Deputada Erika Hilton pede fechamento de hamburgueria após polêmica de bônus por roupa curta
em 13 de abril de 2026 às 11:04Uma polêmica vem agitando Ribeirão Preto na última semana: a deputada federal Erika Hilton pediu a cassação do alvará de uma hamburgueria local após a divulgação de mensagens de recrutamento com teor considerado ofensivo e discriminatório. O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais, com prints mostrando que um recrutador chegou a oferecer bônus na remuneração para uma candidata de 17 anos que aceitasse trabalhar vestindo roupas que marcassem o corpo, como calça legging e decote.
O episódio pegou muita gente de surpresa e levantou um verdadeiro debate sobre ética, legislação trabalhista e proteção de menores no ambiente profissional. Nas mensagens divulgadas, o recrutador apresentou duas faixas salariais: uma de R$ 1.300 e outra de R$ 1.700, sendo a maior condicionada ao uso de roupas “mais marcantes”, sob o argumento que isso atrairia mais clientes para o local.
O que você vai ler neste artigo:
Pedido formal de cassação do alvará e justificativas jurídicas
A deputada Erika Hilton, conhecida pela defesa dos direitos humanos e combate à exploração de gênero, foi categórica em sua manifestação. Ela encaminhou um pedido oficial à Prefeitura de Ribeirão Preto solicitando o fechamento do estabelecimento. Erika fundamenta sua solicitação na Lei Municipal nº 15.129/25, que estipula sanções severas para estabelecimentos que infrinjam gravemente os denominados “bons costumes”.
Segundo Erika, ao oferecer salário maior mediante uso de roupas sensuais, a hamburgueria estaria promovendo a exploração comercial do corpo feminino — agravada pelo fato de a candidata ser menor de idade. A parlamentar classificou a conduta como “notoriamente abusiva” e pediu respostas rápidas tanto das autoridades municipais quanto do Ministério Público do Trabalho (MPT).
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Repercussão pública e investigação do Ministério Público
Logo após a divulgação dos prints, a reação dos moradores de Ribeirão Preto não demorou a aparecer. O episódio se espalhou rapidamente pela internet, com internautas e coletivos de direitos das mulheres exigindo providências contra a hamburgueria.
O Ministério Público do Trabalho já abriu investigação sobre o caso para apurar possíveis violações das leis de proteção à criança, ao adolescente e o respeito à dignidade e à não discriminação de gênero em ambientes de trabalho. A conduta do estabelecimento pode resultar em processos tanto na esfera administrativa quanto na judicial, incluindo possíveis multas e, principalmente, a perda definitiva do direito de exercer atividades comerciais na cidade.
O silêncio do estabelecimento e expectativa da comunidade
Enquanto isso, a hamburgueria preferiu não se manifestar oficialmente até o momento, nem apresentou defesa pública sobre o episódio. Já a Prefeitura de Ribeirão Preto ainda não divulgou posicionamento sobre a cassação do alvará, aumentando a pressão pública por respostas rápidas e efetivas.
Permanecem, então, dúvidas sobre qual será o desfecho desse caso que escancarou discussões antigas sobre assédio e exploração no ambiente de trabalho. A expectativa é que a investigação do MPT traga esclarecimentos e estabeleça um precedente importante para o setor e para o respeito aos direitos de jovens trabalhadores.
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O caso coloca em evidência a necessidade constante de fiscalização e responsabilidade social por parte das empresas ao recrutar e empregar colaboradores, especialmente menores de idade, para evitar situações que beirem o assédio e a discriminação. Fique ligado em nossas próximas atualizações para se manter informado sobre os desdobramentos desse caso polêmico envolvendo uma hamburgueria em Ribeirão Preto.
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Perguntas frequentes
Quais leis podem proteger menores de idade contra exploração em ambientes de trabalho?
Leis municipais e federais, como a proteção ao trabalhador adolescente, proíbem práticas abusivas e garantem a dignidade no ambiente laboral.
O que caracteriza a exploração comercial do corpo feminino no trabalho?
Oferecer remuneração condicionada ao uso de roupas sensuais, sexualização do trabalhador e discriminação de gênero são consideradas formas de exploração.
Como as autoridades atuam em casos de assédio e discriminação no trabalho?
Elas podem abrir investigações, aplicar multas, cassar alvarás e encaminhar processos judiciais para coibir e punir essas práticas.
Quais os riscos para empresas que promovem condutas abusivas no recrutamento?
Além de perderem o direito de funcionamento, podem sofrer penalidades administrativas, ações judiciais e danos à reputação.
Como cidadãos podem contribuir para evitar abusos no trabalho de menores?
Denunciando irregularidades aos órgãos competentes, apoiando campanhas de conscientização e cobrando fiscalização rigorosa.