Porque o golpe mostrou como invasões internas e o uso de ferramentas privilegiadas por funcionários podem causar danos massivos, fazendo governos e empresas repensarem políticas de controle de acesso e monitoramento.
Como o golpe afetou a percepção pública sobre segurança em criptomoedas?
O episódio expôs os riscos reais das transações digitais, motivando usuários e plataformas a reforçarem mecanismos de proteção e conscientização sobre fraudes no universo das criptomoedas.
Qual o papel das autoridades internacionais no combate a crimes digitais como o de PlugwalkJoe?
As autoridades atuaram em cooperação internacional para rastrear, prender e condenar o hacker, destacando a importância da legislação global e da colaboração entre países para o combate a cibercrimes.